quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

REFORMA ORTOGRAFICA: DESGASTE E GASTE

Oh, equivoco doloroso

Instinto humano venenoso

Atraso no reconhecimento

Minha grande condenação

Não uso do francês ou latim

O decadente português!

Expressão, não

De desprezo!

De desespero!

Desconhecido nas universidades?

Isso não me destacará

A língua esta morta!

Insignificante!

Insegura desvalorizada

Oh! Como já falou!

Ficou muda!

Oxalá o verbo

Que tanto preserva!

Mudo a muitas décadas!..

Está estéril

Ahhh! De filhos brasileiros!

Prostituta de estrangeiros!

Traduções tortas

Adaptações portugas

Expressões apagadas

Distantes da cultura nacional

“Herry Pata e a pedra filosoval”

 Repetições  em desuso usados

Ensinos de magia sem mágica

Olha que é vende para burro

Desgraça da pedra lascada

Horrendas frases desgastadas são gastas

Onde entra a realeza das minhas frases?

 Já desprezadas?

Vilipendiadas?..

Morte x textos empobrecidos

Tche meu amanhã,

Escreverei em inglês ou chinês?

 

      Almeida, Joel. Túmulo de Roecken. 2002

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AJA-DJA Brasil (2001)

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