segunda-feira, 26 de julho de 2010

Saudações!

Olá!? Sociedade dos poetas vivos, vamos estocar nos

Museus brasileiros os ossos dos velhos dinossauros que

Existiram por aqui, são relíquias preciosas, vamos agora

Preservar pequenos animais, estão correndo risco de extinção,

Esqueçamos a partir de agora os velhos dinos e apreciemos

Os pequenos vivos. (Joel Almeida)

PSIU POÉTICO & MORTE DOS DINOSSAUROS

Grandes dinossauros

Nos seus dias Poderosos

Entre os animais

Governavam com suas forças

Cabeças dos sauros

Estão mortos!!!

Abaixo de nossa terra ...seus ossos...

Mentes que já não pensam

Nem sonham conquistas

Esgotados de todo vigor

Seus restos expostos

Nos museus de cultura

Para que os jovens lembrem

No Brasil existiu dinos!!!

Passado é o tempo deles

Fósseis espalhados por ai

Esmagavam pequenos bichos

Devoravam carnes

Uns aos outros

Oh, pobres dinossauros!!!

Nunca se imaginaram mortos!?

E agora? Onças pardos elefantes zombam deles!

Pisam nos seus restos

Que não reagem mais...

E eu? Sou mais um gato!

Pelo menos mia!!!

Os dinossauros não vivem, não berram, não falam...

Estão todos mortos!

Enterrados debaixo das cidades

Fantasias que muitos colecionam

Brinquedinhos da imaginação

Monstrinhos mortos! Mortos! Claro!

Eles foram, não voltam...

São só lembranças! Lembranças!

Nos livros, nas bibliotecas das escolas...

Suas ações, manifestações e poder,

Nos discursos nas universidades

O “Big-Bang” caiu sob a cabeça deles

Era uma vez os...

Despachantes das velhas rimas

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Poesia para psiu poético 200

PSIU POÉTICO & AMOR E DEUS

A razão disse:

Eu sou a dona da verdade!

A emoção disse:

Eu sou a dona do coração!

A mentira disse:

Eu freqüento a casa das duas!

Quem manda no barco?

“Busquei a verdade e não a achei.”

Que é a verdade?

Os filósofos dizem; que é e não é, e é absoluta.

Minha namorada é fútil

Anda lendo os existencialistas

Chama-me de ignorante

Leitor da bíblia antiga

Se a machuco com palavras

Fala-me de perdão, amor e família...

Conceitos essencialmente do velho livro sagrado

Eu a pergunto:

E Deus?

Existe ou não?

Ela vem com milhares de pensamentos de

filósofos

Armazenados de escritos clássicos

No fim de tudo; sua resposta é tola:

Não sei!

Seria bom se ficasse calada

Eu a amo!

Porém, ela não pode provar que sim!

Que eu a amo ou não.

Só quero que ela acredite nessa lei

“desconhecida”

Que é mesmo o amor?

Existe ou não?

É bom?

Fique calada meu amor!!!

Que te beijarei!

Almeida, Joel. Deliberação.Montes Claros. Poesia para Psiu poético 2005.

PSIU POÉTICO & ESTÁTUAS

Oxalá!

Joel Almeida,

Dos tempos Bilac

Álvares Azevedo das Florestas

Oliveira verde do monte

Anjos do Eu,

Sentado no Carvalho

Apanhando de Correia

Daquela família dos poderosos Andrad’s

Que fumam cigarros da Souza Cruz

Na chapada dos Guimarães (Guimaraens)

Chupando uma doce Lima

Observando uma Aranha

Caminhando na Bandeira do Brasil

Sobre o cabo do Machado que a levanta,

Nos dias lindos,

Teria uma estátua numa praça!

Almeida, Joel. Montes Claros. Poesia para Psiu poético 2005.

