domingo, 22 de março de 2009

PSIU POÉTICO & MORTE DOS DINOSSAUROS

Grandes dinossauros
Nos seus dias Poderosos
Entre os animais
Governavam com suas forças
Cabeças dos sauros
Estão mortos!!!
Abaixo de nossa terra ...seus ossos...
Mentes que já não pensam
Nem sonham conquistas
Esgotados de todo vigor
Seus restos expostos
Nos museus de cultura
Para que os jovens lembrem
No Brasil existiu dinos!!!
Passado é o tempo deles
Fósseis espalhados por ai
Esmagavam pequenos bichos
Devoravam carnes
Uns aos outros
Oh, pobres dinossauros!!!
Nunca se imaginaram mortos!?
E agora? Onças pardos elefantes zombam deles!
Pisam nos seus restos
Que não reagem mais...
E eu? Sou mais um gato!
Pelo menos mia!!!
Os dinossauros não vivem, não berram, não falam...
Estão todos mortos!
Enterrados debaixo das cidades
Fantasias que muitos colecionam
Brinquedinhos da imaginação
Monstrinhos mortos! Mortos! Claro!
Eles foram, não voltam...
São só lembranças! Lembranças!
Nos livros, nas bibliotecas das escolas...
Suas ações, manifestações e poder,
Nos discursos nas universidades
O “Big-Bang” caiu sob a cabeça deles
Era uma vez os...
Despachantes das velhas rimas

Almeida, Joel. Poesia para psiu poético 200

PSIU POÉTICO & ESTÁTUAS

Oxalá!
Joel Almeida,
Dos tempos Bilac
Álvares Azevedo das Florestas
Oliveira verde do monte
Anjos do Eu,
Sentado no Carvalho
Apanhando de Correia
Daquela família dos poderosos Andrad’s
Que fumam cigarros da Souza Cruz
Na chapada dos Guimarães (Guimaraens)
Chupando uma doce Lima
Observando uma Aranha
Caminhando na Bandeira do Brasil
Sobre o cabo do Machado que a levanta,
Nos dias lindos,
Teria uma estátua numa praça!
Almeida, Joel. Montes Claros. Poesia para Psiu poético 2005.

PSIU POÉTICO & AMOR E DEUS

A razão disse:
Eu sou a dona da verdade!
A emoção disse:
Eu sou a dona do coração!
A mentira disse:
Eu freqüento a casa das duas!
Quem manda no barco?
“Busquei a verdade e não a achei.”
Que é a verdade?
Os filósofos dizem; que é e não é, e é absoluta.
Minha namorada é fútil
Anda lendo os existencialistas
Chama-me de ignorante
Leitor da bíblia antiga
Se a machuco com palavras
Fala-me de perdão, amor e família...
Conceitos essencialmente do velho livro sagrado
Eu a pergunto:
E Deus?
Existe ou não?
Ela vem com milhares de pensamentos de
filósofos
Armazenados de escritos clássicos
No fim de tudo; sua resposta é tola:
Não sei!
Seria bom se ficasse calada
Eu a amo!
Porém, ela não pode provar que sim!
Que eu a amo ou não.
Só quero que ela acredite nessa lei
“desconhecida”
Que é mesmo o amor?
Existe ou não?
É bom?
Fique calada meu amor!!!
Que te beijarei!

INDIFERENÇA & PSIU POÉTICO

Dançando vai o pascácio “paspalhão”
Entranhando uma célula no núcleo
Pasmando a multidão sonolenta
Insensatez desses tiflólogos cegos
Já não há holocaustos de animais?
Não valem mais do que um embrião?
Maníacos filhotistas de assassinos
Mendaz filaucioso medíocre
Corrobora minha insatisfação.
Sacrifica milhões em proteção a um?
Dois mentecaptos agindo friamente
Terrívomo venenífero satânico
“Psicopatas” de noite de natal
Larvado almejo deplorável desgraçado
Qual a ética muda de ambos os lados?
Indiferença asneira ao assexuado?
Quanto à devastação sem pena capital?
Onde entra o direito de quem foi estocado?

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros. 2005

TENOR & PSIU POÉTICO

Retroagindo a minha encômia infância
Idos de apreço a estilística portuguesa
Absoleta artificiosa da articulação nacional
Que se agrada da leviana picaresca
A radícula verbal já não têm ação
Iminente deletério do seu cemitério
Prepotente arrogância de arte finalista
Incentivo estabanado ao leitor preguiça
Pestífera comunicação de tuins
Coadunados nessa badélica penúria intelectual
Se não me lêem, o fajuto não será meu fácil.
Essa idiossincrasia será uma censura
Principesca liberdade do belo
Coerência caceteadora da regressão
Antídoto antipútridor dessas mentes
Conflito do Ajadja que se queixa.
Cheio de sotaque mineiro “soleto” que não deixa.
Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.

