quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

DEPRESSÃO: DOR DE SCHOPENHAUER

Pensou protejê-la

Idos Schopenhauer

Que pena de morte!

Levou sua existência

Ele a viu nua

Deitada sobre uma pedra

Tomando banho de cachoeira

Comendo de todas as frutas

Lendo os bons livros

Desgostoso ficou...

As dores do mundo

Enforcou-se com beleza

E o filósofo?

Talvez o poeta!

Quem a conhece melhor?

Convive com a miséria...

Sentimentos do coração

Dor, amor, tristeza, angústia, paixão e o medo da própria morte...

Uma lista que a constrói

 Molda versos incomparáveis

A razão declara tudo?

Nietzsche!!! E o herói schop...

Quem destruiu o mesquinho?

Essa o matou!

Dor, a dor, a dor, dor, dor, dor, dor de schop...

Eu a conheço bem!

Também conheço alguém

Que a conhece melhor

Ensinou-me que nossa força

Consiste em sermos fracos...

       Almeida, Joel. Túmulo de Roecken. 2002

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AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

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