TENOR & PSIU POÉTICO

Retroagindo a minha encômia infância

Idos de apreço a estilística portuguesa

Absoleta artificiosa da articulação nacional

Que se agrada da leviana picaresca

A radícula verbal já não têm ação

Iminente deletério do seu cemitério

Prepotente arrogância de arte finalista

Incentivo estabanado ao leitor preguiça

Pestífera comunicação de tuins

Coadunados nessa badélica penúria intelectual

Se não me lêem, o fajuto não será meu fácil.

Essa idiossincrasia será uma censura

Principesca liberdade do belo

Coerência caceteadora da regressão

Antídoto antipútridor dessas mentes

Conflito do Ajadja que se queixa.

Cheio de sotaque mineiro “soleto” que não deixa.

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.

DESABAFO PARA AJA-DJA

Olá, AJA-DJA!

Ando escrevendo versos!

Sabe... bons livros!..

Ó AJA, Que dor!!!

Infelizmente estou infeliz

Não comigo...

Sou muito meu amigo

Por falar de solidão

Dessa exterior

Caminho sozinho no amor...

Interiormente contente!

Sinto, DJA!

Tu és excelente sábio!

Respondeu-me muitas dúvidas!

Perguntas que me perturbavam

Muito me alegrei...

Na primeira vez que te procurei...

Bem... como dizia:

Infelizmente estou infeliz

Com a situação de ser

Parte das águas do rio

Que expressa os versos

Que constroem a poesia

Ahh! Querido! Os humanos!

Quão loucos são...

Valorizam as fontes

E bebem zombando das águas

Que descem rio abaixo...

Levam flores aos velhos túmulos

De quem fazia o que faço!

Ohhh!!! Estúpidos!!!

Eu não tenho jardim!

Ossos falam?!

Sorri para crianças?

De escolas públicas?

Nossa academia também é estúpida

E todos que se dão e ocupam as cadeiras

Meus colegas estão esquecidos!

AJA-DJA diz:

Diz-se de letras,

E está cheia de hipocrisia matemática!

Hierarquia do sobrenome, morte segue vida...

Monarquia que não tem nada de sangue real

Paulo + Pernalonga comedor de cenoura

O Coelho mais bizzarro de cara lavada,

Fazendo pose de barba branca nas revistas dos

telenovelistas

Esse se assenta na cadeira

Conquistada pelos números!

O ministério da caducação,

Que não tem nada de educação

É um jogo de política dos mais favorecidos

Carrega o fardo de Portugal

Dão Pedro I, da Pedra II esculpida nas praças...

Da mentirosa velha educação caduca do Brasil

ou Brazil?

Mestres escravos dos fantasmas mortos

AJA-DJA fala:

Comigo-ninguém-pode!

Sou uma planta venenosa que mata em série

Maníaco antipoeta do “povo”

Dos desertos secos dos museus

Que medíocres que são meios...

Não passam disso; quando passam,

Vêm as Marias, mães de Marias atrás das outras

Papagaios ou relógios de parede?

Subtração e adição de kg

Tenho medo!

AJA-DJA é corajoso!

E corajosos morrem cedo

Creio que ele não deseja ser canonizado

Com certeza por muitos será odiado

O filme continua...

Todos querem bis

O novo com a pá na mão

A natureza ensina; o velho é esterco.

Adubo do novo que nasce!

Lei racional

Ohh!! Meus filhos!!! Amanhã!!!

Enterrem-me, por favor!

Não chorem em minha ausência

Todo sentido da vida está na vida!

ESSÊNCIA ESPINHOSA

Moldei meus versos

Isso os primeiros

Quando me envolvi em ser jardineiro

Observando as ordens de comando

Que conduzia o jardim de cardos e espinhos

Sua beleza e desastre

Estava lá o girassol

Atraente por pouco tempo

Com sua flor amarela

No outro dia, desaparecida

Aos dez anos não entendia

Por que tão linda e vive tão pouco?

E essas rosinhas chochas tão tempo?

