DELIBERAÇÃO - AJADJA BRASIL: OBRAS COMPLETAS


JOEL ALMEIDA OBRA COMPLETA

POEMAS
Deliberação
2ª edição

Proibida a reprodução, total ou parcial, desta publicação, seja por qual for o
meio, eletrônico ou mecânico, sem a permissão expressa do autor da obra.

Revisão Regiane Milla da Silva
Capa
Pedro Henrque T. Rêgo
Projeto gráfico e diagramação
Eduardo Fernandes e Regiane Milla da Silva
___________________________________________________________
ALMEIDA, Joel. 1976-
Deliberação
/ Joel Almeida. - Montes Claros: 2003. (1ª edição -)
/ Joel Almeida. - Curitiba: 2010. ( edição Blog)
1. Poesia Contemporânea.
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Olá!? Sociedade dos poetas vivos, vamos estocar nos
Museus brasileiros os ossos dos velhos dinossauros que
Existiram por aqui, são relíquias preciosas, vamos agora
Preservar pequenos animais, estão correndo risco de extinção,
Esqueçamos a partir de agora os velhos dinos e apreciemos
Os pequenos vivos. (Joel Almeida)

AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus pela vida das pessoas que amam e são
sensíveis à poesia, que reconhecem seu valor e importância no
que se refere a literatura. Em especial algumas pessoas vêm em
minha memória: Regine Milla, Pedro Henrique, Karina
Rodrigues Araújo, poeta Luiz Fernando, Heloisa Fernandes,
Eduardo Fernande. Existem muitas pessoas não mencionadas aqui, pelas
quais também sou grato por acompanharem meu trabalho de
quase vinte anos de deliberação poética.


ALUNO

Quase não percebo
Quando vejo
Seus olhos chorarem
Pois não sei tudo do amar
Já aprendi perdoar
Quero aprender amar
O preço das aulas é alto
Os livros não contêm
Toda matéria romântica
Pois habita,
Dentro da professora
Quero ser seu aluno!

QUINTOS DO INFERNO

Os graves vícios
Estúpidos hipócritas
“Crentes ateus”
Adormeci na varanda
Inverno triste...
Quando sonhei esse sonho
Meu coração,
Estava gelado de dor
Não de frio!
Revolta pecaminosa
Sou poeta, sou filósofo
Sou crente, sou cristão
Então devo esse pecado?
Paralisado de sono
Cansaço do dia
Dormi como criança
Era uma visão!
Eu não vi Deus
Ele estava me vendo
Conduzindo-me a verdade
Quando me mostrava as mentiras
Catapora do homem!
O ninho de serpentes das criaturas
Só glória havia lá
Anjos voavam sem voar
Instrumentos celestiais
Tocavam e eu não via
Deus me pegou pela mão direita
Levou-me as salas
Que não eram salas
Uma estava cheia de livros
Processos sobre processos
Crimes venenosos
Oh, Deus!
O que é isso?
Respondeu-me:
Pergunte aos padres!
Que respondam os papas!
Oh, Cristo!
Permita-me:
Abrir uns poucos!
Oh, claro! Claro!
Abri os selados
Deus me conduzia as verdades
Quando me mostrava as mentiras
Então eu li!
Igreja católica!
Santos padres, santos podres, santos papas,
podres papas!
Pedofilias...
Luxúria...
Idolatria...
Sangue inocente derramado
Abortos de madres...
Mentiras em nome da verdade!
A pergunta é, eles sabem?
Quando abri um de capa verde!
Uau!!!
“Aparecida apodrecida é o maior crime
contra Maria, mãe do messias israelense”
Caí no chão desmaiado
Vi o cordeiro vestido de branco
Levantei protestante!
Abri outro livro
Ezequiel 34:
Os pastores de Israel
Pecados de avareza
Embriaguez e sexo às escondidas
Manipulação de fiéis
Na verdade estão com a verdade
Nada de novidade!
A bíblia já falava de pastores e lobos
Os que assim enganariam...
Oh!!! Ai! Ai!
Livro dos ateus
Engraçado!
Estava quase todo branco!
Apenas uma frase!
Também só uma folha!
“Não existo para tu, então não existo,
passe toda eternidade sem mim”
Logo livro das religiões
Politeístas dos deuses
Sorri secamente!
“Sou o único Deus verdadeiro,
Pai de Jesus Cristo,
fora de mim não há salvação”
Oh! Depois um livro negro
Veio em minhas mãos
Algo me puxou para dentro
Entrei nas páginas
Desci no inferno!
Que horror!
O diabo estava lá!
Ofereceu-me chá!
Tomei um gole
Oh! Não tinha açúcar!
Cuspi na cara do cara!
Ele sorriu! Risos... :))))
Era banguela!
Tinha chifre na testa
Todavia era traído e não sabia
O tolo não é onipresente!
Dei um soco na cara do besta!
Caiu no chão!
Lamento!
Sua cadeira era de latão enferrujado!
Levantou furioso
Com seu mau hálito
De velho fedorento
Suas cuecas fediam xixi
Então eu ri, ri, ri, ria , ria... :))))
Coitado do diabo!
Disse-lhe eu:
Venda os quintos do inferno,
E contrate uma lavadeira de roupas!
Abri os olhos,
Acordei...

HISTORIOGRAFIA

Discrepâncias e reversões
Nada perfeitamente certo
Concernente á vida
Fugitivos da história-crônica
Qual a razão do progresso?
Minha solução é intelecto-educação?
Bem! Cheguei vivo na história-ciência
Sou sócio antropólogo que aponta diretrizes
Essa arte mecânica!
Oh, homem não pensa nem raciocina??!
Por isso é arquiteto de problemas??!
Ou seja, eu menino bom?!
Corri para história total
Dentro de uma pista redonda
Girando no estruturalismo
Passarei a aparência imediata dos
acontecimentos
Resgatarei explicações satisfatórias
E continuo na inércia mental?!
Minha gravidade habita meu interior!
Oh! Marx, macaco sociólogo!
A verdade desmente suas mentiras
Então regressão não seria a solução??!
Se evolução vem aperfeiçoando o mal?!
Os chipanzés são felizes!
Não pagam taxas, nem precisam de @. com . br
Não disputam poços de petróleo
Não têm no cardápio guerras químicas e
biológicas
Nem constroem dolorosos mecanismos de
defesa
Nova história social!
Cobiça deseja coisa
Resiste o mesmo que deseja a mesma
Governo de paixão e cobiça
Quem nega o desejo também deseja
O desejo de não desejar em si já é um desejo!
Geração frustração frustrante
Doença mórbida venenosa
O bom é dar uma pausa:
Pare!
Pense!
Siga!
Logo repartam a maçã!
Igualmente?!
Não.
Conforme a necessidade de cada um de comer!
Menos para menos!
Mais para mais!
Assim é justo
Resto é uma injustiça
Falta maior ainda!
Igualdade um perigo. (Êxodo 12-4-16; 16-16: 4)


SENSUS DIVINO

Espetáculos da humanidade
Falácias otimistas diagnosticadas
Que é erro se explodiram o alvo?
Charlatões falsificadores da origem
Quem é o idealizador Supremo?
Ou uma lata de lixo que somos?
Ohh! Aberração burra!
Pongidae-hominidae
Gorilão eterno?
Chipanzé e orangotango-tango argentino?!
Oh! E o fator consciência?
Não é xadrez de poderes e forças!
Assim vem,
Se Adão, se Eva, se macaco, se eu...
Agora vai...
Australopithecus-homo habilis
Morreram...
Acharam os fósseis...
Deles uma conclusão?
E eu macaco, tenho que aceitá-la??!
Javantropo-sinantropo
Paleantropo-neanderthal...
Uma resolução?
E eu macaco, tenho que ser macaco??!
É minha solução?
Amanhã quem sou eu?
De onde eu vim?
Qual minha origem?
Para onde eu irei?
... Mamãe? Mamãe? Mamãe? Mamãe? Mamãe?
... começa tudo outra vez!!!
Não existe cura para sua alma duvidosa?
Ohhh, mecanismo biológico + inter-relação de forças
Depois de amanhã!
A consciência cogita!
Deus existe?
E se a bíblia estiver certa?
E minha alma?
E o meu intelecto?
Os animais assim se perguntam?!
Xeque-mate, pecado!
Golpe de misericórdia
Tu queres fazer o bem?
Como fazes o mal que tu não queres?
Lança-se na satisfação
Padrão do prazer que te agrada
Como tu se achas insatisfeito?
Paradoxo??!
Insatisfação satisfeita,
Ou satisfação insatisfeita?
Inquietação do homem interior
Que busca relacionamento com Deus
O homem caído se sente bem com o mal
Sua psicologia enferma responde:
Se o que fazes
Faz-te sentir bem
Mesmo que seja mal
Então faça!
No fim se sente mal!
Conclusão:
Senso divino.

O VERBO E O NADA

Drástico dramaturgo
Quem és tu?
Pisarei no calo do seu pé!
O que te faz ter dor?
Onde adiciona felicidade?
Tu és ateu?
Ou essa palavra é um argumento para fugir das
dores??!
Por que tu não sabes quem é Deus?
Natureza é natureza!
Não me venha dizer que é Deus!
Energia é energia!
Não me venha com conversa de criança!
Onde está Deus?
Tudo de matéria é matéria!
Gases são gases
Puxa vida!
Resta-nos o nada!
Nada não é nada!
Que mundo Deus habita?
Que é espírito?
Qual sua composição?
Responda-me se esse os criou?
Se o espírito é criado,
Logo esse não é o reino da habitação de Deus
Se de físicos não é, se é oposto ao próprio!
Não tem nada de tudo...
Quando tu não acreditas em nada
Na verdade, tu és um crente por força de ser
naturalmente crente
Todas as coisas vieram existir do que não é
aparente
Pela palavra da boca de Deus
Tudo não existia
E tudo existia
Sem o nada
O Nada criador do nada
Que é apenas vindo do Nada
Não há nada fora do Nada
Aí tu perguntas:
Não tens mãos?
Que é o que geras?
Que te dás a luz?
Há outro além depois do Além?
Se por Ele mesmo jura?
Não.
Segue-se o Eterno...
A palavra
Existe e não é nada e é Deus
Cristo é o verbo
É vivo e é a palavra!
Causador do efeito ação-criação
Salvação se tu crês.

AMOR E DEUS

A razão disse:
Eu sou a dona da verdade!
A emoção disse:
Eu sou a dona do coração!
A mentira disse:
Eu freqüento a casa das duas!
Quem manda no barco?
“Busquei a verdade e não a achei.”
Que é a verdade?
Os filósofos dizem; que é e não é, e é absoluta.
Minha namorada é fútil
Anda lendo os existencialistas
Chama-me de ignorante
Leitor da bíblia antiga
Se a machuco com palavras
Fala-me de perdão, amor e família...
Conceitos essencialmente do velho livro sagrado
Eu a pergunto:
E Deus?
Existe ou não?
Ela vem com milhares de pensamentos de
filósofos
Armazenados de escritos clássicos
No fim de tudo; sua resposta é tola:
Não sei!
Seria bom se ficasse calada
Eu a amo!
Porém, ela não pode provar que sim!
Que eu a amo ou não.
Só quero que ela acredite nessa lei
“desconhecida”
Que é mesmo o amor?
Existe ou não?
É bom?
Fique calada meu amor!!!
Que te beijarei!


DELIBERAÇÃO

K2 e Everest
Quem formou os picos?
Olhei para dentro
De uma vazia qualquer
Daqueles buracos chamados cisternas
No coração do k2
No seio do Everest
As profundezas engoliam os carros
Elegantes mulheres com jóias
Os postos elevados dos gigantes
Tudo negro, tudo triste...
Lá no fundo, apenas solidão
Reconheço humildemente
Deus formou os picos
Deixando essa cratera
Ausência total de si...
Na incredulidade dolorosa
Quando os homens caem lá em baixo
Suas orações clamam por socorro
Se não, morrerão sem respiração
No inferno solitário da alma
Que não quer ser amiga
Do filho de Deus
A saber, o Cristo
Glórias do mundo
Despertam sorrindo...
Cume do conhecimento
Iluminação sublime
Sobre k2-Everest
Vi uma criança chorando
Estava próxima das estrelas
Jamais conseguirá apanhá-las
Por isso chora
Onde o vento sopra forte
A beleza é contemplada
A canção faz sentido
O caminho que nos conduz
É totalmente espinhoso, também único!
Poucos passam por ele, é estreito!
Cansamos, desanimamos e nos falta fé
Inimigos do lugar altíssimo
Galardão recebe os que lá chegam...
Na missão perigosa da terra
Escalar para realeza eterna...