PECHINCHEIROS & PSIU POÉTICO

Carvalho negro
Infortunado de cão
Mal-amanhado do ver
Pesar manchado da pele negra
Censurado objeto das nações
Suspiroso grito de independência
Tenífugo tratado do troglodita
Explorado, inferiorizado, deslembrado.
Mau-olhado pelas megeras burguesas
Desleixadas vagabundas européias
Cobaias das telenovelas
Hauridos das remotas culturas
Decrépitos da camorra medieval
Esporea uma raça nobre
Que não coaduna e se avilta
Colapso redutor da suavização
Vilipendiados que não tem identificação
Escaramuça sem fim da pátria sem educação
Esconde-esconde da cara irritável
Quem é quem? Que não tem definição?
Irrespondível patuscada dos colonos
Pau-a-pique, pau-brasil, pau cetim, pau de arara...
Índio, negro, alemão, português, japonês, italiano...
Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.

MERCADO & PSIU POÉTICO

Tem sentido?
Bola quadrada?
É redonda! Campo é.
Ser filósofo?
E ser certo?!
Poetas de mercado?
Desvalorizando poema atualizado?
Morto enterrado?

Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.

NUVENS: POESIA

Nuvens... 
Brancas, negras. 
Passando depressa 
Nuvens nos céus 
Brancas, negras 
Olho sem binóculos 
As maravilhas de Deus... 
Passam nuvens brancas 
Passam nuvens negras 
Aparecem nuvens brancas 
Somem nuvens negras 
O céu brilha azul 
A chuva já vem 
O sol caloroso 
Pingos cristalinos 
Caem no chão, 
Das nuvens, das brancas, das negras Nuvens... 
Brancas, negras 
Trovões, relâmpagos 
Tempestades, brisas. 
Alegria dos homens da terra.

Almeida, joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.

POETA DO MORRO: POESIA

O poeta olhava do morro 
Lá embaixo, 
Bem em baixo! 
Sentado em seu lugar 
Se de balanço, ou não... 
Oh! Não sei! 
Vermezinhos brigando
Se matando 
Devorando uns aos outros... 
Escrevendo no chão, 
Algo em putrefação... 
Só ele vê! 
Abre nossos olhos 
Cegos orgulhosos 
Duvidas do que crês 
Amor enlatado 
Preconceitos sem medida 
Mágoas em mim 
Não pedem perdão! 
Nem todos subirão lá 
No monte do poeta 
Pernas se cansam 
Do cume tudo fica claro 
Fácil de entender 
Confusão de baixo 
Oh, doce Dom do amor!  
A noite está chegando 
Muitos dormirão com ela 
Brigando pela posse 
Tuberculose e tosse 
Ossos permanecerão 
O poeta do morro! 
É! Eu! Sou! 
Não sou do eu! 
Eu sou! 
Do Eu Sou!
Almeida, Joel. Ajadja Brasil. Montes Claros 2002.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Psiu Poético: SUCUPIRA

SUCUPIRA

 

Passeando na floresta 
Férias de junho 
Macacos nas árvores 
Borboletas nas margens 
Lindas paisagens 
Pesquei peixes 
Comi frutos selvagens 
Sabor desconhecido 
Subi alto! 
Sucupira altíssima 
Linda como o criador 
Ninhos de sabiás 
Em seus galhos
Nunca vi tão bela
Voltei para casa 
Férias venceram 
Junho novamente 
Vontade de matar 
Saudade daquele lugar 
Tristeza foi que senti
Quando olhei e não vi 
Sucupira que amei 
Caiu no chão 
Traspassada pela serra 
Sonhei aterrorizado 
Comprei móveis novos 
Então percebi 
Que estava morta 
No centro de minha sala

Almeida, Joel. Pérolas no Armário. Montes Claros, 2000.

terça-feira, 3 de março de 2009

Psiu Poético : CRIANÇA ESPERANÇA

 

Quando criança, 
Falava em astronauta, 
Ser político, Professor do estado. 
Hoje estou crescido. 
Astronauta voa muito alto. 
Político, símbolo de ladrão. 
Professor: greves e humilhação... 
Para mim, permita-me desses ser: 
Aquele dublê de “Hollywood”.

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

Psiu Poético :VDD MOC

 

E eu que sou 
Um grande tolo 
Assento-me no sofá 
E fico olhando, olhando... 
Aquele diploma colorido na parede escrito: 
Universidade do desempregado!

