quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

POESIA :MÁXIMO COMUM DO PÃO

 

Ontem comi pão 

Passei manteiga

Tomei café quente

Alguém foi grato a mim

Não explorei ninguém 

Um plantou, outro comprou

E os dois ganharam

Tornei-me um indivíduo?

O que devo então a sociedade?

Os valores que a constrói ?

Só se não ferirem o particular?

Não somos nada em comum!!!

Quem disse ser essa doutrina de cristo?

O Marx era um invejoso!!!

Os pobres!?!

Sempre os tendes convosco!

Disse Jesus:

_ Zaratustra morreu ontem!

Enterram-no no fundo da prefeitura!..

Era um pobre mendigo idealista...

Pão deve ser repartido para todos!

Faz apenas o social existir,

Vida ultrapassa essa linha...

São coisas insignificantes significantes

 Tenha o bastante

Amontoe o máximo

Domine até onde puder

Respeitando os valores da vida

Não destrua o direito

Não somos iguais...

Sem suor,

Preguiçoso não é digno de pão

Ah!!  Até  as árvores não são...

Eu sou original.  

 

Almeida, Joel. Túmulo de Roecken. 2002

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AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?