BOMBA GIGANTE

Hello! Matei milhões
Na inocência
Corria para dor...
Assassino de carteirinha
Fui coroado de vencedor
Estourou uma bomba atômica gigante
Chegando aos sete bilhões de átomos
Serei covarde comigo?
Se existe razão existencial?
Não quero morrer para que alguém viva
Essa é uma lei
Cristo a cumpriu por todos
Qual a real desse vale de lágrimas
Acelerar para dor novamente
Tu não és um assassino?
Sua essência não estava em guerra?
Disputando um óvulo pecaminoso?
Onde está o desejo de matar?
E o egoísmo mesquinho que o faz homem?
Deus não é grande?
Não criou a mãe com dois seios?
Já pensastes em um para gêmeos?
E esse gemido da alma?
O crime não é grave?
O aborto de um prisioneiro da liberdade?
Tu és feliz?
Quem tu estás protegendo?
Se tu és covardemente doente
Se tu és psicopata de 1º grau
A vida chama para viver
Tua natureza pede bis!
Quem mata por amor?
Tu fizeste por amor?
Ou por ódio?
Como tu podes matar por amor?
Quer dizer que o amor é o argumento venenoso?
Não é o produto do prazer?
Quem morre por amor?
Como alguém morre por amor?
Essa causa é justa?
Então por que tu não crês em Jesus Cristo?
Morreu-se o único para salvar muitos?
Ou morreria todos para salvar apenas um?
Então por que não queremos amá-lo?
A conclusão é que é impossível sem graça prévia!
É mais fácil passar o camelo no fundo da agulha,
Que a humanidade morrer por Deus!

VELHO FIM

O som distorcido das guitarras
Sobem lá para cima
Muitos corações estão sangrando de perdidos
Quem são os poetas?
Quanto eles mudaram?
Quantos doentes curaram?
Que solução trouxeram as angústias?
Onde entra a opinião da bíblia?
Como as coisas acontecem?
Os homens que são errados
Casais de velhinhos dos anos 1890
Estão cansados dessa vida
Plantaram e colheram
Esgotados do prazer sexual
Correram e sorriram... Risos :))))
Filhos como pipoca na panela
Depois apareceram os burros
Existencialistas que não crêem em Deus
Anularam o além
Qual a esperança que os resta?
Para esse casal de velhinhos?
Que cansaram de viver a vida?
Desgastados de toda juventude
Entrarão como gota
No mar imenso de Deus
Crer nunca custou nada mesmo!
O tolo é o cego de um olho!

CARA OU COROA?

Imagino na alma
Exercer quem sou
Por que lágrimas?
Tu estás distante de Deus?
Tu és o exterminador do seu futuro?
Como tu consegues viver longe do poeta?
A luz da existência é quente
Quase gelados remamos
Deixando arrogância de o pecado falar
Qual o preço da felicidade?
Qual é seu jogo de xadrez?
Vale a pena não acreditar em Cristo?
Quanto tu ganhas com isso?
A crença nos faz perdedores?
O quê?
Existir não é apenas existir?
Qual é seu orgulho vazio?
Doença não é uma loucura?
Quem mudará o mundo?
Nossos heróis estão mortos
Que é fé?
É uma ofensa mortal a razão?
Escrevo muitas filosofias
Talvez mais do que Descartes
Quem me lembrará isso?
E agora?
Não serei um velho tolo?
Cataratas nos olhos...
Palavras cruzadas no ar
Não vendo como antes...
Morto de vigor
Na cadeira velha da varanda
Tudo que tenho
Tudo que fiz
Tudo que faço
Tudo que sou...
Jogo a moeda para o alto
Só posso apostar em um lado
Deposito minha fé em Jesus Cristo!


RIBEIRÃO DOCE


Oh! Meus nervos!
Ironia do destino
Saborosa doce Mococa
Descendo às águas
Do Ribeirão Preto
Sou um lobo do desencontro
Nunca um passo atrás
Espero na fila
As pessoas aqui
Correm como trem na linha
Se bem que é carnaval!
Observo o trânsito
Aonde irei sozinho?
Não conheço ninguém!
Oh! Não tenho telefone!
Celular é um mito de pobre!
Antes era só de picaretas
Agora da massa
Nas ruas de Coca-Ribeir...
O negro de outrora
Está nas mãos das louras
E ruivos cabelos cor de fogo do inferno
Neste momento espero
Traçando as últimas linhas
Espero um grilo me gritar
Oh!!! Cristo!

NO HUMANO

É permitido agir com compaixão?
Fazer o bem ou fazer o mal hoje?
Salvar a vida ou matar?
A compaixão existe por causa do homem?
Ou o homem por causa da compaixão?
Ela é estabelecida por causa do homem!
Que é mais fácil?
Dizer:
Nossos pecados são perdoados por Cristo?
Ou levantemos e andemos aleijados? Como?
Se os teus pecados são perdoados,
Levanta-te e anda!
Logo ele tem autoridade para fazer o que quer
Fraqueza é a compaixão humana sem virtudes
Pois não gera uma ação que nos levanta como a
Divina
Não passa de um vício doentio mórbido
Essa compaixão de Deus diz:
Levanta-te, toma o teu leito, anda e vai trabalhar
Compaixão que fortalece o fraco
Quanto aos fortes, tem compaixão de si mesmos
Cometem até atentados para se protegerem das
dores do mundo
Estão segurando uma corda podre
Não aceitam o socorro sobrenatural Absoluto
Constroem valores relativos,
E estão tentando sair do buraco?
Que é isso?
Por que gritam?
Por que não ficam mudos até o fim?
Deixem à corda estourar!
De que adianta sua ajuda?
De qualquer forma eu morrerei
Deixe-me em paz!
Minha fragilidade está no humano
Morro com Cristo!

PRÓXIMO OU DISTANTE

Sofistas falaciosos
Dramaturgos demagogos
Relativistas absurdos
Os ossos humanos desgastados
Não são medidas de todas as coisas
Tudo não está em transição...
O absoluto transcendente é permanente
Ao menos que provem sua inexistência
Que tragédia!
Só conseguimos a metade!
É uma moeda com cara e coroa
A convicção inabalável liberta
Se sua base é o conhecimento do altíssimo
O meio legal para esse fim
O cristo aperfeiçoado em mim
Meu próximo é um eu “A”
Um eu que quer ser amado
Não um objeto ”B” a ser usado
Quer expressar sua justiça
O particular se vinculando ao ser
Que dá crescimento ao corpo
Sendo um membro justo nele
“Tudo que queres que os homens te faça,
fazer a eles também”
Ame o próximo como a ti mesmo
Assim estarás amando a ti mesmo
Ou então uma opção é o conflito
Odiar o próximo como veneno
E morrer envenenado por ele...
A realidade consiste em uma opção:
A eternidade!
A questão é: amando o próximo, próximo de
DEUS...
Odiando o próximo, próximo da distância de
DEUS.


O AMOR É A VERDADE

As coisas existem
São apenas meios
As pessoas existem
São fins em si mesmos
E louvam as coisas como se fossem fins
E lançam as pessoas como se fossem meios
Como tu desprezas alguém?!
Por que existe posição?
Por quem criaram exaltação?
Não é por causa do indivíduo?
Como os bens valem para ti mais do que eles?
As coisas sejam usadas!
As pessoas amadas!
Nossa geração objeto
Quem constrói não tem valor
O que é construído o sacrifica na cruz
Por razão da ignorância do desumano
Minha resposta:
Chegaram para o crime resposta e a toda
estupidez humana;
Supervalorização do objeto!
Quão irracionais, consumamos os valores
medíocres do materialismo
Que escraviza os escravos do “senhor LUCRO
desumano”
Necessário se faz o valor Absoluto
Ou humanos meios, meio humanos com
equação % + = $$$$++++++= Lucro
Águas que deságuam e descem águas abaixo e
retornam águas
As leis que não são nada!
Se não existe uma CAUSA pela qual foram
estabelecidas
São apenas leis de repressão para oprimidos
Se o objetivo não for a liberdade da CAUSA
Não podem funcionar mal com bons resultados
Em prol dessa CAUSA e serem aceitas como
cumpridoras do dever
Que funcionem bem,
Para que se aprimorem NESSA CAUSA
Segue-se a lei da CAUSA por CAUSA das leis
criadas pela CAUSA
Não a CAUSA ao dever, mas, o dever a CAUSA
É só a CAUSA que é verdade
Deus é AMOR...


TU ÉS UM PECADOR

Os homens sepultando os homens
Idéias conflitando idéias
Vestígios históricos
As lutas de classes
Vilões e heróis
Guerras por terras
Novamente viram terras
Liderança do sexo
O desprazer do prazer
O angustiado dele nascido
Entre o humano e o divino
Morreu o humano
Desprezo com desprezo vulgar seus atos
Que contradizem o amor
Nesses rebeldes medíocres
Nesse ínterim, eu os amo
São especiais, se eu existo
Detesto o Anticristo
Com a verdade que se precisa dizer;
Toda ideologia que da vida essa fantasia
As mentes podres de pobreza de conceitos
necessários
Que negam o ressurreto salvador da cruz
O ateu é falso!
Tudo que o envolve é mentiroso, uma hipocrisia
mentecapta louca...
Porventura estou dando aula de metafísica?
Quem come uma maçã com convicção que
pode comê-la
E diz que não crê é falso!
Se agir por extintos naturais de convicção de fé,
merece crédito sua descrença-crença?
Se forem convictos da não existência de Deus
são crentes!
Se essa é baseada em argumentos lógicos a
gravidade aumenta
Como argumentar contra o que não existe?
Só se argumenta com provas de que existe;
se não tem o argumento é falso!
O ateu é falso, mentiroso, defraudoso e um
fingidor hipócrita...
Que prova de verdade é essa?
Uma indigestão louca da razão
Só o silêncio criaria o homem “ateu”
Quem abriu a boca,
Está buscando provar
Provas que não tem respostas,
Não provam nada.
Quem te convence de que não é um pecador?!


PODEROSO

“Viu Deus que tudo que fizera,
e eis que era muito bom”
O mal é o mal-entendimento
Distorção do ponto de vista certo
Que quer dois indivíduos
Se engajando em amor
Nesse relacionar interpessoal
Eis aí esse poder corrompido
Produz na alma dor e feridas...
Vidas tatuadas nas sensibilidades
O bom em si mesmo e por si mesmo
Consomem inocentes nas mortes maníacas
Fora da realidade da pureza oficial
Usado agora no jogo sensual
Casa da moeda imoral do carnaval
Aquele que era digno de honra
Virou prestígio de campanha de borracha do
homem padre
O sagrado que passa por profano
O que foi aprovado...
Se desvirtuado, é reprovado!
Gera bênçãos das crianças...
E o prazer de ser homem ou mulher...
Empobrecido por religiosos;
E ricamente todos o querem...
Entre os poderosos é um poderoso
Às vezes o pior vagabundo
Se continuar descontrolado:
Irá nos descontrolar...
Os escorpiões morrerão com seu próprio
veneno...
Regule o botão,
Que a bomba atômica é perigosa
Casem-se, ó filhas de Sião!
O mundo corre risco de destruição
Nessa presa caiu aos poucos sansão
Seduzido a paixão carnal desenfreada
Crimes de abuso para exaltar o prazer
Como pode o que é bom não ser bom?
O extremismo doente que danifica a si mesmo!
O gozo egoísta que magoa os outros
Invasão injusta em busca do bom
Legal no compromisso vitalício do amor
Estabelecido na verdade do senhor
Alegria que glorifica Deus, nos unindo
intimamente no amor
Êxtase sem igual entre casais
Explorando das delícias da graça comum
Processo que faz de dois, um
Só um com uma, o resto é falsificação
Perversão do enganoso coração...
Viva Dr. Monógamo!Mate Dra. Poligamia!
Exerça sua função:
Unificação, recreação e procriação!
Que bela união!
Nem pensar; em extraconjugais
Concupiscências promiscuas ilícitas
Prostituição que descompromissa a santificação
Causando-nos uma chaguenta lesão
Ensinada abertamente na televisão
Que é o sabor que cegou a visão de Davisão
Trouxe separação no reino do filho de Salomão
Juiz sobre Sodoma e Gomorra
Quem livrará o cristão?
Qual será sua solução?
Como se livrará da tribulação?
O verdadeiro padrão!
De acordo com a legalidade bíblica!