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

Psiu Poético :MULAMBO

 

Minha calça jeans desbotada 
Meus chinelos velhos que não valem nada 
CDS piratas do Paraguai, desgastados de antigos 
Comprimidos vencidos: 
É a mulambenta paixão que guardamos.  

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

Psiu Poético :ESQUECIDAS DE NATUREZA

 

Que rabo de foguete. 
Juízo até meio dia 
Beijou-me ontem à noite 
Usei a mesma camisa dia seguinte 
Que louca mente cheia de esquecimento 
Quem é a outra?! 
Quem é a outra, cafajeste?! 
Oh, não! Meu Deus! 
É de natureza!  

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

Psiu Poético :FIM DO MÊS

É fim do mês 
Sobre nossa mesa: 
Telefone, água, luz, automóvel etc. 
Vou vender minha casa! 
“Vende-se esta casa” 
Água, luz, telefone etc. Valor... 
QUITAÇÃO?!
Pague as contas da casa 
E fique com o “pittbull” grátis

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003 

segunda-feira, 2 de março de 2009

DESABAFO DE AJADJA: Psiu Poético

 

Olá, AJA-DJA! 
Ando escrevendo versos! 
Sabe... bons livros!.. 
Oh, AJA-!!! 
Que dor!!! 
Infelizmente estou infeliz 
Não comigo... 
Sou muito meu amigo 
Por falar de solidão 
Dessa exterior 
Caminho sozinho no amor... 
Interiormente contente! 
Sinto, DJA! Tu és excelente sábio! 
Respondeu-me muitas dúvidas! 
Perguntas que me perturbavam 
Muito me alegrei... 
Na primeira vez que te procurei... 
Bem... como dizia: 
Infelizmente estou infeliz 
Com a situação de ser 
Parte das águas do rio 
Que expressam os versos 
Que constroem a poesia 
Ahh, querido! Os humanos! 
Quão loucos são... Valorizam as fontes 
E bebem zombando das águas 
Que descem rio abaixo... 
Levam flores aos velhos túmulos 
De quem fazia o que faço! 
Ohhh!!! Estúpidos!!! 
Eu não tenho jardim! 
Ossos falam?! Sorri para crianças? 
De escolas públicas? 
Nossa academia também é estúpida 
E todos que se dão e ocupam as cadeiras 
Meus colegas estão esquecidos! 
AJA-DJA diz: Diz-se de letras, 
E está cheia de hipocrisia matemática! 
Hierarquia do sobrenome, morte segue vida 
Monarquia que não tem nada de sangue real 
Paulo + Pernalonga comedor de cenoura 
O Coelho mais bizzarro de cara lavada, 
Fazendo pose de barba branca nas revistas dos telenovelistas 
Esse se assenta na cadeira 
Conquistada pelos números! 
O ministério da Caducação 
Que não tem nada de educação 
É um jogo de política dos mais favorecidos 
Carrega o fardo de Portugal 
Dom Pedro I, da Pedra Laskada II esculpida nas praças... 
Da mentirosa velha educação caduca do Brasil ou Brazil? 
Mestres escravos dos fantasmas mortos 
AJA-DJA fala: Comigo-ninguém-pode! 
Sou uma planta venenosa que mata em série 
Maníaco antipoeta do “povo” 
Dos desertos secos dos museus 
Que medíocres que são meios... 
Não passam disso; quando passam, 
Vêm as Marias, mães de Marias atrás das outras 
Papagaios ou relógios de parede? 
Subtração e adição de kg 
Tenho medo! AJA-DJA é corajoso! 
E corajosos morrem cedo 
Creio que ele não deseja ser canonizado 
Com certeza de muitos será odiado 
O filme continua... Todos querem bis 
O novo com a pá na mão 
A natureza ensina: o velho é esterco. 
Adubo do novo que nasce! 
Lei racional 
Ohh, meus filhos!!! Amanhã!!! 
Enterrem-me, por favor! 
Não chorem em minha ausência 
Todo sentido da vida está na vida!
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003 

Psiu Poético: O AMOR É A VERDADE

 

