Pegadas no ermo
Subindo uma montanha
O que terá atrás???
Lá o sol nasce brilhante
Os pássaros voam livres
A cor é uma só
Um castelo, outra cidade...
Sangrando seus pés
Ajoelhado na floresta
Fazendo preces santas
Abriu o livro...
Quando está bem alto,
Tudo que fica escuro
Fazem os gestos, os sentidos
O grilo que canta
Devorado pelo sapo
O festeiro do bosque
Vira piquenique da serpente
Os poetas dançam sozinhos
Trocam um verso por um beijo
Conquistam corações vazios do amor
Inspirado, que morreu por amor
Nada! Nada! Que está deste lado!
Desta montanha me interessa
Um caminho leva ao cume
Muitos parecem chegar perto,
Levam pra um abismo que não tem volta
Vales escuros cheios de bestas feras!!!
Oh! Um grito forte! O sol! O sol! Justiça!
Justiça! Luz! Sol da Justiça!!!

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