sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

POESIA : COM PAIXÃO

 
Descobri o ser servo
Amo minha mulher

Mata-a meu amor exterior

Saboreio o desejável

Aborrecido fico com o indesejável

Entre o sagrado e o profano

As portas cegas do pecado

A marca 666 infiltrada na carne suja

Os belos anjos santos

Corrompidos pela corrupção

Eu é que não minto?

Se sou culto, sou cultuado?...

Cheiram meu corpo

Cuspam em meu suor

Título da raça humana

A compaixão me faz fraco?

Ou sou fraco, pois a sinto?

Talvez  seja o forte!?

Se passando por fraco!?

Na existência do sentir

Ou tu a amas ou serás amado

Outros não amam, e são amados

Eu sou amado porque sou bom?

Ou sou bom porque sou amado?

Estamos no jogo dos amantes...

Uns odeiam e outros amam...

Outros têm compaixão de quem

Não a tem!.. 

Almeida, Joel. Túmulo de Roecken. 2002

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AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?