As coisas existem 
São apenas meios 
As pessoas existem 
São fins em si mesmos 
E louvam as coisas como se fossem fins 
E lançam as pessoas como se fossem meios 
Como tu desprezas alguém?! 
Por que existe posição? 
Por quem criaram exaltação? 
Não é por causa do indivíduo? 
Como os bens valem para ti mais do que eles? 
As coisas sejam usadas! As pessoas amadas! 
Nossa geração objeto 
Quem constrói não tem valor 
O que é construído o sacrifica na cruz 
Por razão da ignorância do desumano 
Chegou minha resposta para o crime  e a toda estupidez humana: 
Supervalorização do objeto! 
Quão irracionais, consumamos os valores medíocres do materialismo 
Que escraviza os escravos do “senhor LUCRO desumano” 
Necessário se faz o valor absoluto... 
Ou humanos meios, meio humanos com equação % + = $$$$++++++= Lucro  
Águas que deságuam e descem águas abaixo e retornam águas 
As leis que não são nada! 
Se não existe uma CAUSA pela qual foram estabelecidas, 
São apenas leis de repressão para oprimidos 
Se o objetivo não for a liberdade da CAUSA, 
Não podem funcionar mal com bons resultados em prol dessa CAUSA 
E serem aceitas como cumpridoras do dever 
Que funcionem bem, Para que se aprimorem NESSA CAUSA 
Segue-se a lei da CAUSA por CAUSA das leis criadas pela CAUSA
 Não a CAUSA ao dever, mas, o dever a CAUSA 
É só a CAUSA que é verdade 
Deus é AMOR...   
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003 

Psiu Poético : A HISTÓRIA DIZ QUE TU ÉS UM PECADOR

 

Os homens sepultando os homens
Ideias conflitando ideias 
Vestígios históricos 
As lutas de classes 
Vilões e heróis 
Guerras por terras 
Novamente viram terras 
Liderança do sexo 
O desprazer do prazer 
O angustiado dele nascido 
Entre o humano e o divino 
Morreu o humano 
Desprezo com desprezo vulgar seus atos 
Que contradizem o amor 
Nesses rebeldes medíocres 
Nesse ínterim eu os amo 
São especiais, se eu existo.  
Detesto o Anticristo 
Com a verdade que se precisa dizer, 
Toda ideologia que dá vida a essa fantasia 
As mentes podres de pobreza de conceitos necessários 
Que negam o ressurreto salvador da cruz 
O ateu é falso! 
Tudo que o envolve é mentiroso, 
uma hipocrisia mentecapta louca... 
Porventura estou dando aula de metafísica? 
Quem come uma maçã com convicção que pode comê-la 
E diz que não crê é falso! 
Se agir por extintos naturais de convicção de fé, 
Merece crédito sua descrença-crença? 
Se forem convictos da não existência de Deus são crentes! 
Se essa é baseada em argumentos lógicos a gravidade aumenta 
Como argumentar contra o que não existe com tanto fanatismo? 
Só se argumenta com provas de que existe; se não tem o argumento é falso! 
O ateu é falso, mentiroso, defraudoso e um fingidor hipócrita... 
Que prova de verdade é essa? Uma indigestão louca da razão!  
Só o silêncio criaria o verdadeiro homem “ateu” 
Quem abriu a boca
Quando não se tem resposta para uma questão
Entregue em branco a questão em ação
Não seja um arrogante em fechar conclusão 
Já temos evidências que o nada existe
Provas que não têm respostas, 
Não provam nada. 
Quem te convence de que não é um pecador?!
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003 

Psiu Poético :PODEROSO

 

“Viu Deus que tudo que fizera, e eis que era muito bom” 
O mal é o mal-entendimento 
Distorção do ponto de vista certo 
Que quer dois indivíduos 
Se engajando em amor 
Nesse relacionar interpessoal 
Eis aí esse poder corrompido 
Produz na alma dor e feridas... 
Vidas tatuadas nas sensibilidades 
O bom em si mesmo e por si mesmo 
Consomem inocentes nas mortes maníacas 
Fora da realidade da pureza oficial 
Usado agora no jogo sensual 
Casa da moeda imoral do carnaval 
Aquele que era digno de honra 
Virou prestígio de campanha de borracha do homem-bispo
O sagrado que passa por profano 
O que foi aprovado... Se desvirtuado, é reprovado! 
Gera bênçãos das crianças... 
E o prazer de ser homem ou mulher... 
Empobrecido por religiosos 
E ricamente todos o querem... 
Entre os poderosos é um poderoso 
Às vezes o pior vagabundo 
Se continuar descontrolado, Irá nos descontrolar... 
Os escorpiões morrerão com seu próprio veneno... 
Regule o botão, Que a bomba atômica é perigosa 
Casem-se, ah, filhas de Sião! 
O mundo corre risco de destruição 
Nessa presa caiu aos poucos Sansão 
Seduzido a paixão carnal desenfreada 
Crimes de abuso para exaltar o prazer 
Como pode o que é bom não ser bom? 
O extremismo doente que danifica a si mesmo! 
O gozo egoísta que magoa os outros 
Invasão injusta em busca do bom 
Legal no compromisso vitalício do amor 
Estabelecido na verdade do Senhor 
Alegria que glorifica Deus, nos unindo intimamente no amor 
Êxtase sem igual entre casais 
Explorando das delícias da graça comum 
Processo que faz de dois um 
Só um com uma, o resto é idealização
Perversão do enganoso coração... 
Viva, Dr. Monógamo! Mate Dra. Polígama! 
Exerça sua função: Unificação, recreação e procriação! 
Que bela união! 
Nem pensar em extraconjugais 
Concupiscências promíscuas ilícitas 
Prostituição que descompromissa a santificação 
Causando-nos uma chaguenta lesão 
Ensinada abertamente na televisão 
Que é o sabor que cegou a visão de Davisão 
Trouxe separação no reino do filho de Salomão 
Juiz sobre Sodoma e Gomorra 
Quem livrará o livre-cristão? 
Qual será sua solução? 
Como se livrará da tribulação? 
O verdadeiro padrão! 
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003 

