sábado, 28 de fevereiro de 2009

Preconceito: Eternidade ou teatro

Que cenas estigmatizantes 
Tatuagens de minha alma 
Fui no teatro da vida 
Espetáculos de aplausos 
Uma farsa mentirosa 
Retrato da corrupção 
Lá o palhaço chutava uma bola 
Rolava a gigante! Rolava! Girava! 
Colorida com belas cores 
De repente: Explosão barulhenta 
Estourou na cara do palhaço 
Pedaços de papel 
Voaram para todos os lados 
Retalhos escritos! 
Mentira solidão! Ódio! Traíção. Fals!!. 
Indaguei-me: 
Mas o palhaço não é feliz? 
Porque chora pela bola 
Tão suja de lixo? 
Ele a amava e a chutava? 
Que lindo teatro!
Tela colorida que assisti. 
O palhaço chorou! Chorou! Chorou... 
A maquiagem desmanchou em seu rosto!  
Era um negro infeliz 
Com três dentes na frente! 
Dois casamentos! 
Nove bandidos e seis prostitutas 
Ensinando-me lições de vida!! 
Por trás da máscara... 
Só Deus sabe, meu filho!!! 
Minhas gotas de lágrimas 
São por toda eternidade 
Não sou inocente, 
Estou vestido. 
Mestre, já tenho Cristo!         
ALMEIDA, Joel. Túmulo de Roecken. Montes Claros, 2002.

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AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

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