Seus espinhos ferem minhas mãos

Exalam um perfume cheiroso

Nessa classe simples,

Existe mais filosofia que Kant

A razão é que são flores!

Nasceu para ser tal como são...

Se aceitarmos ou não, o girassol morrerá!

E com pouco tempo!

Os olhos enganam a razão da mente!

Conseqüentemente levamos golpes existenciais

A verdade é que AJA-DJA é sábio

Vai além do entendimento do filósofo

Que busca explicação para o que não se explica

AJA-DJA aceita!

Faz das angústias, sofrimentos e dores humanas

poemas

Poemas são poemas e nada mais!

Não o interessa se triste ou alegre...

Relata as coisas como são em si mesmas

Dor é dor!

AJA-DJA não quer saber por que dor!

Rosa espinhosa é rosa espinhosa!

Nem pense trazer uma explicação

Vida é vida; ninguém condene o jardineiro que

cuida do jardim

O girassol morre ao seu tempo

A rosa espinhosa que nos fura, não podemos

evitar

É isso mesmo, vida!

MERCADO

Olá?!!

Tem sentido?

Bola quadrada?

É redonda!

Campo é.

Ser filósofo?

E ser certo!

Poetas de mercado?

Desvalorizando poema atualizado?

Morto enterrado?

FRASCO

Li ontem,

Poema contemporâneo

Poema contemporâneo

Se era poema

Achei na rua,

Lata de óleo

De cozinha

Curioso!

Sem fundo

Sem tampa

Olhei para dentro

Não sou louco!

Apenas não vi nada!

Estava vazio,

Oh! Tumbém-tumbém!

Num tinha razão

Pra estar cheio!!!

Usaram a substância,

Não valorizam,

O frasco que sobra,

Serve pra enfeitar,

Decoração de estantes

PEIXE

Pescarei um peixe

Arrancarei seus olhos

Colocarei na minha biblioteca

Recheada de velhos livros

Coleção de poemas,

Dos séculos atrás.

Leia! Leia! Leia!

Meus olhos cansaram

Quero óculos de grau

Pra ver melhor

Uma nova visão

CUPIM

Ei gatinha de sala

Fessorinha de literatura

Achei um verso

Perguntei na escola

Conhece?!! Conhece?!!

Uma de batom

Lábios de anjo

Este é...

Oh! Que memória?!!

Inesquecível! Inesquecível!

Deve ser cupim

Comeu pedaço da folha,

Papel que estava escrito

Oh! Oh! Não!

Boba! Não sou bobo!

Xerox! Xerox! Xerox!

Guardo a velha comida?

Espalho as cópias novas?

Todos podem ler,

Quando perguntarem,

Onde está a original?

Que aperfeiçoou essa aqui?!?

Oh, na estante!

Para não ser devorada

Pelos cupins,

Adoram coisas velhas,

As novas irritam esses bichinhos

Roedores de mofo!!!

DA MORTE

Poeta é poeta

Vê no sono

Sonha acordado

Escreve nas rochas

Nas tábuas secas

Torna-se emprestado

Nos castelos dos burgueses

Eu disse!!!

Não sou poeta burguês!

Muitos foram

Antes de mim.

Nem de pobre

Como por aí!!!

Minha linhagem é fina!

Minha poesia

Ama boa poesia

Detesta velha vazia

Cospe vaca nova que não dá cria!!!

Amo poesia!

Não o poeta!!!

Só o da vida!

Não estes loucos da morte!

Chamam as cordas de burras

Poetas que vêem muito

E fogem da verdade

Não interpretam o Absoluto!

Cravam uma faca no peito!

Descem a sepultura

E não deixam esperança

Não quero saber de morte!

Meu ideal é = Vida!

SENTE

Um homem diz

Morreu a poesia

Os poetas vivem

A poesia vazia

Lêem pra surdos

Romance sem amor

No fundo do mar

Procuram ouro do passado

Nas profundezas enterrado

Quando vivia a poesia

Rainha das noites e dias

Poeta não existia

Morreu a poesia

O poeta existe

Agora brilha!