Psiu poético :VIRGEM GREGA

 

Sul do monte olimpo 
Golfo de Corinto Sul dos Bálcãs... 
Horizontes das Grécias 
Ilhas do mar Argeu 
Montanhas e planícies férteis 
Navegação de povos aos povos 
Hélades primitivos das esculturas 
Aqueus dos rebanhos Sedentários com os pelágios 
Integração de culturas e civilizações 
Cretenses com valores religiosos 
Guerras e destruição Fortes arrastões... 
Dórios arianos, bárbaros armas de ferro 
Floresce na regressão os Genos 
Aquiles figura de herói 
Envenenado contra Agamenon Por Briseida, escrava roubada 
Odisséia o atributo de Ulisses 
Homero de Ilíada, os poetas... 
Segredos revelados as gerações 
Mesmo se cresce a população 
Luta pela posse do pó 
Marcos, fossos, sebes, paliçadas... 
Divisão nascendo propriedade privada 
Misérias e esmolas nas sociedades 
Demiurgos e piratas na aristocracia 
Conquistas a base de união civil 
Da aglutinação à velha polis... 
Acrópole, ágora e o asti... 
Expansão e individualismo 
Busca de poder e lucros 
Estímulo de laconismo Xenofobia e xenelasia... 
Esparta e o sistema status quo. 
Desenho antigo da atualidade! 
Domínio pelo terror Dória sobre escravos... 
Reformas e crescimentos 
Tempos e tempos e pensamentos 
O clássico hegemônico ateniense 
Longe dos dogmas, E verdades absolutas. 
Deuses imortais do Olimpo 
Homens extraordinários divinos 
Mitologia do destino 
Petições que não tinham direções 
Zeus, Dionísio e a grande mãe 
Antropomorfofismo estranho aos deuses 
O visível surgiu do nada Céu, Terra, Urano e Gaia 
Unidos para os titãs, ciclopes e gigantes... 
Deuses em guerra, 
filhos e deuses no inferno Pristes, 
correntes e um salvando o outro 
Templos e santuários 
Sagrados em toda confusão mitológica 
Os grandes habitantes do monte 
Olimpo Pobres dos pequenos dos mares e Hades 
Oh, Rainha dos filósofos! 
Mãe dos poetas e artes harmônicas 
Sua beleza é inquestionável 
Sua queda é lamentável 
Desmoronada com todos os seus deuses 
Oh! Oxalá fossem mesmo protetores!!!! 
Tu existirias brilhante nesses dias 
Resta-nos sua rica mitologia de deuses pagãos 
Oh! Envolvemos na nossa teologia! 
Que passado que não passou 
Tu não conheceste o DEUS DESCONHECIDO do areópago!
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003 

Psiu Poético: PRÓXIMO OU DISTANTE

Sofistas falaciosos 
Dramaturgos demagogos 
Relativistas absurdos 
Os ossos humanos desgastados 
Não são medidas de todas as coisas 
Tudo não está em transição... 
O absoluto transcendente é permanente 
Ao menos que provem sua inexistência 
Que tragédia! Só conseguimos a metade! 
É uma moeda com cara e coroa 
A convicção inabalável liberta 
Se sua base é o conhecimento do altíssimo 
O meio legal para esse fim 
O Cristo aperfeiçoado em mim 
Meu próximo é um  eu A
Um eu que quer ser amado 
Não um objeto B a ser usado 
Quer expressar sua justiça 
O particular se vinculando ao ser 
Que dá crescimento ao corpo 
Sendo um membro justo nele 
“Tudo que queres que os homens te faça, fazer a eles também” 
Ame o próximo como a ti mesmo 
Assim estarás amando a ti mesmo 
Ou então uma opção é o conflito 
Odiar o próximo como veneno E morrer envenenado por ele... 
A realidade consiste em uma opção: 
A eternidade! 
A questão é: amando o próximo, próximo de DEUS... 
Odiando o próximo, próximo da distância de DEUS. 
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003 