VIRGEM GREGA

Sul do Monte Olimpo
Golfo de Corinto
Sul dos Bálcãs...
Horizontes das Grécias
Ilhas do mar Argeu
Montanhas e planícies férteis
Navegação de povos aos povos
Hélades, primitivos das esculturas
Aqueus, dos rebanhos
Sedentários com os pelágios
Integração de culturas e civilizações
Cretenses com valores religiosos
Guerras e destruição
Fortes arrastões...
Dórios arianos, bárbaros armas de ferro
Floresce na regressão os Genos
Aquiles figura de herói
Envenenado contra Agamenon
Por Briseida, escrava roubada
Odisséia o atributo de Ulisses
Homero de Ilíada, os poetas...
Segredos revelados as gerações
Mesmo se cresce a população
Luta pela posse do pó
Marcos, fossos, sebes, paliçadas...
Divisão nascendo propriedade privada
Misérias e esmolas nas sociedades
Demiurgos e piratas na aristocracia
Conquistas a base de união civil
Da aglutinação à velha polis...
Acrópole, ágora e o asti...
Expansão e individualismo
Busca de poder e lucros
Estímulo de laconismo
Xenofobia e xenelasia...
Esparta e o sistema status quo.
Desenho antigo da atualidade!
Domínio pelo terror
Dória sobre escravos...
Reformas e crescimentos
Tempos e tempos e pensamentos
O clássico hegemônico ateniense
Longe dos dogmas,
E verdades absolutas.
Deuses imortais do olimpo
Homens extraordinários divinos
Mitologia do destino
Petições que não tinham direções
Zeus, Dionísio e a grande mãe
Antropomorfofismo estranho aos deuses
O visível surgiu do nada
Céu, terra, Urano e Gaia
Unidos para os titãs, ciclopes e gigantes...
Deuses em guerra, filhos e deuses no inferno
Pristes, correntes e um salvando o outro
Templos e santuários
Sagrado em toda confusão mitológica
Os grandes habitantes do Monte Olimpo
Pobres dos pequenos dos mares e Hades
Ó Rainha dos filósofos!
Mãe dos poetas e artes harmônicas
Sua beleza é inquestionável
Sua queda é lamentável
Desmoronada com todos os seus deuses
Oh! Oxalá fossem mesmo protetores!!!!
Tu existirias brilhante nesses dias
Resta-nos sua rica mitologia de deuses pagãos
Ohh! Envolvemos na nossa teologia!
Que passado que não passou
Tu não conheceste o DEUS DESCONHECIDO
do areópago!


MENTES ETERNAS

Aqueles séculos depois
Futuro que nos vem
É tudo que tenho medo!
Não da morte!
Para mim é lucro
Meu receio é que:
Não existam mais poetas como eu
Dó dessa burrice sem sentido
Que são chamados poetas...
Só chamados...
Dos que foram poetas...
Quem saberá amanhã?
Que existiu um riozinho por aqui?!
Sim!
O que dirá a geografia?
Jamais que tinha pedras coloridas
Lambaris com o redondo pacu
Cachoeira com águas cristalinas
Onde tomava banho as meninas
E os meninos ficavam olhando atrás da pedra
Que já virou quebra cabeça de construção
Também tinha uma árvore grande
Que ficou negra em um forno
Nela cantava o pássaro-preto
Que morreu em uma gaiola que já esta
enferrujada
Naquela casa onde as velhinhas ficavam na
janela
Que em meu tempo, eram minhas colegas de
escola
Que o doido da pracinha corria atrás jogando
pedras
Até perto do campinho onde jogávamos bola
Com um que agora joga no time profissional
Ó Meu Cristo Deus!
E os rapazes que trocavam um beijo por uma
bala ice - kiss???
Só para ter uma mancha de batom?
Aquilo que parece não ter sentido, tem!
As coisas mudam com as mentes dos homens
Na do poeta elas são eternas...


DOCE DE AMOR, REGIMILLA

Ah, que amor
Tu queres?
De volta nos braços que amo
Preciso sim!
Com todo seu amor
Toque-me com mãos afagosas
Recorde de nossos beijos na chuva
Dissestes-me:
Amo-te para todo...
E eu mais de ti, eternamente,
Crescendo dentro de mim
Mesmo com a dor do coração
Quero-te ao meu lado
Na noite escura,
a voz do silêncio que fala com nós
Os pêssegos maduros no pomar
Na manhã de sol quente
Digo-te: quero-te meu amor!
Palavras que mudam nossas atitudes
Que nascem nossas virtudes de amor
Neblina desce na grama verde
A verdade dos meus lábios
Declaram versos de amor
Meu ser sangra,
Nas dificuldades de te carregar com amor
No medo de te perder,
Busco minha proteção no seu calor
Terremotos, maremotos
abalam as estruturas do planeta
Tu estás inabalável em meu íntimo
Se for preciso, por ti
Choro lágrimas de amor
Minha essência apaixonada de verdade,
Amar-te mais; tanto quanto desejo
Razão fundamental,
Que faz nossa existência feliz
Debaixo de um borrifo de rosas
Mesmo que sou débil em outras coisas
Sou habilmente forte em te amar
Aprofundo-me nessas profundezas
Nada nos desatará desse amor infinito
Arraigado em nossas almas
Como uma flecha penetrada no coração
Chamo-te de meu bem
Tu és a peça chave;
Que abre a porta para preencher meu vazio
interior
Nunca te diré adiós
Carregando-te comigo ao meu lado ou dentro
Nesse amor trasbordante de perfeito
Eu o vejo crescendo;
Derramando dentro de mim
Restaurando a força das batidas
Que expressam a força do amor fervente
Desliga o fio do meu orgulho
E planta uma semente do seu carinho amoroso
Que me faz sentir homem
Sentindo-te bem pertinho
Mas nunca o poder do amor que sentes por mim
Ah! Sua preciosidade aos meus olhos...
Quero ver seus olhos brilhantes com um sorriso
Tudo que é mais do que os versos
Declarações exuberantes de amor...
Não compreendo minha vida;
Se não viver na história do seu amor
A veracidade deste amor
Prover e cria um suspiro de te amo
Pintando um amor enérgico
Adoçando nossa canção
Antes esquecida em meus lábios sabor de
chocolate
Que exalta nosso amor com vigor
Desanestesiando a pérola do romance
Cabelos encaracolados resplandecentes
Colorindo meu universo em meio a um buquê de
flores
Beijos amáveis,
Adoça minha boca como mel
Uma carta selada,
Com lindas expressões de amor
Cada palavra falada
Um pouco do que é bom no amor
Suas narinas inspiram
Meu corpo oferecido em perfumes
Amor derramado em uma taça
Transbordando em amor dentro de nós
Como champanhe sacudido
A água tem três estados
A lua quatro fases
Nosso amor é permanente
Os teus olhos que brilham como fogo
Quando são postos em mim
E eu querendo te amar mais;
e me deixar ser amado
E deixar o amor acender uma fogueira em nossa
alma
E fazer resplandecer todas as estrelas apagadas
do nosso ser
Que se entrega por amor
Quero seguir esse seguro caminho fiel
Que eleva toda força desse sentimento íntimo
Estou aberto para seu amor
E me rendendo totalmente desesperado a ti
Responsabilizando-me por todas as belezas
deste amor
Amo-te e nunca te deixarei fugir
Do ciclo alegre deste amor
Que balança meu coração
E não impõe condição
Sou escravo livre
Preso as cadeias do seu amor
Quem o interpretará??!
Nem todas as lágrimas de amor derramadas no
chão...
Estou aquecido pelas fagulhas do seu amor
Sem ele estou perdido na Antártida
Andava louco,
Hoje te conheço e estou certo que te amo
Meu dia-a-dia é uma fórmula
Que gera vida ao meu amor por ti
Em minha pequinês
Seu amor me faz crescer quando me envolve
Quero estar ao seu lado
Demonstrando o amor que não cessa
Oh! Meus elogios são as vozes desse amor
O poema que ainda não foi escrito.


DESABAFO PARA AJA-DJA

Olá, AJA-DJA!
Ando escrevendo versos!
Sabe... bons livros!..
Ó AJA, Que dor!!!
Infelizmente estou infeliz
Não comigo...
Sou muito meu amigo
Por falar de solidão
Dessa exterior
Caminho sozinho no amor...
Interiormente contente!
Sinto, DJA!
Tu és excelente sábio!
Respondeu-me muitas dúvidas!
Perguntas que me perturbavam
Muito me alegrei...
Na primeira vez que te procurei...
Bem... como dizia:
Infelizmente estou infeliz
Com a situação de ser
Parte das águas do rio
Que expressa os versos
Que constroem a poesia
Ahh! Querido! Os humanos!
Quão loucos são...
Valorizam as fontes
E bebem zombando das águas
Que descem rio abaixo...
Levam flores aos velhos túmulos
De quem fazia o que faço!
Ohhh!!! Estúpidos!!!
Eu não tenho jardim!
Ossos falam?!
Sorri para crianças?
De escolas públicas?
Nossa academia também é estúpida
E todos que se dão e ocupam as cadeiras
Meus colegas estão esquecidos!
AJA-DJA diz:
Diz-se de letras,
E está cheia de hipocrisia matemática!
Hierarquia do sobrenome, morte segue vida...
Monarquia que não tem nada de sangue real
Paulo + Pernalonga comedor de cenoura
O Coelho mais bizzarro de cara lavada,
Fazendo pose de barba branca nas revistas dos
telenovelistas
Esse se assenta na cadeira
Conquistada pelos números!
O ministério da caducação,
Que não tem nada de educação
É um jogo de política dos mais favorecidos
Carrega o fardo de Portugal
Dão Pedro I, da Pedra II esculpida nas praças...
Da mentirosa velha educação caduca do Brasil
ou Brazil?
Mestres escravos dos fantasmas mortos
AJA-DJA fala:
Comigo-ninguém-pode!
Sou uma planta venenosa que mata em série
Maníaco antipoeta do “povo”
Dos desertos secos dos museus
Que medíocres que são meios...
Não passam disso; quando passam,
Vêm as Marias, mães de Marias atrás das outras
Papagaios ou relógios de parede?
Subtração e adição de kg
Tenho medo!
AJA-DJA é corajoso!
E corajosos morrem cedo
Creio que ele não deseja ser canonizado
Com certeza por muitos será odiado
O filme continua...
Todos querem bis
O novo com a pá na mão
A natureza ensina; o velho é esterco.
Adubo do novo que nasce!
Lei racional
Ohh!! Meus filhos!!! Amanhã!!!
Enterrem-me, por favor!
Não chorem em minha ausência
Todo sentido da vida está na vida!


FIM DO MÊS

É fim do mês
Sobre nossa mesa
Telefone, água, luz, automóvel etc.
Vou vender minha casa!
“Vende-se esta casa”
Água, luz, telefone etc.
Valor... QUITAÇÃO?
Pague as contas da casa
E fique com o “pyttbull” grátis


ZÉ DO CAFÉ

Bicho bão é muié
Recrama, recrama, recrama...
E ocê ama!
Bate boca, bate boca, bate boca...
E ocê beija sua boca!
Chama nóis de vagabundo
Pé rapado e banana
E nóis nunca abandorna
Fala que nóis é marchista
E qué fazê paper de macho
Bicho bão é muié
Quando tira bicho do pé
Quando vira sogra nem capeta qué
ESQUECIDAS DE NATUREZA
Que rabo de foguete
Juizo até meio-dia
Beijou-me ontem à noite
Usei a mesma camisa dia seguinte
Que louca mente cheia de esquecimento
Quem é a outra?!
Quem é a outra, cafajeste?!
Oh não meu Deus!
É de natureza!


MENTIRAS

Amei o verbo
Que metafísica loca!
Não escrevo aos preguiçosos
Amo o bem
O mal é intrometido!
Amarei meu eu...
A construção do meu homem
Que a gata não comeu
Adoro dar sentidos as coisas
As pessoas são fins
Nelas mesmas o são
Outras querem ser meios
Oh! E eu me vejo!
Na obrigação de fazê-las
Criar sentido para essas...
Absurdo que se rebaixa a objeto
Tu me amas?
Tu sabes que te amo?
Como descobrirei?
Ouço apenas razões!
Onde estão os gestos de ação?
Quando já recusamos ouvir!
São tantas as falácias...
Promessas de paz e humanidade
Organização social e igualdade
Mentiras! Mentiras! Mentiras!
Se essas se convertessem em ações
Elas são as chamadas “meias”
Jamais se concluem em fins
Pois seus heróis não dão a vida por elas
Nossa lei ensina que a semente precisa padecer
no solo...


MULAMBO

Minha calça jeans desbotada
Meus chinelos velhos que não valem nada
CDS piratas do Paraguai desgastados de antigos
Comprimidos vencidos:
É a mulambenta paixão que guardamos.


VDD MOC

E eu que sou
Um grande tolo
Assento-me no sofá
E fico olhando, olhando...
Aquele diploma colorido na parede escrito:
Universidade do desempregado!