Os fatos estão mortos!

Nasceram tarde

Quem morreu vive!

Tragédia cultural

Ninguém lamentou

Amanhã existirá

Poesias mortas

Lente torta

Faculdade capital

Doença intelectual

Mata atual

Insensibilidade animal

Chaga mortal

Veneno fatal

Inteligência real

Fogo imoral

Pimenta com sal

Chocolate sem cacau

Rima com mingau

Mais gostoso

Que estudar fel

Amarga a boca

Confunde a mente

Está gente

Mistura de sangues

Herança deste povo

Brasileiro!!!

Quem tirará?

É nosso!!!

Amor salada de frutas

POETA DE ONTEM

Oh!?.

Expressa que não sentes

Injustiça que não choras

Selos pintados de cores

Palavras em cofres

Ações que não mudam

Quase conseguimos

Tudo que não conseguimos

Ainda olho de fora

Um pouco de dentro

Nem tudo é pra compreensão

Ou pra confusão

Nada é novo

Era antes de mim

Será após meu fim

Li ontem um poeta

Céptico doente

Sua voz voava no papel

Suas palavras falavam

Com pouca segurança

Incertezas nas incertezas

Possuía tua beleza

Pouco cheia, quase vazia

Tua alma enlouquecida

Bebeu o veneno do esoterismo

QUEM

Quem não poupou
Não pouparei ninguém
Ainda que rime alguém
Minha vez vem
De enterrar quem não poupou ninguém
Pra fazer,
Liberdade que tenho,
Oh, se tenho!!!???
Voz livre!
Presa de celulose
Adolescentes gostam
De velhinhos
Lembranças do “Papai Noel”
Parece comigo?
O nome!
Coloque “J” no lugar de “N”
Senha nas mãos
Poeta Joel
Descarte Papai ...oel
Esse velhinho morto
Falará poemas no além
Aqui só quem tem
Não pra quem
Sem voz não irá falar
Nunca mais será
O que é...
Brevemente não será
Quem já foi
Nunca contará
O hoje do sofredor
Lutando pra salvar
Nos corações eternos
Quem existiu por aqui.



 

BELAS


Muito do ser poeta,
Atrás das teias de aranha
Maligno castigo humano
Anestesia na prisão
Almas asfixiadas...
Na liberdade da intimidade,
Deus está sorrindo...
Para o homem sério,
Rosto que expressa santidade
Nos quadros dos que pintam o santo
Face carrancuda da religião
Deus vivo sem vida
Nas belas artes valiosas
O sinal da vida, angustiada...
Alguém que está falando
Que nasceu criança
Que se torna criança, e alegre
Esse diferente daquele das paredes
Das peças teatrais
E cinemas de Liverpool

Postado por Joel Almeida às 17:26 0 comentários 

 

PEGADAS DO POETA


Pegadas no ermo
Subindo uma montanha
O que terá atrás???
Lá o sol nasce brilhante
Os pássaros voam livres
A cor é uma só
Um castelo, outra cidade...
Sangrando seus pés
Ajoelhado na floresta
Fazendo preces santas
Abriu o livro...
Quando está bem alto,
Tudo que fica escuro
Fazem os gestos, os sentidos
O grilo que canta
Devorado pelo sapo
O festeiro do bosque
Vira piquenique da serpente
Os poetas dançam sozinhos
Trocam um verso por um beijo
Conquistam corações vazios do amor
Inspirado, que morreu por amor
Nada! Nada! Que está deste lado!
Desta montanha me interessa
Um caminho leva ao cume
Muitos parecem chegar perto,
Levam pra um abismo que não tem volta
Vales escuros cheios de bestas feras!!!
Oh! Um grito forte! O sol! O sol! Justiça!
Justiça! Luz! Sol da Justiça!!!