POESIA:RIBEIRÃO DOCE

 

Oh, meus nervos! 
Ironia do destino 
Saborosa doce Mococa 
Descendo às águas Do Ribeirão Preto 
Sou um lobo do desencontro 
Nunca um passo atrás 
Espero na fila 
As pessoas aqui 
Correm como trem na linha 
Se bem que é carnaval! 
Observo o trânsito 
Aonde irei sozinho? 
Não conheço ninguém! 
Oh! Não tenho telefone! 
Celular é um mito de pobre! 
Antes era só de picaretas 
Agora da massa 
Nas ruas de Coca-Ribeir... 
O negro de outrora 
Está nas mãos das louras 
E dos ruivos cabelos cor de fogo do inferno 
Neste momento espero 
Traçando as últimas linhas 
Espero um grilo me gritar 
Oh, Cristo!

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

POESIA : CARA OU COROA

 

Imagino na alma 
Exercer quem sou 
Por que lágrimas? 
Tu estás distante de Deus? 
Tu és o exterminador do futuro de si mesmo? 
Como tu consegues viver longe do Poeta? 
A luz da existência é quente 
Quase gelados remamos 
Deixando arrogância de o pecado falar 
Qual o preço da felicidade? 
Qual é seu jogo de xadrez? 
Vale a pena não acreditar em Cristo? 
Quanto tu ganhas com isso? 
A crença nos faz perdedores? O quê perdemos? 
Existir não é apenas existir sem Ele? 
Qual é seu orgulho vazio? 
Doença não é uma loucura? 
Quem mudará o mundo? 
Nossos heróis estão mortos 
Que é fé? É uma ofensa mortal a razão? 
Escrevo muitas filosofias Talvez, mais do que Descartes 
Quem me lembrará isso? 
E agora? Não serei um velho tolo? 
Cataratas nos olhos... 
Palavras cruzadas no ar 
Não vendo como antes... 
Morto de vigor 
Na cadeira velha da varanda 
Tudo que tenho 
Tudo que fiz 
Tudo que faço 
Tudo que sou... 
Jogo a moeda para o alto 
Só posso apostar em um lado 
Deposito minha fé em Jesus Cristo!

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

POESIA : VELHO FIM

 

 

O som distorcido das guitarras 
Sabem lá para cima 
Muitos corações estão sangrando de perdidos 
Quem são os poetas? 
Quanto eles mudaram? 
Quantos doentes curaram? 
Que solução trouxeram as angústias? 
Onde entra a opinião da bíblia? 
Como as coisas acontecem? 
Os homens que são errados 
Casais de velhinhos dos anos 1890 
Estão cansados dessa vida 
Plantaram e colheram 
Esgotados do prazer sexual 
Correram e sorriram... o)))) 
Filhos como pipoca na panela 
Depois apareceram os burros 
Existencialistas que não creem em Deus 
Anularam o além 
Qual a esperança que resta 
Para esse casal de velhinhos 
Que cansaram de viver a vida? 
Desgastados de toda juventude 
Entrarão como gota 
No mar imenso de Deus 
Crer nunca custou nada mesmo! O
 tolo é o cego de um olho!

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

POESIA : BOMBA GIGANTE

 

Hello! Matei milhões 
Na inocência Corria para dor... 
Assassino de carteirinha 
Fui coroado de vencedor 
Estourou uma bomba atômica gigante 
Chegando aos sete bilhões de "átomos"  
Serei covarde comigo? 
Se existe razão existencial? 
Não quero morrer para que alguém viva 
Essa é uma lei 
Cristo a cumpriu por todos 
Qual a real desse vale de lágrimas? 
Acelerar para dor novamente? 
Tu não és um assassino? 
Sua essência não estava em guerra? 
Disputando um óvulo pecaminoso? 
Onde está o desejo de matar? 
E o egoísmo mesquinho que o faz homem? 
Deus não é grande? 
Não criou a mãe com dois seios? 
Já pensastes em apenas um para gêmeos? 
E esse gemido da alma? 
O crime não é grave? 
O aborto de um prisioneiro da liberdade? 
Tu és feliz com a falsa felicidade-depressiva? 
Quem tu estás protegendo? 
Se tu és covardemente doente!  
Se tu és psicopata de 1º grau 
A vida chama para viver 
Tua natureza pede bis! 
Quem mata por amor? 
Tu fizeste por amor? Ou por ódio? 
Como tu podes matar por amor? 
Quer dizer que o amor é o argumento venenoso de defesa? 
Não é o produto do prazer objeto assassino? 
Quem morre por amor? 
Como alguém morre por amor? 
Essa causa é justa? 
Então, por que tu não crês em Jesus Cristo? 
Não morreu o único para salvar muitos? 
Ou morreria todos para salvar apenas um? 
Então, por que não queremos amá-lo? 
A conclusão é que é impossível ao orgulho amar! 
É mais fácil passar o camelo no fundo da agulha, 
Que a humanidade morrer por Deus!   

