segunda-feira, 26 de julho de 2010

DESABAFO PARA AJA-DJA

Olá, AJA-DJA!

Ando escrevendo versos!

Sabe... bons livros!..

Ó AJA, Que dor!!!

Infelizmente estou infeliz

Não comigo...

Sou muito meu amigo

Por falar de solidão

Dessa exterior

Caminho sozinho no amor...

Interiormente contente!

Sinto, DJA!

Tu és excelente sábio!

Respondeu-me muitas dúvidas!

Perguntas que me perturbavam

Muito me alegrei...

Na primeira vez que te procurei...

Bem... como dizia:

Infelizmente estou infeliz

Com a situação de ser

Parte das águas do rio

Que expressa os versos

Que constroem a poesia

Ahh! Querido! Os humanos!

Quão loucos são...

Valorizam as fontes

E bebem zombando das águas

Que descem rio abaixo...

Levam flores aos velhos túmulos

De quem fazia o que faço!

Ohhh!!! Estúpidos!!!

Eu não tenho jardim!

Ossos falam?!

Sorri para crianças?

De escolas públicas?

Nossa academia também é estúpida

E todos que se dão e ocupam as cadeiras

Meus colegas estão esquecidos!

AJA-DJA diz:

Diz-se de letras,

E está cheia de hipocrisia matemática!

Hierarquia do sobrenome, morte segue vida...

Monarquia que não tem nada de sangue real

Paulo + Pernalonga comedor de cenoura

O Coelho mais bizzarro de cara lavada,

Fazendo pose de barba branca nas revistas dos

telenovelistas

Esse se assenta na cadeira

Conquistada pelos números!

O ministério da caducação,

Que não tem nada de educação

É um jogo de política dos mais favorecidos

Carrega o fardo de Portugal

Dão Pedro I, da Pedra II esculpida nas praças...

Da mentirosa velha educação caduca do Brasil

ou Brazil?

Mestres escravos dos fantasmas mortos

AJA-DJA fala:

Comigo-ninguém-pode!

Sou uma planta venenosa que mata em série

Maníaco antipoeta do “povo”

Dos desertos secos dos museus

Que medíocres que são meios...

Não passam disso; quando passam,

Vêm as Marias, mães de Marias atrás das outras

Papagaios ou relógios de parede?

Subtração e adição de kg

Tenho medo!

AJA-DJA é corajoso!

E corajosos morrem cedo

Creio que ele não deseja ser canonizado

Com certeza por muitos será odiado

O filme continua...

Todos querem bis

O novo com a pá na mão

A natureza ensina; o velho é esterco.

Adubo do novo que nasce!

Lei racional

Ohh!! Meus filhos!!! Amanhã!!!

Enterrem-me, por favor!

Não chorem em minha ausência

Todo sentido da vida está na vida!

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AJA-DJA Brasil (2001)

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