Postado por Joel Almeida às 17:26 0 comentários 

CUPIM


Um cupim,
Perdido sobre minha mesa
Caminhava devagar
Quase parado
Espantado! Perguntei-lhe
“O que fazes aqui”???
“Donde vens”???
Resposta!!!
“Do caixão”! “Caixão”!
“De quem era”?
Exclamou assustado!
Tinha um cara dentro
Coberto com flores
Gravata! Paletó antigo!
Um tecido colorido!!!
Verde, amarelo, azul e branco!
Cheio de estrelas!
Oh! Respondi rápido!
Oh! Bandeira do Brasil!
“Ordem e Progresso”
No meu universo!

Postado por Joel Almeida às 17:25 0 comentários 

 

LANÇAMENTO


Filme novo na praça
Todos assistindo!
Música se renova
Lançaram livros de poemas
Epa! Epa!
Tataravó na área

Postado por Joel Almeida às 17:25 0 comentários 

 

PEDÁGIO POÉTICO


Nas lacunas montanhosas
Onde contempla o azul
Ao ver de longe
Os distantes Montes Claros
Que inspiram versos
Sufocados no “psiu” do silêncio
Reclamando o poético
Chorando papéis calados
Enxurradas informativas
Suspiram um poema
Agonizante falante
Nas garras guerreiras
No cerrado, que nasceu o Pereira
Vale de árvores que morrem cedo
Fugindo da morte dos homens
Amanhã o mundo nascerá cantando
Na estrada, muitos passaram!?!
Que pena!!!
Pedágio poético na esquina!!!
Poucos passam! Grana!
Muitos atropelados!
Uns na contramão
Reprovados! Arrebentados!
Cara no chão!!!
Que não me barrem!!!
Na velocidade que ando
Atropelo qualquer um...
Até um morto, se ressuscitar!!!
A terra que caminho por cima
Garante direitos inquestionáveis!
Liberdade! Desfilar exaltado!
Cantando! Falando! Sobre os mortos!
Debaixo dos meus pés!...
Que sejam...
Tudo que são...
Pra quem não é...
Nem reconhecem que sou!!!
Nenhum é eterno aqui...
Apenas com o nazareno

Postado por Joel Almeida às 17:24 0 comentários 

 

RAIMUNDO


Vovó tinha um tataravô!
Raimundo do mundo
Poeta da laranjeira
Meu irmãozinho
Brincava de bolinha de gude
Um grito!!!
Ah! Menino! Não! Não! Lamento!
Chame as coleguinhas!
Estão brincando de faroeste!
Raimundo rima com mundo
Mudou a poesia
Que pena que nunca foi solução
Meninos precisam mais...
Para a escola não vão
Inocentinhas sem Cristo no...
O filho da manjedoura é a salvação
Mundo-Raimundo clame o criador do mundo
Oh! Quem!
Quando caminhava descalço
Ruas cascalhentas, negros de Moc...
Pesinhos de garotinho no chão
...cruzados transformou meu ...ção
Cruz relacionada com salvação
Rimas que trazem Jesus
Pra felicidade de minha nação
...ação
...ação
...ação
Raimundo Raimundo do mundo
Se o mundo é mundo
Sem Cristo tudo é perdição

Postado por Joel Almeida às 17:23 0 comentários 

 

“PSICOGRAFIA”


Quando tem poesia
E não sabe ser poeta
Quando ama
E finge não amar
E finge ser cego
Quando nega o autor
Poeta da obra
Correndo de si
Para buscar alguém
Que está perto
Pobre fingidor!
Nascido em sonho de poeta
Ah se não!
Só inspirado!
Poeta finge que não
Fingir na poesia
Sentir na razão a dor
Que não pode conhecer poeta que não finge!
Te custará
Sentir no peito
P’ra não fingir na poesia
Entendo! sinto!
P’ra não fingir!