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

POESIA : DELIBERAÇÃO

 

K2 e Everest: 
Quem formou os picos? 
Olhei para dentro 
De uma vazia qualquer 
Daqueles buracos chamados cisternas 
No coração do k2 
No seio do Everest 
As profundezas engoliam os carros 
Elegantes mulheres com jóias 
Os postos elevados dos gigantes 
Tudo negro, tudo triste... 
Lá fundo, apenas solidão 
Reconheço humildemente
Deus formou os picos 
Deixando essa cratera 
Ausência total de si... 
Na incredulidade dolorosa 
Quando os homens caem lá embaixo 
Suas orações clamam por socorro 
Se não, morrerão sem respiração 
No inferno solitário da alma 
Que não quer ser amiga 
Do filho de Deus A saber, o Cristo 
Glórias do mundo... 
Despertam sorrindo... 
Cume do conhecimento 
Iluminação sublime Sobre K2-Everest 
Vi uma criança chorando 
Estava próxima das estrelas 
Jamais conseguirá apanhá-las 
Por isso chora!
Onde o vento sopra forte 
A beleza é contemplada 
A canção faz sentido 
O caminho que nos conduz,
É totalmente espinhoso, também único! 
Poucos passam por ele, é estreito! 
Cansamos, desanimamos e nos falta fé 
Inimigos do lugar altíssimo 
Galardão recebe os que lá chegam... 
Na missão perigosa da terra 
Escalar para realeza eterna...

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

POESIA : AMOR E DEUS

 

A razão disse: 
Eu sou a dona da verdade! 
A emoção disse: 
Eu sou a dona do coração! 
A mentira disse: 
Eu freqüento a casa das duas! 
Quem manda no barco? 
“Busquei a verdade e não a achei.” 
Que é a verdade?
Os filósofos dizem que é e não é, e é absoluta.
Minha namorada é fútil,
Anda lendo os existencialistas 
Chama-me de ignorante 
Leitor da bíblia antiga 
Se a machuco com palavras, 
Fala-me de perdão, amor e família... 
Conceitos essencialmente do velho livro sagrado 
Eu a pergunto: 
E Deus? Existe ou não? 
Ela vem com milhares de pensamentos de filósofos, 
Armazenados de escritos clássicos 
No fim de tudo, sua resposta é tola: 
Não sei! 
Seria bom se ficasse calada 
Eu a amo! Porém, ela não pode provar que sim! 
Que eu a amo ou não. 
Só quero que ela acredite nessa lei “desconhecida” 
Que é mesmo o amor? 
Existe ou não? 
É bom? Fique calada, meu amor!!! 
Que te beijarei!
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

POESIA : O VERBO E O NADA

Drástico dramaturgo 
Quem és tu? 
Pisarei no calo do seu pé! 
O que te faz ter dor? 
Onde adiciona felicidade? 
Tu és ateu? 
Ou essa palavra é um argumento para fugir das dores??! 
Ou por que tu não sabes quem é Deus? 
Natureza é natureza! 
Não me venha dizer que é Deus! 
Energia é energia! 
Não me venha com conversa de criança! 
Onde está Deus? 
Tudo de matéria é matéria! 
Gases são gases 
Puxa vida! 
Resta-nos o nada! Nada não é nada!
Que mundo Deus habita? 
Que é espírito? Qual sua composição? 
Responda-me se esse os criou? 
Se o espírito é criado, 
Logo, esse não é o reino da habitação de Deus 
Se de físicos não é, se é oposto ao próprio! 
Não tem nada de tudo... 
Quando tu não acreditas em nada 
Na verdade, tu és um crente por força de ser naturalmente crente 
Todas as coisas vieram existir do que não é aparente 
Pela palavra da boca de Deus 
Tudo não existia 
E tudo existia 
Sem o nada 
O Nada criador do nada 
Que é apenas vindo do Nada 
Não há nada fora do Nada 
Aí tu perguntas: Não tens mãos? 
Que é o que geras? Que te dás a luz? 
Há outro além depois do Além? 
Se por Ele mesmo jura? Não. 
Segue-se o Eterno... 
A palavra existe e não é nada e é Deus 
Cristo é o verbo 
É vivo e é a palavra! 
Causador do efeito ação-criação-salvação, se tu crês.

