segunda-feira, 2 de março de 2009

POESIA : O VERBO E O NADA

Drástico dramaturgo 
Quem és tu? 
Pisarei no calo do seu pé! 
O que te faz ter dor? 
Onde adiciona felicidade? 
Tu és ateu? 
Ou essa palavra é um argumento para fugir das dores??! 
Ou por que tu não sabes quem é Deus? 
Natureza é natureza! 
Não me venha dizer que é Deus! 
Energia é energia! 
Não me venha com conversa de criança! 
Onde está Deus? 
Tudo de matéria é matéria! 
Gases são gases 
Puxa vida! 
Resta-nos o nada! Nada não é nada!
Que mundo Deus habita? 
Que é espírito? Qual sua composição? 
Responda-me se esse os criou? 
Se o espírito é criado, 
Logo, esse não é o reino da habitação de Deus 
Se de físicos não é, se é oposto ao próprio! 
Não tem nada de tudo... 
Quando tu não acreditas em nada 
Na verdade, tu és um crente por força de ser naturalmente crente 
Todas as coisas vieram existir do que não é aparente 
Pela palavra da boca de Deus 
Tudo não existia 
E tudo existia 
Sem o nada 
O Nada criador do nada 
Que é apenas vindo do Nada 
Não há nada fora do Nada 
Aí tu perguntas: Não tens mãos? 
Que é o que geras? Que te dás a luz? 
Há outro além depois do Além? 
Se por Ele mesmo jura? Não. 
Segue-se o Eterno... 
A palavra existe e não é nada e é Deus 
Cristo é o verbo 
É vivo e é a palavra! 
Causador do efeito ação-criação-salvação, se tu crês.

ALMEIDA, Joel. Deliberação. Montes Claros, 2003

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AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?