segunda-feira, 26 de julho de 2010

ESSÊNCIA ESPINHOSA

Moldei meus versos

Isso os primeiros

Quando me envolvi em ser jardineiro

Observando as ordens de comando

Que conduzia o jardim de cardos e espinhos

Sua beleza e desastre

Estava lá o girassol

Atraente por pouco tempo

Com sua flor amarela

No outro dia, desaparecida

Aos dez anos não entendia

Por que tão linda e vive tão pouco?

E essas rosinhas chochas tão tempo?

Seus espinhos ferem minhas mãos

Exalam um perfume cheiroso

Nessa classe simples,

Existe mais filosofia que Kant

A razão é que são flores!

Nasceu para ser tal como são...

Se aceitarmos ou não, o girassol morrerá!

E com pouco tempo!

Os olhos enganam a razão da mente!

Conseqüentemente levamos golpes existenciais

A verdade é que AJA-DJA é sábio

Vai além do entendimento do filósofo

Que busca explicação para o que não se explica

AJA-DJA aceita!

Faz das angústias, sofrimentos e dores humanas

poemas

Poemas são poemas e nada mais!

Não o interessa se triste ou alegre...

Relata as coisas como são em si mesmas

Dor é dor!

AJA-DJA não quer saber por que dor!

Rosa espinhosa é rosa espinhosa!

Nem pense trazer uma explicação

Vida é vida; ninguém condene o jardineiro que

cuida do jardim

O girassol morre ao seu tempo

A rosa espinhosa que nos fura, não podemos

evitar

É isso mesmo, vida!

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AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?