MANGA VERDE

Quando criança
Falava em astronauta
Ser político
Professor do estado
Hoje estou crescido
Astronauta voa muito auto
Político, símbolo de ladrão
Professor, greves e humilhação...
Para mim, permita-me desses ser:
Aquele dublê de “Hollywood”.


SENHOR DOS VASOS

Oh! Oh não! Por que eu?
Mas por quê?
O vaso pergunta as flores da mesa
Que alegria terá a mesa?
E o dono de ambos?
Se Ele é bom,
Como faz as pessoas sofrerem?
Sendo todo-poderoso:
Como deixa as coisas acontecerem?
Nessa altura o vaso já está trincado!
A mesa calada por natureza
O dono de ambos olha e começa sentir
Exclama:
Quem mexeu em meu enfeite!
Oh! Sim! A empregada! Claro! Claro!
Com certeza estava fora da posição!
Gosto de tudo limpo!
Provavelmente estava empoeirado!
Porém, tocá-lo só permito se for para limpá-lo
Se eu o deixo sujo sobre a mesa
Nasce cupim que devora minha mesa
Meu vaso começa perder sua coloração natural
Descasca sua pintura e se quebra facilmente...
Ó SENHOR dos vasos!
Quer dizer que não és tu que o quebra?
Ah! Claro que não!
A natureza não poupa barro
Independente da cor da pintura!
Está em lugar seguro ou não?
No palácio ou no casebre, é barro!
Sou o restaurador dos vasos que se quebram em
minhas mãos.
Tenho prazer de criar um mais belo!
“E o vaso que ele fazia de barro ( se quebrou na
mão do oleiro)
E ele tornou a fazer outro vaso,
Conforme achou por bem “Jr.18
Veja! Entenda! Por bem!
O vaso se quebrou na mão do oleiro,
E não o oleiro que o quebrou por sua vontade
soberana
“Assim, pois, isso não depende do que deseja,
(o vaso)
Nem do que se esforça, (o vaso)
Mas do OLEIRO que usa de misericórdia”
A questão é:
Ele quer restaurar o vaso ruim?
Tendo poder sobre a massa do vaso que
quebrou a si mesmo?
Não é Ele quem fortalece o vaso?
Cuidando que suporte as deteriorações?
Como pode ter deixado isso acontecer comigo?
Onde te levará essa questão?
Vasos, lindos, belos e quase perfeitos se
quebram...
É injusto?
Que diferença faz?
Não é também apenas barro?
Bom,
O mal aconteceu com o bonzinho
Resta para ele querer ser restaurado
Que fazer agora?
Quer ser refeito?
Renda-se nas mãos do SENHOR DOS VASOS


ESSÊNCIA ESPINHOSA

Moldei meus versos
Isso os primeiros
Quando me envolvi em ser jardineiro
Observando as ordens de comando
Que conduzia o jardim de cardos e espinhos
Sua beleza e desastre
Estava lá o girassol
Atraente por pouco tempo
Com sua flor amarela
No outro dia, desaparecida
Aos dez anos não entendia
Por que tão linda e vive tão pouco?
E essas rosinhas chochas tão tempo?
Seus espinhos ferem minhas mãos
Exalam um perfume cheiroso
Nessa classe simples,
Existe mais filosofia que Kant
A razão é que são flores!
Nasceu para ser tal como são...
Se aceitarmos ou não, o girassol morrerá!
E com pouco tempo!
Os olhos enganam a razão da mente!
Conseqüentemente levamos golpes existenciais
A verdade é que AJA-DJA é sábio
Vai além do entendimento do filósofo
Que busca explicação para o que não se explica
AJA-DJA aceita!
Faz das angústias, sofrimentos e dores humanas
poemas
Poemas são poemas e nada mais!
Não o interessa se triste ou alegre...
Relata as coisas como são em si mesmas
Dor é dor!
AJA-DJA não quer saber por que dor!
Rosa espinhosa é rosa espinhosa!
Nem pense trazer uma explicação
Vida é vida; ninguém condene o jardineiro que
cuida do jardim
O girassol morre ao seu tempo
A rosa espinhosa que nos fura, não podemos
evitar
É isso mesmo, vida!


ÍNDIAS

Sorvete SW
Agropecuárias e industrialização
Prestação de serviços e carvão
Amazônia no chão
Parque ecológico USA
Técnicas de comunicação
Gente tu, a gente vê
Voz AM do locutor
Jornais diários nas bancas
Contracultura bandida
Meus clubes, meus parques...
Cinemas e shopping
Artesanatos e músicas
Seringueiro guerreiro SP
Sopão na barriga
Debaixo da ponte branca
Papelão no lixão BH
Meu sangue indígena
Estou livre sem herança
Virou bolsa de desvalores
Venderam meu país
Mataram meus irmãos
Estupraram minhas irmãs
Escravizaram meus avós
Agora estão me expulsando de minha pátria!
O Brasil é nosso!
Nós o descobrimos!
Nascemos antes de Cabral!


FILME DE PRESO

Assentado no xadrez
O prisioneiro olhava os céus
Com permissão de uma pequena fresta
Via a lua e as estrelas
O sol reinante das manhãs
Sentia um vazio na alma
A dor de ser homem
Com esse sorriso falso
Tudo lindo como é!
E nada o pertence...
Suas conquistas são vãs
É um coitado atrás das grades
Teve as mulheres no motel
Do luxo, do lixo, no capricho
Chora escondido no quarto
Numa cela especial de intelectuais
Graduado nas universidades de biologia
Quem convence Deus?
Se tu és bom, sofres!
Se tu és mal, vira cachorro de casa também!
Suicídio é uma proteção?
Se tu pulas ou se atiras morres!
Se esperares até o fim morrerá!
Como é um filme pela metade?
Que seja bom
Que seja ruim
O tempo é justo até o fim!
Covarde!
Deixe a fita rolar!
Que passem todas as cenas
Que passem como são e não corte pedaços
Ouvindo sua voz
Sua face triste ou alegre
Sorrindo e talvez chorando
Faz parte da trajetória do filme!


LI-TERATURAS

A bandeira da vida
Estendida na academia
Nacional de Portugal
Trono dos burgueses
Filhos da expressão de si mesmos
Não passam de nada
Nada além de literaturas
Discursos sem vozes
Que não criam conceitos
Li-teraturas! Meras literaturas! Brasileira!
Oh! Apaguem-me
Apareçam discursos nos textos
Excelência de questões nobres
Sugestões do urgente
Que muda muita gente
Renovação do cenário...
...obras razão, giz uma razão...
O conceito frustrado de sociedade
Os valores que penalizam o indivíduo
Como entrarei no assunto?
Nossas estantes estão vazias
Aqui que nem se fale em filosofia
Se nós não a achamos digna de reverência
Estacionados no que temos por herança
Graças a Deus pelos Homens
Estão patriotamente doentes como AJA-DJA
Que não é colunista de artigos cotidianos
É sociopiscofilosopoetacristão!


NASSÃO CANSSÃO

Oh! Como sinto!
Sinto o que não sinto
Sinto muito por ser assim:
Razão não sabe o que é dor
Na verdade, é porta aberta
Essa para o coração
E eu sinto? És tu!
Que meu povo não é um povo!
Minha pátria não é minha pátria
Meus irmãos não são mais meus irmãos
Aqui não se faz seres humanos
Cria-se monstros de laboratório!
Mistura de material genético
Odiados por outras tribos
Com ódio de ignorância
São os doadores da “porracaria”
Não fazemos homens grandes
Como falo em construir nação?
Com importadores, medíocres importadores...
A razão não sente dor:
Na verdade é a porta que importa!
Tudo vem de fora; luxo e lixo...
E o que vem de fora:
Não convém a quase tudo que vivemos por
dentro
Seremos sonolentos até os 600 anos?
O quê? Escrevendo páginas dessa história?
Tiradentes de Ouro Preto
Quando meus filhos estão perdendo os dentes?!
Onde estão os que amam de verdade?
Os guerreiros de palavras originais?
Armas que constroem nosso povo
Peregrinos que sejam propriamente seus...
Que usem sapatos importados
De couro de bezerro alemão
Antes sabendo que nossos pés
Valem mais do que toda indústria deles juntos!


ENGANANAÇÃO

O governo de Jeová!
Não precisamos do governo do povo
Povo não governa nem a si mesmo
Não tem domínio sobre o próprio corpo
Precisamos do povo
Que governa o governo!
Direito de voto a todos é a maior mentira!
Voto não vale nada
Nas mãos de quem não sabe que não vale nada!
Vale o quê?
Nas mãos de quem sabe que vale alguma
COISA?
Quê? Quem está no poder?
Quem delega o poder?
Como fazer o que quer com o poder delegado?
Governa-se sem poder?
Como existir quem não tem consciência?
Exige-se consciência sem seleção?
Quem sabe cobrar o que é consciência?
Irá eleger quem agirá consciente!
E esse povo se encontra entre o povão
A coruja noturna
É uma nação cega que não vê de dia
Quando não aprende ter razões
Guiada pelas vozes dos discursos
Quero o presidente de um povo
Não o presidente do povo
Todos buscando o bem comum
E não chegam ao comum?
Pois esperam de um!
Multiplicação por um não dá resultados
Um + quinhentos é = 501
A decisão da nação?
Como é decisão?
Nas mãos do divisor?
Que toma a decisão e divide o que é nosso?
Aonde chega minha XXXXXXXXXXXXX
O resto é censo com objetivo de mais
engananação.



PRINCÍPIO


“... e a terra era sem forma e vazia”
Havia caos, palavras na mente do poeta
Como uma multidão misturada de recortes de
jornais e revistas
O impulso de inspiração pairava sobre elas
O VENTO AS COLOCANDO EM ORDEM
E todo sistema se multiplicando e chegando ao
equilíbrio
Evoluindo em direção a aleatoriedade
Sopra o Pneuma sobre sua face
“Jeová não joga dados com o cosmos”
Não está abandonado em si mesmo
E as coisas continuam acontecendo...
O mal constrangedor que não é vontade de Deus
“A criação geme com dores de parto”
Ninguém está livre das catástrofes
Não existem razões para coisas sem razões
Todos estão debaixo de uma palavra de juízo
Maldita é a terra por nossa causa
Junto com os riscos das leis naturais
Não existe exceção à regra
Meu pecado colocou em desordem a ordem
Que continua na ordem de riscos
Tudo acontecerá amanhã?
A intervenção é uma benção
Ore pela harmonia
Foi assim que tu aprendeste?


SAUDADE DE AJA-DJA


Shallom, AJA-DJA?!
Faço está pergunta estando mal?
Como não ficar!
Saudade! Saudade! Saudade! Te amo, amigo AJA!
Conheci alguém:
Não é nada de especial
É uma matroninha linda!
Agradou meus olhos bizarros
E desagradou meu coração multifocal
Versada no ensino humanista
Quem sabe bons filósofos e poetas?
Oh, querido! Como a amarei?
Ela os ama mais do que a mim
Não demonstra transparência no amor!
Amor! Paixão! De homem e mulher...
Que tu podes me dizer?
São coisas que nos faz sofrer?
Têm sentido elas sem reflexões cuidadosas?
Ah! Confesso que já estou refletindo!
Mudando de assunto:
Um presidente novo, AJA...
Tu o conheces?
É o Lululalanada da certo?
A esperança dos desesperados!
Oh! Guerra não!
Já estoura nas ruas
Se se põe exército
Apenas confirma o que digo:
É a vida na sorte das armas!
Até breve AJA-DJA!


QUE É A VERDADE?


Minha causa
Causou sua morte
Condenaram o meu advogado
Que é a verdade?
Quem ousará me responder?
O que a perguntou não a via?
A própria a sua frente!
Como ela daria uma relativa?
Não era Pilatos o juiz?
Se estou com a verdade estampada
Diante dos meus olhos
E não consigo ver e entender esse fato
Faço minha interpretação e a condeno!
Depois faço outra vez a pergunta a outro:
Que é a verdade?
A verdade se defende?
Ela diz sou eu?!
Não é ela a prova própria?
Por ventura precisa se auto-afirmar?
Tu és o rei dos Judeus?
Era o que diziam ou era dele mesmo?
Por ventura sou eu judeu?
Que fizeste?
O meu reino não é daqui!
Logo tu és rei?
Tu dizes que eu sou rei!
Eu para isso nasci,
Ele disse que o Rei era rei
Para isso vim ao mundo
Testemunhar da verdade
Todo aquele que é da verdade
Ouve minha voz...
Por ouvir falar do reino
Como não perguntou:
Que é Rei?
O Rei não representa o reino?
Se existe rei, existe reino
Um rei está estabelecido
O Rei representa o reino e tudo que nele existe
Cristo fala:
Quem é da verdade ouve minha voz
Que é a verdade?
Como descobriu que ele era rei
Ouvindo esse falar do reino
E não soube que ele é a verdade
Testemunhando como representante dela?
O rei representa o reino
A verdade do testemunho de si mesma
Nunca responde:
Que é a verdade?
É o que É!