Postado por Joel Almeida às 17:22 0 comentários 

 

FERNANDÃO


Meia noite,
Sentado na escuridão
Fernando Pessoa
Lavando as portas
Do “palácio” assombroso
Uns acreditavam que foi,
Inventado para amedrontar
Quase caindo de costas...
“Pescando peixes”
Relâmpagos da imaginação do sono
Deus estava tomando café
Delirando de cansado, Fernandão;
Deixou derramar o sabão
Satanás escorregou
Lama na cara de lúcifer
Quebrou sua dentadura
Os chifres podres despedaçaram
Riso colgate dos anjos
Sua expressão, era de dúzias de limão
Jesus Cristo nem ligou
O telefone do inferno está cortado
Dono enrolado, não pagou a conta
Seus servos da terra, salários atrasados!
Eu creio no Deus chique
Veste seus filhos de calça jeans
Tênis Nike, monta na Kawasaki
Agora essa energia burra dos ateus!!!
E que tudo é deus
Tira do homem a imagem, semelhança
Tornando-o como rato de esgoto!!!

Postado por Joel Almeida às 17:22 0 comentários 

 

AJADJA VOLTARÁ


Disseram-me de Ajadja
É um excêntrico excessivo
Indigesto a modernidade
São parteiros do meu aborto
Preeminentes arrogantes
Rostearei com bravura
Essa estatuária de mortos
Infestação putrefata dos túmulos
Sou estentor da beleza
Prefaciador na defesa da realeza
Contra todo horror misoneísta ant-poesia
Néscios retardados no paradigma
Movimento pretérito fustigador da rima
Reluzam os versos sentenciosos
Toda laudabilidade que merece!!!
Ajadja fala:
Detesto com o desprezo que se precisa...
Toda essa bugiganga empoeirada da estante
A burragem em aversão ignorante me obriga!!!

Postado por Joel Almeida às 17:21 0 comentários 

 

TROPEÇOS


Sem ter outro
Também questionamento
Pinto eras de cores
Sensível ao belo
Não quero mais...
Crítica as coisas
Preciso entendê-las
Sempre existirão
Confusas em si mesmas
Amarradas no mesmo jogo
Pedras não amam!!!
Erraram os filósofos
Nada penetra
Dureza d’Elas
Quando caem em cima...
Esmagam! Esmagam! Consomem tudo!
Não sentem
Nem pensam
São pedras
São rochas
Estão aqui
Não mudam
Eternamente duras
Tropeços do caminho
Onde que se vá
Lá estarão elas
Pedras são pedras
Que sejam brancas, pretas,
Vermelhas, amarelas
Pedras são pedras

Postado por Joel Almeida às 17:21 0 comentários 

 

HERANÇA


Aracnóide frustrante do Brasil
Eclosão etimológica inglesa
Vulgar nulidade a nossa cultura
Impoderação da minha proclamação poética
Parca “rapariga” de Portugal
Roque-roque da faminta globalização
Devastadora virose estrangeira
Zinzilularei em nome dessa odisséia
Chamarão-me de leigaço clássico
Envaidecido velho fora do elenco
Prefiro isso, que tolo amnésico
Por um colosso apodrecido numa praça
Essa efervescência unificadora
Miscível é a mais alta expressão de negação
Originário seja nossa sobreeminente linguagem

Postado por Joel Almeida às 17:20 0 comentários 

 

PLACAS


Os cegos, tartarugas
Lêem apenas o sucesso
Daquelas placas
De bronze-alumínio
Escrituras de metal
Nas paredes velhas
“Rui Barbosa! assine aqui embaixo!”
____________________________
assinado

Postado por Joel Almeida às 17:19 0 comentários 


 

