segunda-feira, 2 de março de 2009

DESABAFO DE AJADJA: Psiu Poético

 

Olá, AJA-DJA! 
Ando escrevendo versos! 
Sabe... bons livros!.. 
Oh, AJA-!!! 
Que dor!!! 
Infelizmente estou infeliz 
Não comigo... 
Sou muito meu amigo 
Por falar de solidão 
Dessa exterior 
Caminho sozinho no amor... 
Interiormente contente! 
Sinto, DJA! Tu és excelente sábio! 
Respondeu-me muitas dúvidas! 
Perguntas que me perturbavam 
Muito me alegrei... 
Na primeira vez que te procurei... 
Bem... como dizia: 
Infelizmente estou infeliz 
Com a situação de ser 
Parte das águas do rio 
Que expressam os versos 
Que constroem a poesia 
Ahh, querido! Os humanos! 
Quão loucos são... Valorizam as fontes 
E bebem zombando das águas 
Que descem rio abaixo... 
Levam flores aos velhos túmulos 
De quem fazia o que faço! 
Ohhh!!! Estúpidos!!! 
Eu não tenho jardim! 
Ossos falam?! Sorri para crianças? 
De escolas públicas? 
Nossa academia também é estúpida 
E todos que se dão e ocupam as cadeiras 
Meus colegas estão esquecidos! 
AJA-DJA diz: Diz-se de letras, 
E está cheia de hipocrisia matemática! 
Hierarquia do sobrenome, morte segue vida 
Monarquia que não tem nada de sangue real 
Paulo + Pernalonga comedor de cenoura 
O Coelho mais bizzarro de cara lavada, 
Fazendo pose de barba branca nas revistas dos telenovelistas 
Esse se assenta na cadeira 
Conquistada pelos números! 
O ministério da Caducação 
Que não tem nada de educação 
É um jogo de política dos mais favorecidos 
Carrega o fardo de Portugal 
Dom Pedro I, da Pedra Laskada II esculpida nas praças... 
Da mentirosa velha educação caduca do Brasil ou Brazil? 
Mestres escravos dos fantasmas mortos 
AJA-DJA fala: Comigo-ninguém-pode! 
Sou uma planta venenosa que mata em série 
Maníaco antipoeta do “povo” 
Dos desertos secos dos museus 
Que medíocres que são meios... 
Não passam disso; quando passam, 
Vêm as Marias, mães de Marias atrás das outras 
Papagaios ou relógios de parede? 
Subtração e adição de kg 
Tenho medo! AJA-DJA é corajoso! 
E corajosos morrem cedo 
Creio que ele não deseja ser canonizado 
Com certeza de muitos será odiado 
O filme continua... Todos querem bis 
O novo com a pá na mão 
A natureza ensina: o velho é esterco. 
Adubo do novo que nasce! 
Lei racional 
Ohh, meus filhos!!! Amanhã!!! 
Enterrem-me, por favor! 
Não chorem em minha ausência 
Todo sentido da vida está na vida!
ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003 

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AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?