CRENTES

As ondas sobre o mar
Na velocidade da morte
Quando o sol resplandece
E fumega os desertos quentes
Eu escuto a voz dos ventos
Fazendo areia voar sem asas
Os pingos da água salgada
Molham minha pele morena bronzeada
Mameluco esbelto de olhos negros
Que brilham o amor maior
Que vêem uma rosa chocha na beira da praia
Estava entre os cabelos do meu amor
Deixou-a perder
De tanta dor por minha inflexibilidade
As palavras ásperas dos homens
Cortam os corações
sinceros das mulheres meigas
São poetas azedos, debochados, guiados pelos
impulsos...
Elas sofrem e expressam isso em lágrimas
No silêncio temos uma reflexão mentirosa
Lembro-me do velho amigo AJA-DJA!
Quase perdi aquela sensibilidade que me
ensinou ter
Que homem nunca magoou uma mulher?
Mesmo que seja sua mãe?
Aprendi essas coisas na meninice
Na hora do homem; faço ao contrário!!!
Caminhando devagar aos horizontes praianos
Ouvindo o som forte da maré
Destino cruzado do homem
Com ânsias entranhadas no ser
Machucam a fineza de Deus
Tornam-se ateus
Suas companheiras choram de crentes


JOGADOR DE XADREZ

Arranharam-me os olhos
Espelho d’alma humana
Raça de víboras loucas
Quem diz assim:
É! O mundo precisa de algo novo!
Esse tal fique no meio do círculo!
Pegue uma cruz
Suba no lugar da caveira
E crucifique a si mesmo!
Crueldade existencial?
Ferida chaguenta imoral!
O que faz o planeta insuportável?
O que tu fizestes?
O que tu fez?
O que tu farás?
Não é isso um jogo de xadrez?
Jogando entre si mesmos
Pensando por si mesmos
Não existe o JOGADOR! Como?
Além do bem e do mal?...
Quem dará o xeque-mate?
Como será a vitória do jogo que não tem
vencedor?
A única diferença não é a cor do tabuleiro?
Não são iguais para o mesmo fim?
Quem matou o JOGADOR? O jogo?
Não está morto o jogo que não tem JOGADOR?
Quem terminará a partida?
O jogo jogará por si mesmo?
De um lado morreu! De outro mataram!
Condenado o jogo está a desolação
insignificante!
O que diziam que vivia; dizem que o mataram!
Jogue agora sozinha, pedra de xadrez!
Homem ateu insensato!
Seu sentido já não existe; se não existe
JOGADOR.



CIDADE DA PAZ

Dores de parto
Angústias infinitas
Desespero causticante
Às vezes leio o jornal
1ª guerra mundial
2ª...
3ª...
Guerra do Vietnã
... Malvinas
...do golfo
...fria
...civis
...do Iraque
...nistão
Terra descontrolada
... violenta
...que não tem Deus
...desolada
...que nasce os Osamas
... os vermes Husens
As víboras Bushs
E temos que tolerar?
Onde está a canção de paz?
Guerra!
Como ver a Paz verdadeira de Israel?
Aos pés daquela cruz!
Shallon Jerusalém.



QUEM É?


Quem é o homem?
A questão é Deus existe?
Ou a essência do homem é ele mesmo?
Se não tem Auto-existente
Não importa como surgimos!
Então porque buscas explicação?
Homem é homem, stop!
Explica-se mente e comportamento
E a causa primária?
Veio de Deus.
Antropologia que nega seja negada
Criatura depende do criador
Independência relativa de pessoa!
Dependente de Deus...
Idealistas dos círculos platonistas
Budistas, hinduístas e mais não passam de
massa kg
Lançam toda pena sobre o corpo
“Corpo é mal e espírito é bom”
De outro, são produto da natureza
Longe de escolha ou liberdade
Vivendo as regras do ambiente
As obedecem e se tornam produtos do meio...
Isso é para eles!
De matéria sem valor!
Sou um fim em mim
Sou criado de Deus
Oh! Meu corpo é bom!
“Tudo que Deus fez viu que era bom”.
Eu, muito bom!
Ruim é o pecado que habita em mim!
O oculto das trevas de nossos corações
O Poder construtor
Reconstrói o edifício caído.


LIBERDADE RELATIVA NA PRISÃO

Ele batia a caneta na mesa e dizia:
Deus não é objeto de estudo!
Faz-se conhecido através dele na bíblia
Levando-nos ao conhecimento
Das coisas que faz por si mesmo
Assim nos é revelado que
Seus pensamentos estão acima dos nossos
pensamentos
E os compreendemos no dom gratuito da fé
O Ser auto-existente
...princípio da sensibilidade!
Princípio “universal” da vida
Como então tu ainda duvidas?
Refugiando-se no pecado do coração
“Meu espírito, isto é, eu mesmo
enquanto sou apenas uma coisa que pensa”
Oposição do corpo ao espírito
Duas naturezas arraigadas em mim
Tudo que o Forte quer
Na fraqueza do fraco o faz,
testemunha nossa liberdade
Relativa, isto é, dependência por ser criatura
Na fraqueza do corpo
Vem se aperfeiçoando o poder do Forte
Enfim, não fugirá o leão
Mesmo que seja o rei da selva
Nela está sua fonte de sustentação
O aspecto religioso
Sensus Divino de nossa existência
É a razão do pensamento
Expressão de reflexão d’alma de dentro
Se manifestando fora em artes e religião
O que tem do Pessoal
A imagem do que não viu
E semelhança ofuscada de Deus.


O CARPINTEIRO

Exposto ao desprezo
Ao ar arrogante humano
Escárnio e zombaria
Provando a dor do desgosto
No humano soube suportar
Não manifestando a ira
Consumidora do Divino
De que serve um deus?
Como o deus das religiões pagãs?
Não provaram morte
Por mãos de assassinos
Traição de amigos
Nem foram cuspidos e esbofeteados na cara
Vendidos como escravos
Condenados injustamente
Vexados na cara
Não sabem o que é humilhação
Como compreenderão o que sinto?
Quero o que passou por isso!
Só ele entende minha causa de petição
O que é ser homem!
Deus Jeová encarnado em Carpinteiro
Quando li Jeová apenas
Não o quis como Deus
Quando em Cristo, não se mostrou covarde
Não que o fosse!
Encarnou-se no Deus de justiça e amor
Agora entendo:
Que quando fazia justiça
Estava exercendo sua essência,
Que é amor.


MADEIRO CRUZADO

Ocultaram-se ao ver.
Proferem-se mentiras.
Às vezes, com o cartão de crédito da verdade
Cresceu-se tanto
Essa atitude se tornou comum!
O mel é doce
O açúcar também é!
Produz também resultados quase iguais
Mas não é mel!
Mexer com mel, às vezes, é problema com as
abelhas
As ferroadas doem!
Se o que se é, não for,
O que não é, o será!
Ascendência do falso
Quando some o verdadeiro
Depois qual a razão de mudar!
Não está bom, se está aceito?
Para que mudar o que todos aceitam?
Mas não é errado?
Não estão preocupados se é ou não é,
Contanto que não é drástico...
Oh, está claro, toscos obstinados.
É um estilo de vida ouvir e cultivar mentiras?
Qual o conforto deste pecado?
Mesmo contradizendo sua natureza!
Como não existe paz em sua consciência?
Qual é o remédio?
Veja o madeiro cruzado!
Sangue escorrendo pelo chão
Carne de homem rasgada
Depois pergunte:
Por que tu fizeste isso?


EM MEMÓRIA DE LEONARD

Alucinado com coca
Nos túmulos do Mocão
Via-se; não via
Vendia-se e vendia
Na condenação de desviado
A morte o buscava
Quando essa chegava
Ele saía correndo pelas ruas
Cheirava muito onde passava
Não dos perfumes
Das lojas dos franceses.
Boliviana!
Lá estava Leonard zangado
Se enchendo de medo
Alucinado nas trevas
Contemplava enlouquecido
Será que era real?
Anestesiado passava pela porta
Lá na frente estava a porta
Conversava com amigo
Que não estava presente
Que doidura louca!
Como ouvia quem estava ao lado?
Que sorte de gente,
É ser testemunha crente
Fica gravado na memória
Leonard do morro de Jesus.


ORIGENS

Ô show vergonhoso!
Se existe narração honesta
Que retrata a figura humana
Não está nas obras clássicas
Nem nas artes dos povos
Qual é o livro?
Supremo livro dos livros!
Por um lado; começa dizendo:
Imagem e semelhança de Deus
Passam as páginas
O homem é assassino
Vira outras é mentiroso
É um beberrão
Incesto na realidade
Espada, sangue e guerra
Ganância e possessão
Busca de poder
Avareza de coração
Falsidade e soberba
Bissexualidade, homossexualismo...
Hipócritas, religiosos idólatras
Afastados de Deus
E ainda como Deus o quer
Com isso, que esse se arrependa!
Voltando as suas origens...


INSPIRAÇÃO

E eu queria que fosse
Que me encontrasse como quero
Na imensidão do azul
Que encoberta minha alma
No seio dos meus anseios
Vejo esse rutilar fluindo
Na inspiração dos meus versos
Quando a razão já não dita regras
Nesse universo sentimental
Lei transcendental do amor
Onde não consigo me explicar
Se for o que sou,
Como posso agir assim?
Minhas qualidades são de guerreiro
Corajoso, austero e paciente...
De repente! Surpresa!
O coração fraco é algo infinito...
Quando cruzamos olhares
Nossa concentração vai embora
Somos dominados por essa lei desconhecida
Impregnadas em nós pelo criador do cosmos
Porventura questionarei?
Não é melhor que eu a cumpra?
Amar como amar a mim mesmo?
Assim posso gastar minhas palavras dizendo:
Eu te amo! Amo-te! Amo-te, meu amor!


GIROU

Meu mundo
Mundo meu confuso
Quem o vê?
Quem o compreende?
Gira, gira, girou...
Havia trevas
Não tinha forma nem cor
Desordem, e mamãe não entende
Quando o peixinho irritado
Cansado da água
Dizia:
Querida! Quero ir para o seco!
Mundo meu, meu mundo!
Universo anestesiado de dor
Se vivermos longe do criador
Preso ao desejo maligno
De não mais ficar dentro d’água
O que é um perigo condenatório
Que do interior se manifesta
Nas ações do exterior
As catástrofes do vazio de Jesus Cristo
Desgastadas vozes internas cansadas de sufoco
A falta de oxigênio na água
Que é seu mundo
Que questiona! Quem me fez?
Por que esse estresse?
Tu não lestes gêneses na bíblia?
Ou continuará o preconceito?




AJADJA BRASIL, OBRA COMPLETA

JOEL ALMEIDA

POEMAS
Ajadja Brasil
2ª edição

Proibida a reprodução, total ou parcial, desta publicação, seja por qual for o
meio, eletrônico ou mecânico, sem a permissão expressa do autor da obra.

Revisão Prof. Wendell Lessa
Capa
Gilberto Black
Projeto gráfico e diagramação
Eduardo Fernandes
___________________________________________________________
ALMEIDA, Joel. 1976-
Poemas Ajadja Brasil
/ Joel Almeida. - Montes Claros/MG: 2002. (1ª edição -)
/ Joel Almeida. - Londrina/PR: 2005. (2ª edição)
1. Poesia Contemporânea.
___________________________________________________________


Olá!? Sociedade dos poetas vivos, vamos estocar nos
Museus brasileiros os ossos dos velhos dinossauros que
Existiram por aqui, são relíquias preciosas, vamos agora
Preservar pequenos animais, estão correndo risco de extinção,
Esqueçamos a partir de agora os velhos dinos e apreciemos
Os pequenos vivos. (Joel Almeida)




POETA DO MORRO


O poeta olhava do morro
Lá embaixo,
Bem em baixo!
Sentado em seu lugar
Se de balanço, ou não...
Oh! Não sei!
Vermezinho brigando
Se matando
Devorando uns aos outros...
Escrevendo no chão,
Algo em putrefação...
Só ele vê!
Abre nossos olhos
Cegos orgulhosos
Duvidas do que crês
Amor enlatado
Preconceitos sem medida
Mágoas em mim
Não pedem perdão!
Nem todos subirão lá
No monte do poeta
Pernas se cansam
Do cume tudo fica claro
Fácil de entender
Confusão de baixo
O doce Dom do amor
A noite está chegando
Muitos dormirão com ela
Brigando pela posse
Tuberculose e tosse
Ossos permanecerão
O poeta do morro!
É! Eu! Sou!
Não sou do eu!
Eu sou! Do Eu Sou!