VENTRE GERADOR


Contextuada contígua eterna
Preciosa tauxia adornada
Anelo perfeito de sangue
Sua piedade seja elevo enobrecida
Benevolente abrandadora da tempestade
Estou coesido bracejando no seu recanto
Discente seguidor dos seus revérberos conselhos
Tu foste meu sustentáculo estrênuo
Matriz inspiradora do deslumbrado poeta
Congruência propedêutica dos sonetos
Inigualável pérola ingênua de Elohin
Cofre secreto de secreto cheio de jóias valiosas
Não reprocha meus infortúnios
Caroávelmente concebe o consolo
Profícua reminiscência sempiterna.
Meu xerox, sósiatica que na gaveta me conservou
O Ventre que é gerador da dor

Postado por Joel Almeida às 17:19 0 comentários 

 

EU CORRO


Não preciso ser bom,
Eis aí todos...
Existe uma “pedra no caminho”
Talvez inteligentemente
Que o “poeta é um fingidor”
Quão difícil é acreditar
Que o mesmo continuará
Tosse! Sábio expressar!!!
Como o garoto nascerá?
Só um suficientemente,
Sem mentir, salvará o
Que acabou no caminho...
Correndo a corrida
Preparado para perder
Preparado para vencer
Os prêmios que vêm
As luzes que se apagam
Os gatos que miam
As vacas que berram
E os mortos estão dormindo
Então eu corro
Contra os versos
Corro com os versos
Sem paixão, sem emoção...
Na razão sou filósofo...
Na sensibilidade poeta
Mais que quem é menos...
Menos que quem é mais...
Dois homens divididos em um.

Postado por Joel Almeida às 17:18 0 comentários 

 

VAZIOS DE SI


Muitos poetas estão delirando
Vazios de inspiração
Desenham tolices!!!
Nunca lerei esses caras
Pensem, ahh cabeçudos!!!
Cérebros de “macacos”
Sou criação...
Não surfo em ondas de evolução
Poesia que não tem sentido?
Até tem sentido!
Qual?
Sentido de não valer nada!
Não valem a pena
Coitadinhas sem críticas
Os mortos nunca foram os melhores
Quero ver se são!
Só na escola dos burros!!
Na minha não tem vez
Estão em segundo plano
Os nobres vivos não falharão

Postado por Joel Almeida às 17:17 0 comentários 

 

MURO DE BERLIM


Os chineses são...
Os japoneses são...
Os alemães são...
Os brasileiros são...
Vamos explodir
Entulhos nos chão
Do muro de Berlim
Envolve toda sociedade
Muro de barro negro
E argila branca
No muro de Berlim
Pintado de negro por fora
De branco por dentro
Pichado de preto nas favelas
Pelos cineastas
Divide o universo de cores
Que alegria!
Ele está muito velho
Apodrecido nas religiões
Berço de muitas desuniões
Hebreu de hebreus
Fariseu de fariseus
Muçulmanos e cristãos
Levantaram dentro de si,
O muro de Berlim!
Eu odeio o muro de Berlim!
Que está a frente dos meus poemas!...

Postado por Joel Almeida às 17:16 0 comentários 

 

EXEMPLARES BRASIL


Exemplos de homens
Que não podem ser esquecidos
Na memória do Brasil
Santos do Avião
Carlos Chagas
Pedro Álvares Cabral
Joaquim José da Silva Xavier
Marechal Deodoro da Fonseca
Isabel Barbosa
Rui Barbosa
Dom Pedro I e II
Os índios
Os escravos
Os favelados
Os meninos de rua
Deficientes físicos e mentais
Aposentados
Joel Almeida
Jesus Cristo de Nazaré
Etc.
Quase que esqueço!
AJADJA!!!

Postado por Joel Almeida às 17:15 0 comentários 

 

LIVRO PASSATEMPO


O relógio na parede
Tic-tac-tic-tac...
O grilo lá fora
Jogo de palavras cruzadas
enxaqueca de cabeça
Passatempo nas mãos
Livro que não tem sentido
Poesias contemporâneas
Que nada!
Que sono! Vou dormir!

Postado por Joel Almeida às 17:14 0 comentários 

AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?