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

domingo, 1 de março de 2009

POESIA : SENSUS DIVINO

Espetáculos da humanidade
Falácias otimistas diagnosticadas 
Que é erro se explodiram o alvo? 
Charlatões falsificadores da origem 
Quem é o idealizador Supremo? 
Ou uma lata de lixo que somos? 
Oh, aberração burra! 
Pongidae-hominidae 
Gorilão eterno? 
Chimpanzé e orangotango-tango argentino?! 
Oh! E o fator consciência? 
Não é xadrez de poderes e forças! 
Assim vem, 
Se Adão, se Eva, se macaco, se eu... 
Agora vai... 
Australopithecus-homo habilis 
Morreram... 
Acharam os fósseis... 
Deles uma conclusão? 
E eu, macaco? Tenho que aceitá-la??! 
Javantropo-sinantropo 
Paleantropo-neanderthal... 
Uma resolução? 
E eu, macaco? Tenho que ser macaco??! 
É minha solução? 
Amanhã quem sou eu? 
De onde eu vim? 
Qual minha origem? 
Para onde eu irei? 
... Mamãe? Mamãe? Mamãe? Mamãe? Mamãe? 
... começa tudo outra vez!!! 
Não existe cura para sua alma duvidosa? 
Ohhh, mecanismo biológico + inter-relação de forças 
Depois de amanhã! 
A consciência cogita! 
Deus existe? 
E se a bíblia estiver certa? 
E minha alma? 
E o meu intelecto? 
Os animais assim se perguntam?! 
Xeque-mate, pecado! 
Golpe de misericórdia 
Tu queres fazer o bem? 
Como fazes o mal que tu não queres? 
Lança-se na satisfação 
Padrão do prazer que te agrada 
Como tu se achas insatisfeito? 
Paradoxo??! Insatisfação satisfeita, 
Ou satisfação insatisfeita? 
Inquietação do homem interior 
Que busca relacionamento com Deus 
O homem caído se sente bem com o mal 
Sua psicologia enferma responde: 
Se o que fazes, Faz-te sentir bem, 
Mesmo que seja mal, 
Então faça! 
No fim se sente mal! 
Conclusão: 
Senso divino.
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

POESIA : HISTORIOGRAFIA

Discrepâncias e reversões 
Nada perfeitamente certo 
Concernente à vida 
Fugitivos da história-crônica 
Qual a razão do progresso? 
Minha solução é intelecto-educação? 
Bem! Cheguei vivo na história-ciência 
Sou sócio-antropólogo que aponta diretrizes 
Essa arte mecânica! 
Oh, homem! Não pensa, nem raciocina?! 
Por isso, é arquiteto de problemas! 
Ou seja, eu menino bom?! 
Corri para história total 
Dentro de uma pista redonda 
Girando no estruturalismo 
Passarei a aparência imediata dos acontecimentos 
Resgatarei explicações satisfatórias 
E continuo na inércia mental?! 
Minha gravidade habita meu interior! 
Oh, Marx macaco sociólogo! 
A verdade desmente suas mentiras 
Então regressão não seria a solução??! 
Se evolução vem aperfeiçoando o mal?! 
Os chimpanzés são felizes! 
Não pagam taxas, nem precisam de @.com.br 
Não disputam poços de petróleo 
Não têm no cardápio guerras químicas e biológicas 
Nem constroem dolorosos mecanismos de defesa 
Nova história social! 
Cobiça, deseja coisa 
Resiste o mesmo que deseja a mesma 
Governo de paixão e cobiça 
Quem nega o desejo também deseja 
O desejo de não desejar em si já é um desejo! 
Geração frustração frustrante 
Doença mórbida venenosa 
O bom é dá uma pausa: 
Pare! 
Pense! 
Siga! 
Logo, repartam a maçã! 
Igualmente?! 
Não. 
Conforme a necessidade de cada um de comer! 
Menos para menos! 
Mais para mais! 
Assim é justo 
Resto é uma injustiça 
Falta maior ainda! 
Igualdade um perigo.   
Leia: Êxodo 12-4-16; 16-16: 4
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003.

AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?