NUVENS


Nuvens...
Brancas, negras
Passando depressa
Nuvens nos céus
Brancas, negras
Olho sem binóculos
As maravilhas de Deus...
Passam nuvens brancas
Passam nuvens negras
Aparecem nuvens brancas
Somem nuvens negras
O céu brilha azul
A chuva já vem
O sol caloroso
Pingos cristalinos
Caem no chão,
Das nuvens, das brancas, das negras
Nuvens...
Brancas, negras
Trovões, relâmpagos
Tempestades, brisas
Alegria dos homens da terra.


MERCADO


Olá?!!
Tem sentido?
Bola quadrada?
É redonda!
Campo é.
Ser filósofo?
E ser certo!
Poetas de mercado?
Desvalorizando poema atualizado?
Morto enterrado?



PODEROSO


Amor,
Sorvete de vários sabores
Fogo ardente
Amor,
Preciosa semente
Cresçam seus frutos
No seio das árvores
Amor,
Belo verso
Linda canção
No coração
Tua grande mansão
Alugada pela paixão
Casada com Dona Emoção
Amor,
Amigo bom! Bombom!
Amor por inteiro
Todos por um
Para ser,
Supremo amor
Sem crises
Sem maldade
100% amor
No teu trono
Poderoso, majestoso, glorioso!
Quero-te!
Flecha que cura
Derramando sangue
Para sarar
Do venenoso ódio



MALA PRETA


Toc! Toc! Toc!
Vestido de preto
Mala nas mãos
Caminhando no silêncio
Olhos espertos
Dentro, apertado, amargurado
Maquinam pensamentos
Entrou no edifício
Cantando música infantil
Abriu sua mala
Ferramenta nas mãos
Relógio brilhando no pulso
Preocupado com tempo
Ninguém o viu ali!?!
Arrumando fios...
Saiu rapidamente do prédio
Tic-tac tic-tac...
Tic-tac tic-tac...
Anunciava o despertador na parede
Correria da vida de eletricista
The end!


AMOR


É belo
Quando é verdadeiro
Quando é sincero
É eterno
Como eu quero



VENTO


O vento vem carregando
Levando embora
Plantando a semente
Agitando todas gentes
Soprando folhas secas
Arrancando árvores
Vento fresco
Vento de fogo
Vento forte
Vento manso
Ninguém o vê
“Todos” o sentem
Sopra o vento
Vento dos poemas de amor
Trem da passageira dor
Vento da paz
Refrigera alma
Sepulta trauma
Vento da esperança
Faz do velho criança
Vento veemente
Vento que fala
Vento que cala
Vento que sente
Vento que se entristece
Vento que ciuma
Vento que aquece
Vento que mata
Vento que não é vento



PROSTITUTA INTERNACIONAL


Porção que foi embora
Resta-nos a pobreza
Misérias de um povo
Lutadores, amedrontados por nada,
Conquistas dessa gente
Escravos, independentes
Com jeito atraente...
“Sangue de todo mundo”
Nada mais é nosso!!!
Herança de índios mortos
Vendidos
Nenhum lugar, nenhuma esperança...
As mãos do Divino
Traçam linhas de amor
No seu seio, confiança!!!
Liberdade sem vida
Campos desérticos sem flores
Só pode ser ...
...amada que não é mais minha!!!
Oh! Salve! Salve Deus! Jesus!?!
Cruzeiro que não resplandece
Sapos mortos nos bosques
Os raios fúlgidos castigam nordestinos
Perdemos com braços fortes
No peito de muitos desesperos e horrores
Angústias opressoras, menos amores
Desafios da morte,
Amanhã cantará o grilo
Joãozinho de barro,
Vestirá camisa amarela
Tudo que resta,
Perguntarão esse!
Amas tu?! Tua amada!?
Não! Não! Não!
De jeito nenhum!
Amava-a muito!
Quando era só minha!...
Hoje não!
Tornou-se prostituta internacional
Mesmo assim?!
Um gritoooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Brasillllsillllsillllsillll!???!
Independência ou vida!
Morte apenas quando as cabeças
Invejarem o branco algodão.



FRASCO


Li ontem,
Poema contemporâneo
Poema contemporâneo
Se era poema
Achei na rua,
Lata de óleo
De cozinha
Curioso!
Sem fundo
Sem tampa
Olhei para dentro
Não sou louco!
Apenas não vi nada!
Estava vazio,
Oh! Tumbém-tumbém!
Num tinha razão
Pra estar cheio!!!
Usaram a substância,
Não valorizam,
O frasco que sobra,
Serve pra enfeitar,
Decoração de estantes



SAMBA DO ABISMO


Som do além
Vozes do abismo
Gritos aterrorizantes
Almas chorando
Socorro! Socorro!
Alguém me salve!
Angústia seca
Ferroadas de abelhas
Dor que não cessa
Expressa medo
Não consigo compreender
Chamam por Jesus
De repente!!!
Abro meus olhos
Pulei da cama assustado
Silêncio total
Barulho de muriçoca
Puxa! Puxa!
Que pesadelo, heim!?!


PEIXE


Pescarei um peixe
Arrancarei seus olhos
Colocarei na minha biblioteca
Recheada de velhos livros
Coleção de poemas,
Dos séculos atrás.
Leia! Leia! Leia!
Meus olhos cansaram
Quero óculos de grau
Pra ver melhor
Uma nova visão



CUPIM


Ei gatinha de sala
Fessorinha de literatura
Achei um verso
Perguntei na escola
Conhece?!! Conhece?!!
Uma de batom
Lábios de anjo
Este é...
Oh! Que memória?!!
Inesquecível! Inesquecível!
Deve ser cupim
Comeu pedaço da folha,
Papel que estava escrito
Oh! Oh! Não!
Boba! Não sou bobo!
Xerox! Xerox! Xerox!
Guardo a velha comida?
Espalho as cópias novas?
Todos podem ler,
Quando perguntarem,
Onde está a original?
Que aperfeiçoou essa aqui?!?
Oh, na estante!
Para não ser devorada
Pelos cupins,
Adoram coisas velhas,
As novas irritam esses bichinhos
Roedores de mofo!!!



ESTÁTUAS


Oxalá!
Joel Almeida,
Dos tempos Bilac
Álvares Azevedo das Florestas
Oliveira verde do monte
Anjos do Eu,
Sentado no Carvalho
Apanhando de Correia
Daquela família dos poderosos Andrad’s
Que fumam cigarros da Souza Cruz
Na chapada dos Guimarães (Guimaraens)
Chupando uma doce Lima
Observando uma Aranha
Caminhando na Bandeira do Brasil
Sobre o cabo do Machado que a levanta,
Nos dias lindos,
Teria uma estátua numa praça!


JARDIM DA GRAÇA


Vergel mutatório
Multiforme graça
Embranquece laivo
Aquebranta bravio
Abasta patuléia
Liberta energúmeno
Convence céptico
Endireita torto
Calorífico divino
Balsâmico bondoso
Sinfonia eterna
Apazigua guerra




SER


Ser alguém
É ser alguém
Que é alguém
Mesmo não lembrado
Como alguém
Ser alguém.
É ser,
Ainda que seja difícil
Ser alguém!
Alguém que ama
Alguém diferente
Alguém que odeia
Que despreza Jesus
Alguém diferente
Abandone seu alguém
E seja alguém
Que viva para fazer alguém
Alguém para alguém
Mude a pobreza de alguém
Abrace alguém,
Mesmo sendo alguém
Alguém fará,
Alguém nada
Outro ferirá
Um curará
Alguém será lembrado
Alguém nesta terra esquecido
Alguém amará o bem,
Alguém amará o mal
Um será visto
“Alguém” reinará
Sobre todos os alguéns



RAPOZINHAS


Rapozinhas sorridentes
Andando pelo centro
Mortas de fome
Loucas de almeijos
Olhares ansiosos
Lembram vazio
Lugar de dentro
Pequenas maltratadas
Fracas nas florestas
Fugas pras cidades
Insatisfação de amor
Gostam dele,
Não do nome!
Espancadas pelos fortes
Animais desconjuntados
Envolvidos entres elas
Buscando alimentos
Grande sede de ter,
Plantada por Deus
Rapozinhas precisam de carinho
Sentem frio no inverno
Correm pelos campos
Brincando de esconde-esconde
Retardadas de orgulho
Ambiciosas apreciadas
Por dentes charmosos de tigres
Vaidosas de cores belas
Brilho de ser rapozinhas



BELDADES


Pizza na mesa
Piscina cristalina
Frango chester
Água de coco
Som máximo
Mercedes Benz
Dólares no bolso
Linda beldade
Colares de ouro
Roupas finas
Educação no falar
Fervor no amar
Milhas do supremo
A torre desabará
Quem não morrerá?



IMENSA


Não avisou
Chegou e entrou
Tudo parou
Apagou luz da alegria
Triste dor da alma
Na solidão tudo acaba
Só aquela cruz
Paz com Chope de euforia
O além é que me faz sorrir,
Ou serei também miserável?!!



VERSO SUBLIME


Essência poética
Primeiro poema
Pai de todos
Belo sublime
Eterno sensível
Sonho de ser,
Homem porta
Último suspiro
História para contar
Grito da folha
Virgem branca
Linhas do adeus
Flores que não sinto
Perfume que não exala
Voz que não fala
Rosto sem lágrimas
Homem que parte,
Um princípio, um fim
Ergueu uma estátua
Poema de amor
Derradeiro que não veio
Pegou o ônibus
Estrada sem parada
Onde verá o poema
Que não pode expressar nos versos



BARBEIRO


Zum zum! Zum! Zum!
Tu! Tu! Tu! Tu!
Pamp! Pamp! Pamp!
Zum! Pamp pamp!
Oh! Oh! Ai! Ai!
Paaaaa! Plá! Plá!
Blag! Bling! Ta!
Fui...
14



POEMA AZEDO


Quis ver,
Força se inclinando
Desejando liberdade
Escolheu o que não sabia
Dividindo no meio
Querendo bem,
Preso no descoberto
Se já foi bom,
Nunca provou pra ninguém
Explode edifícios
Chacina nas esquinas
Estupra irmãs
Magoa pátria amada
Fere os amigos
Tolo insensato
Conhece soberba
Bebe veneno
Goza liberdade
Dentro de sua prisão
Não acredita
Odeia ser servo
Cogita domínio
Gosto de maior
Estrangula verdades
Engole mentiras
Cria maravilhas
Esbanja horrores
Cura uma ferida
Mata mil curados
Oh! Se entendermos!
É confuso consigo
Corre atrás de vento
Busca água em Marte
Polui sua água
Vida em outros planetas
Devasta sua vida
Ciência para salvar
Não se importa com...
Pra que pesquisá-lo?
Seus ossos estão podres como ele?
Sou do sangue dele,
Cruzarei os braços
Assistirei seu “the end”!



PAZ


Carta do baralho
Exposta na mesa
Onde estás, Curinga?
Nas mãos do campeão?
Giram os astros
Correm os rios
Cantam os pássaros
Neste sistema
Como todo
Ele controla
Energia é incomunicável
Desliga-os da razão
Carrega-os ao abismo de si mesmos,
Vazios do ser
Ondas descontroladas
Menores “do” que eu
Não pensa supero-a,
O supremo se move
Racional imagem do homem
Cria formas,
Controla com palavras
Não manipula com botões
Tu estás perdido!?.
Nas mãos da perdição
Derrotada na batalha sangrenta
Tu és carta, Curinga?
Forte nas mãos certas
Embaralhado entre outros
Vira lata vagabundo!
De lixeiras do conhecimento
Foge da maior das idéias
Sem essência,
Nada existirá
Minha essência racional
Semelhante a mim
Um ramo da videira verdadeira
Seu pensamento não me explica,
Ramo cortado na terra!!!
O infinito me faz acreditar,
No alfa e ômega.
—— PAZ ——



EU SOU


Sentir por um?
Que não é um
Ignorância de amor
Razão da mente...
... não adianta!!!
... sempre existirão!!!
Quem mudará?
Homem que escreve um poema
Terá um poema para dizer
Aquele que pensa...
Não vale a pena!
Morre com um poema!!!
Existirão... de rua.
Pobres mendigos famintos
Talvez pra...
Se o coração resolver
Novo sorriso aparecer
Loura menina sarnenta,
Belo garoto!
Um homem! Uma mulher!
Seu... amará
Uma música será cantada
Brotará novas pinturas
Loucura que vejo!
Salvadores de coroa,
Matadores de príncipes.
Lobo que só pensa,
Cego iludido
Pensa amar!
Que não precisa amar
... razão é tudo
... ser um pensamento
Enche bola de orgulho
Moradora do cérebro
Castelo de ouro,
Pede esmolas,
No lado esquerdo do peito
Na explosão do sentimento
Na descoberta científica
Descoberta de um princípio
Na emoção da criação
Desejo que se apaixona
No ai! da ferida!
No ódio que tem do Santo-Homem
Nas lágrimas do chorar
Que nunca quer perder o eu
Eu pensei
Eu inventei
Eu escrevi
Eu te dou meu amor
Não dou o eu
Eu sou ateu
Eu faço
Eu não posso
Egoísta!!!
Eu Sou!!!
Mais ninguém!...



