segunda-feira, 26 de julho de 2010

PEDÁGIO POÉTICO

Nas lacunas montanhosas

Onde contempla o azul

Ao ver de longe

Os distantes Montes Claros

Que inspiram versos

Sufocados no “psiu” do silêncio

Reclamando o poético

Chorando papéis calados

Enxurradas informativas

Suspiram um poema

Agonizante falante

Nas garras guerreiras

No cerrado, que nasceu o Pereira

Vale de árvores que morrem cedo

Fugindo da morte dos homens

Amanhã o mundo nascerá cantando

Na estrada, muitos passaram!?!

Que pena!!!

Pedágio poético na esquina!!!

Poucos passam! Grana!

Muitos atropelados!

Uns na contramão

Reprovados! Arrebentados!

Cara no chão!!!

Que não me barrem!!!

Na velocidade que ando

Atropelo qualquer um...

Até um morto, se ressuscitar!!!

A terra que caminho por cima

Garante direitos inquestionáveis!

Liberdade! Desfilar exaltado!

Cantando! Falando! Sobre os mortos!

Debaixo dos meus pés!...

Que sejam...

Tudo que são...

Pra quem não é...

Nem reconhecem que sou!!!

Nenhum é eterno aqui...

Apenas com o nazareno

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AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
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