segunda-feira, 2 de março de 2009

POESIA : BOMBA GIGANTE

 

Hello! Matei milhões 
Na inocência Corria para dor... 
Assassino de carteirinha 
Fui coroado de vencedor 
Estourou uma bomba atômica gigante 
Chegando aos sete bilhões de "átomos"  
Serei covarde comigo? 
Se existe razão existencial? 
Não quero morrer para que alguém viva 
Essa é uma lei 
Cristo a cumpriu por todos 
Qual a real desse vale de lágrimas? 
Acelerar para dor novamente? 
Tu não és um assassino? 
Sua essência não estava em guerra? 
Disputando um óvulo pecaminoso? 
Onde está o desejo de matar? 
E o egoísmo mesquinho que o faz homem? 
Deus não é grande? 
Não criou a mãe com dois seios? 
Já pensastes em apenas um para gêmeos? 
E esse gemido da alma? 
O crime não é grave? 
O aborto de um prisioneiro da liberdade? 
Tu és feliz com a falsa felicidade-depressiva? 
Quem tu estás protegendo? 
Se tu és covardemente doente!  
Se tu és psicopata de 1º grau 
A vida chama para viver 
Tua natureza pede bis! 
Quem mata por amor? 
Tu fizeste por amor? Ou por ódio? 
Como tu podes matar por amor? 
Quer dizer que o amor é o argumento venenoso de defesa? 
Não é o produto do prazer objeto assassino? 
Quem morre por amor? 
Como alguém morre por amor? 
Essa causa é justa? 
Então, por que tu não crês em Jesus Cristo? 
Não morreu o único para salvar muitos? 
Ou morreria todos para salvar apenas um? 
Então, por que não queremos amá-lo? 
A conclusão é que é impossível ao orgulho amar! 
É mais fácil passar o camelo no fundo da agulha, 
Que a humanidade morrer por Deus!   

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

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AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?