EXCELENTE


Levam os dias
Estes versos
Cheiro das rosas
Perfume do corpo
Fogo que queima alma
Nenhum romântico
Esgota o amor
Fervente vigor
Verso de poeta
Cor de pintor
Carta de escritor
Canto de Deus
Solução do humano



EXPERTOS

Casa velha
Pastos secos
Chuva fresca
Lobo cego
Pouco dinheiro
Ladrão assassino
Homem sempertino
Bode ganancioso
Mata ovelha
Rebelde fingido
Coração perdido
Devastador cruel
Charlatão esperto
Barriga devoradora
Ferrugem roedora


FILIPENSES



Não dá!
Pensei
Não dá
Pra ir!
Onde?
Lá!!!
Pra que?
Não sabe?
Não disse?
Sim!
Dá sim!
Filipenses!
Oh! 4, 13
Sim! Sim!
Dá! Dá!
Então faça!?!
Cê vai morrer
Ele quer sarvá ocê
Dá vida nois
Morreu na cruiz
Só aceitar a verdade
Ocê pensa que é bão
Diplominha na mão
Melhori do que eu
Nasci na roça
Aqui tem alegria
Como paçocão
Tem “Gesses” no coração
Ocê não!!!



VERBO


Verbo que não morre
Cria ação
Estava no princípio
Arde na declaração
Rima nos poemas
Tipo! Baby!!!
Minha luz
Salvador da cruz
Amado Jesus
Quebra o gelo
Tuas linhas virgens
Frases soltas sem sentido
Precisam deste verbo vivo



GREEN PEACE


Fogo no verde
Flamingo assado
Churrasco de veado
Animal preservado
Vida em extinção
No ventre da mãe
Lágrimas da Ásia
Abortos do Brasil
Agonia da fome
Enxadrezados amanhã
Caçadores das florestas
Soltarão nas ruas
Assassino de ontem
Deus!
Deram olhos, luz...
Trevas cegaram
Falou dona grana!
Não matem meus filhos
Que morra!
Todos moventes das matas?
Onça pardo macaco
Abaixo seus bebes
Latino-americanos esfrangalhados
Dólares queimados!
Cartazes ecológicos
Corpos metralhados das guerras
Florestas no chão
Adeus respiração
Preservação sem irmãos
Gestos sem ação
Sorriso expressa
Alegria dos inocentes
Bichos de toda espécie
Que vivam!
Vida homem!!!
Vida natureza!
Sou desta existência!
Preservação geral.


FARAÓS


O que passou
Vento soprou
Fazendo poeira
Enterrando o Machado velho
Enferrujou no chão
Não corta nada!
Era brilhante,
Como os olhos de Pessoa
Que não serve
Nos tempos voantes
Os costumes, mentes, gentes...
Já não comem do fruto
Da amoreira...
Nas festas, nas escolas,
Vovôs levantam Bandeira
Nos dias antigos
De Carlos Augusto Quintana
Lobisomens existiram
Hoje!
Existem homens-lobos
Já foram!
Moças lindas não abraçam velhos
Não aquecem!
Gostam de garotões como eu?!!
Pulsação forte
Enche corações
De poemas de amor



NOIVA

Venha elegante
Menina exuberante
Cheiro de rosas perfumadas
Exalando amor
Tu és do teu amado
Teus olhos de chamas de fogo
Borboletas amarelas
Cobertas de diamantes
Princesinha orgulhosa
Inglesinhas Euro-americanas
Caminhem sobre pedras
Teus pés feridos
Tuas lágrimas na terra
Ferroados por escorpiões
Mel em teus beijos
Desconcertada virgem!
Arrume teus cabelos
Olhe no espelho
Acenda tua luz
Donzela imprudente
Amas teu querido!?
Fogosinha adúltera
Amiguinha do mundo
Te lançarei no inferno
Meu casamento será com outra...
O demônio, teu marido!
Burguesinha poderosinha exaltadinha!
Desfila no carnaval
Nas boates da society
Com jóias preciosas
Enfeites exteriores,
Interiormente devassa
Na voz me ama
No coração distante...
Minha pobrezinha
Que amo de verdade
Tocha acesa de amor
Canta pra meus ouvidos
Oferece-me o calor de teus braços
Minha paixão eterna
Santa pura meiga bela!
Aliança de noiva
Sou homem fiel
Me entreguei por amor
Pela menininha dos meus olhos
Sinceridade de Deus
Juras de amor Divino



PASSO


Passo a passo
Chego perto
Passo a passo
Descubro tudo
Passo a passo
Novas poesias
Passo a passo
Uma bela canção
Passo a passo
Morrem poetas
Passo a passo
O amor delicioso
Passo a passo
Mais de Deus
Passo a passo
Estou passando
Passo a passo
Passam grandes poetas
Passo a passo
Vou me apaixonando
Passo a passo
Teus olhos brilhando
Passo a passo
Estará me amando
Passo a passo
O homem morrendo
Passo a passo
Decida tua eternidade
Passo a passo
É que chegamos em Deus



INCRÍVEL HULK


Verde amarelo
Desenho de criança
Fortes e fracas
Carlinhos neurótico
Trancado em si
Não se desenvolve
Na sala de aula
Fechado numa jaula
De mente desnutrida
Esperando merenda
Macarrão que não chega
Sonho de chegar...
Qual será o lugar?!
Herói desfigurado
Verdinho filmado
Rosto magro vergonhoso
Olhando fessôra amorosa
Com apenas giz na mão
Escreve no quadro negro
HULK!?!
Presente! Presente!
Não Hulk!
Quero que responda!
Quê fessôra?!
Quanto é 2 + 2, Hulk?
“Dexa” eu “contá” no dedo!
Quatro! Quatro!
Oh! Muito bem! Muito bem!
Incrível Hulk! Incrível Hulk!



REBELDE


Relógio rebelde
Mofador de horas
Eternidade parada
Homem corredor
Passam segundos
Com eles os passos
Abrem covas
Engolem cadáveres
Abismos mortais
Lugares atormentados
Lago de fogo
Fortunas das almas
Inimigos da verdade absoluta
Insensíveis ao eterno
Supremo majestoso
Caminham os ponteiros
Tudo está parado!
No vale da decisão
Como ferro enterrado
Corroendo no tempo
Agarre as mãos rasgadas
Esperança que sofreu
Tudo está aqui!!!
Que leva ao acreditar



PEQUIZEIRO


Subia a lesma
Almejando o cume
O mais alto galho
Infeliz! Infeliz lesma!
Muito lenta! Devagar!
Antes da metade
Moto-serra zuniu!!!
Pedaços serrados no chão!!!
Ela não chegou ao destino



LÓSOFO


Sozinhos no ar
Filosofias girantes
Razões concebidas
Ilustrações fingidas
Guias de guias cegos
Vê as coisas...
Tudo que for visível?
Só não vêem!
O brilho da luz da verdade
Com óculos de grau
Resplandece a justiça
Da alma, ame-a!
Luz do mundo
Estrela da manhã
O sábio!
Não ignora!
Os macacos rastejarão toda a vida!
Como pode!?!
Consigo pensar em tudo
Eles não sairão de mim nem eu...
Como borboletas
Voando na iluminação
Trazem uma revelação
Deus vive!



PRECIOSA


Senti teu cheiro
Perfume nas narinas
Segurando-a nas mãos
Beijando-a com meus lábios
Preciosidade de beleza
Toque carinhoso
Amei-a desde meu jardim
Quando a vi
Não resisti nos olhos
Tocá-la seria bom
Possuí-la nas mãos
Oh! Como pude!
Homem egoísta
Assassino da vida
Destruidor da essência
Amo apenas comigo!
Não amo a distância
Não sinto o perfume
Da flor do jardim
Então! Diga-me!
Tu és mais real lá!?!?!?
Onde todos verão
Tocarão, desejarão, apreciarão...
E nunca possuirão?
Enlouquecendo o dia
Colorindo o mundo
Enfeitando a casa
Visitando os corações românticos



DA MORTE


Poeta é poeta
Vê no sono
Sonha acordado
Escreve nas rochas
Nas tábuas secas
Torna-se emprestado
Nos castelos dos burgueses
Eu disse!!!
Não sou poeta burguês!
Muitos foram
Antes de mim.
Nem de pobre
Como por aí!!!
Minha linhagem é fina!
Minha poesia
Ama boa poesia
Detesta velha vazia
Cospe vaca nova que não dá cria!!!
Amo poesia!
Não o poeta!!!
Só o da vida!
Não estes loucos da morte!
Chamam as cordas de burras
Poetas que vêem muito
E fogem da verdade
Não interpretam o Absoluto!
Cravam uma faca no peito!
Descem a sepultura
E não deixam esperança
Não quero saber de morte!
Meu ideal é = Vida!




SENTE


Um homem diz
Morreu a poesia
Os poetas vivem
A poesia vazia
Lêem pra surdos
Romance sem amor
No fundo do mar
Procuram ouro do passado
Nas profundezas enterrado
Quando vivia a poesia
Rainha das noites e dias
Poeta não existia
Morreu a poesia
O poeta existe
Agora brilha!
Os fatos estão mortos!
Nasceram tarde
Quem morreu vive!
Tragédia cultural
Ninguém lamentou
Amanhã existirá
Poesias mortas
Lente torta
Faculdade capital
Doença intelectual
Mata atual
Insensibilidade animal
Chaga mortal
Veneno fatal
Inteligência real
Fogo imoral
Pimenta com sal
Chocolate sem cacau
Rima com mingau
Mais gostoso
Que estudar fel
Amarga a boca
Confunde a mente
Está gente
Mistura de sangues
Herança deste povo
Brasileiro!!!
Quem tirará?
É nosso!!!
Amor salada de frutas




FUGIR


Não amas
Como odeias
És tu linda?!
És importante!
Que???
Bela existência
Com tua beleza
Teu resplendor
Teu respirar
Teu falar
O brilho dos teus olhos
Tua presença elegante
Feche tua janela
Vento sopra dentro dela
No alto andar
Abra a porta
Está de dentro
Ouça tua voz
Subirá ao céu
Encherá tua alma
Prazer de viver
Covardia!
Veneno suicida
Da alma sedenta
Carga oprimida
Desejando ser consumida
Pra outra partir
Levando tatuagens
Chicotadas da vida
Queira meu bem!
O doce “Ser”



TUDO


Pensando,
Voltando no pensar
Pensando não pensar
Quando parei de pensar
Lá estava pensando
No sono não desejei
Pensando no que pensei no sonhar
Pensando nos sonhos da alma
Me vi voltando
Na vida da alma
Ao princípio do alfa
Buscando um abrigo
Rodando em um mundo todo luzente
Envolvia meu corpo
No universo infinito
Deus estava assentado no clarão
Milhões de olhos de fogo
Quatro rodas com asas
Não vi Michellângelo
Nem Aleijadinho
Vi um exército como neve
Ninguém voltará aqui!!!
Os corpos espirituais entraram em Deus
Jesus sorriu quando me viu
Esse totalmente resplandecente
O pensar finito!
Infinito lá!
Como sonho
Lembrará do mal
Ele brotará lá
Colherá tudo no julgamento final
Não compreendi esse infinito
Tudo que fiz
Pulei dentro como parte
Um salto de fé
Navegando na maré
Meus pensamentos
Na luz ficaram cegos
Os d’Ele cheios do saber
Os homens não sabem
Estão só no “entre”
Não explicam
Mentira tem até um pai!
O sábio não vê!
Uma neve cobre sua mente
O invisível
Não vês e vês!
No muro da decisão
Morte e vida
Provar ou não...
Querer ou não...
Ah bem!
Tudo baseado na escolha
Lugar de decisão
Querer ou não...
Luz em mar de luz
Nossa luz não é luz
É luz da luz
Simples acham Deus
Oh! Sim! Claro!
O espírito sedento!!!
Nos questionamentos da razão?//
Mais uma pergunta?
Coração enganoso!
No ódio amor!
Paixão remorso!
Espírito invisível
Deus espírito
Espírito recebe espírito
Vida é espírito eterno
Vida gera vida
Que morre sem fonte
Perdemos os olhos no jardim
Na terra seca
Necessitando de água
Regada pelo Espírito Santo
No sentimento e razão
Visível e invisível
Uma razão chave
Abre a porta sentimento
O trono do criador
Tudo que existe
Os homens, enfeite da glória



POETA DE ONTEM


Oh!?.
Expressa que não sentes
Injustiça que não choras
Selos pintados de cores
Palavras em cofres
Ações que não mudam
Quase conseguimos
Tudo que não conseguimos
Ainda olho de fora
Um pouco de dentro
Nem tudo é pra compreensão
Ou pra confusão
Nada é novo
Era antes de mim
Será após meu fim
Li ontem um poeta
Céptico doente
Sua voz voava no papel
Suas palavras falavam
Com pouca segurança
Incertezas nas incertezas
Possuía tua beleza
Pouco cheia, quase vazia
Tua alma enlouquecida
Bebeu o veneno do esoterismo



AGONIZANTE


Pisei no chão
Lugar xadrez
Estava sujo
Cheirava mal
Urina de cachorro
Oh! Oh! Tonto!
Paredes desmoronando
Gritos sufocantes
Deus!
Tira-me daqui!
Ratos correndo
Baratas nos banheiros
Jornais rasgados espalhados
Lugar abandonado
Manchas de sangue
Medo que assombra
Casa abandonada
Onde ninguém sobrevive
Bem perto
De minha morada de paz.



MARAVILHA


Lança-me,
Não com teu laço
Ensina-me,
Não os teus golpes
Mulher maravilha
Recheada de amor
Minha heroína querida!
Não está prima podre,
Da verminose cocaína
Que mata na ruína
Mulher maravilha
Provérbios de número 14
36
Educa teus filhos
Edifica tua casa
Mulher maravilha
Minha amada querida
Lança-me,
No laço dos teus braços
Ensina-me na prática,
Os versos de amor
Amarra teu marido
Com este forte laço
Brilhe nas estrelas
Tuas belas maravilhas
Mulher maravilha



MORTE


Branquinha que foi
Não conseguiu
Voou no espaço
Sono de Deus
Atenas transmissoras
Sorriram com medo
A porta estava entreaberta
Fugiu dos olhos da verdade
Escondeu-se no vale
Esmagou o silêncio
Frio da gente
O gato não miava
Alguns bêbados na esquina
Sons insensíveis
Cachorros violentos das noites
Sapatos velhos empilhados
Sombras do triste vento
A casa ficou assombrada
Sangue escorrendo pelos corredores
Os vizinhos gritavam!!!
Polícia! Polícia! Polícia!
Quatro da manhã
Ela estava gelada no chão
Jornais sujos com uma faca embrulhada
Moedas espalhadas
Que pena! Que medo!
Todos viajaram
Ela ficou sozinha
Morreu sem socorro
Pobre cadelinha de estimação
Caiu sobre sua cabeça
Um vaso pesado
32 Kg de pedra
Despedaçou a cachorrinha
Todos foram enganados
O sangue que saiu pela porta da rua
Não foi assassinato!
Acidente! Acidente!



DIFERENTE


Estranho demais...
O homem mais rico
Que já conheci!
Desfez da luxúria
Pra abastar os pobres
Deixou escrito no testamento!
“Me fiz de pobre,
Pra que os pobres sejam ricos”
É!?!
Diferente!
Diferente!
Este só pode ser filho de Deus!!!



ASAS LIVRES


O poema que não foi escrito
Este é o poema
Fontes infalíveis
Soltando tuas asas
Desde então existe
Passado! mata presente
Contra desenvolvimento
Estaciona ciência
Descobertas de ontem!
Hoje não é...
Grandes de antigamente
Apenas importantes
Só participantes
Escravos da mesma cadeia
Buscando uma luz
O remo e a essência
Forma do supremo ideal
Pai do intelectual
Livre escravo
Liberdade com regras
Nunca conseguiremos sem elas
Somos animais quando fugimos d’Ele
Tudo que este ditou foi “não comerás”
Mar morto de amor
Pombo sem voar
Com base pra começar
Barco pra navegar
Ignorância impede o arriscar
Assombroso, liberado da visão
Que muito! Muito pouco!



ZECA


Zeca atravessava
Av. O. Maciel
Atropelado por BMW
Fugiu sem carteira
Gritos de dor
Sangue no asfalto
Socorro! Socorro! Socorro!
Socorro! Socorro! Socorro...
Adeus bóia fria.


MORTE DOS DINOSSAUROS


Grandes dinossauros
Nos seus dias
Poderosos
Entre os animais
Governavam com suas forças
Cabeças dos sauros
Estão mortos!!!
Abaixo de nossa terra
...seus ossos...
Mentes que já não pensam
Nem sonham conquistas
Esgotados de todo vigor
Seus restos expostos
Nos museus de cultura
Para que os jovens lembrem
No Brasil existiu dinos!!!
Passado é o tempo deles
Fósseis espalhados por ai
Esmagavam pequenos bichos
Devoravam carnes
Uns aos outros
Oh pobres dinossauros!!!
Nunca se imaginaram mortos!?
E agora?
Onças pardos elefantes zombam deles!
Pisam nos seus restos
Que não reagem mais...
E eu?
Sou mais um gato!
Pelo menos mia!!!
Os dinossauros
Não vivem, não berram, não falam
Estão todos mortos!
Enterrados debaixo das cidades
Fantasias que muitos colecionam
Brinquedinhos da imaginação
Monstrinhos mortos! Mortos! Claro!
Eles foram, não voltam...
São só lembranças! Lembranças!
Nos livros, nas bibliotecas das escolas...
Suas ações, manifestações e poder,
Nos discursos nas universidades
O “Big-Bang” caiu sob a cabeça deles
Era uma vez os...
Despachantes das velhas rimas


CRIANÇA


Quando escuto um choro
Imagino um bebê
Não estou louco!
Penso até na lata de lixo
As ruas estão estranhas!!
Preocupas tu com isto?
Se importa com...?!
Ou é apenas um choro?
Escutam os ouvidos eternos
Deve ser robôs
Eles também fingem chorar
Sabem usar razão?
Só não tem sentimentos no coração?
Não movem as mãos
A ferrugem os come no chão
Prefiro as lágrimas da criança
Estes filósofos estúpidos cheios de conceitos!!
Amam energias, cristais, astros...
Depois dizem que nada tem sentido!
Nasceram dos ventres sujos
Primeiro que estas coisas!
Mamaram nos seios das mães
Olá, não sentem agora!
Nunca foram crianças?????!!!!
Estúpidos fingidores!!.



ÁGUAS


Águas cristalinas
Fontes vivas
Correm do rio
Doce mel
Descendo da montanha
Sede!
Fome!
Mata mendigos urbanos
Conhecem a coroa
Nunca viram o Rei
Não acreditam n’Ele
Suas lágrimas
Suas feridas
Seus pesadelos...
Amor escrito,
Em coração de papelão
Já vem chuva
Quando cai
Molha essa cidade
Refresca os homens
As mãos geladas
Toca os campos
Cemitério do universo
Olhares atentos
Desertos sem vida
Sede!
Clamam! água! água!
Até quando!
Pelas montanhas, pelos vales
Peixes nadam,
Alimentam-se os cardumes
Eu verei minha face
Contemplando no fundo
Lá está minha Imagem
Minha semelhança
Onde bebo!
Fico embriagado!
Bebo! Bebo! Bebo!
Refresco eterno
Bem fundo,
Mergulho nas profundezas,
Não existe ninguém,
Além de mim
Que não seja,
O Rio que corre
Dando esperança pra todo campo
Coisa que não compreendo
Só consigo aceitar
Dele participo!!!
Não questiono!



QUEM


Quem não poupou
Não pouparei ninguém
Ainda que rime alguém
Minha vez vem
De enterrar quem não poupou ninguém
Pra fazer,
Liberdade que tenho,
Oh, se tenho!!!???
Voz livre!
Presa de celulose
Adolescentes gostam
De velhinhos
Lembranças do “Papai Noel”
Parece comigo?
O nome!
Coloque “J” no lugar de “N”
Senha nas mãos
Poeta Joel
Descarte Papai ...oel
Esse velhinho morto
Falará poemas no além
Aqui só quem tem
Não pra quem
Sem voz não irá falar
Nunca mais será
O que é...
Brevemente não será
Quem já foi
Nunca contará
O hoje do sofredor
Lutando pra salvar
Nos corações eternos
Quem existiu por aqui.



DELIRIOUS


O dependente deixou
Sobre uma mesa velha
O trigo do morro
Um rato!
Daqueles de esgoto
Subiu nela
Comeu! Comeu! Comeu!
Caiu na terra delirando
Entrou num depósito
Cheio de alimentos estragados
Quase todos apodrecendo
Tudo estava girando
Entrou tonto num carro
Saiu numa avenida
Loucão! doidão! o rato!
Correndo no lixo da calçada
Exclamou assustado!
Epa! Epa! Uai! Ui! Que isso!
“Qui locura”!
Esses gigantes de dois pés!
Comendo no meu tambor!
Meu lixo!
Qual é meu chapa!?!
“Tá lôco”!?! Cara!?!
Come do depósito cara!
Aqui tá cheio de bichinhos!!!
Não mata sua fome
Não entendo “ocês”!




CADILLAC 56


Se uma coisa
Deixa-me amargurado
É apenas uma coisa
Não passa de uma coisa
É uma coisa que perco
Uma coisa que não vale
É uma coisa que não serve
Uma coisa que já usei
Coisa que já amei
Uma coisa que me ensinou
Coisa que já passou
É uma coisa que está morta
Coisa que os homens
Querem que eu goste
Coisas que querem que eu ame!
Um homem que se foi!
É uma coisa
Uma mulher sem voz
Sem sonhos, poemas, que viveu os versos
Amei muitas palavras
Estou firme, sobre meus pés
Levarei flores no cemitério
Atitude de respeito
Aos túmulos mortos sem poesias
Daqueles que foram embora
Pegarei meu cadillac 56
Nas pegadas do caminho, da verdade e
da vida
Fumaça ficará para trás!!!
Os que chorarem por mim!?!
Não façam altos ideais de mim
Só fumaça ficou,
Comprem um carro novo
Descubra outra sensação




SUPREMO


Juras de amor imortal
Esperança dos que estão felizes
Supostamente um reflexo universal
Única forma que se derrama em sentimentos
Superando todas idéias egoístas de filosofia
Como acreditar em super-homens!?!
Restos misturados no chão
Imitadores que procuram o modelo
Suficiente apenas o amor supremo
Tendo em si mesmo, origem e essência
O poderoso nascimento do romântico
É! Contemple em sua volta!
Se precisas do alívio do solitário
Expansão dos sonhos que acreditastes
Não duvides! Desfaça orgulho de si
Homem livre! Ensoberbece elogios a si próprio!
Outros que evitam, recebem apreços...
Revelam o veneno do ser preso
Da grandeza, a loucura da razão!
Antagonistas da convicção da fé
Verdadeiras palavras que chegam tarde
Irresponsabilidade dos incorretos
Destroem, o Impossível mostra sua eficiência
Estes nascem de pedras velhas quebradas no chão




ANÃO


O anão passava
Na rua 41
Pra lá não vou!?!
Bom dia!!! Bom dia!!!
O homem grande passou
Rua Álvares Cabral
Oi!!! Tudo bem!?!
Como vai!?! Como vai!?!
Vem o médio
Tamanho padrão
Avenida novidade
Sorriso claro nos dentes
Olá! Olá! Olá! Toc! Toc! Toc!
Oh! Parece que vai chover!
Até amanhã!



VERSOS DE DEUS


No meio celestial
Verso pra Deus
Estrelas amarelas
Bandeiras dançantes
As palavras se espalham
Cruzam horizontes distantes
Novidades das eternidades
Perto do túmulo negro
Aedis Aegypti clamam por socorro
Na escuridão da morte cega
Gotas de sangue escorrem
Lágrimas de quem já foi
O espinho da humanidade
Coroado de toda verdade
Bem perto de Deus
Ouço um silêncio amargo
Um suspiro de temor
Não acreditas tu em mim?!
Só nas coisas que faço??!
Cuspirei nas estátuas de orgulho humano
Alimentados do ego
Espremem o poema
Rasgado como cordeiro
Amor nas chamas de fogo
Voando com asas de glória
Combinações do além
Formam rastos “mágicos”
Rastejam cansados por aqui
Trazem projetos do ser invisível
Encontrei nosso resto
Esquecido no velho jardim
Onde mamãe brincava de esconde-esconde
Louca da cabeça!!!
Com serpente astuta
Lá morreram meus sonhos
Enterrados pelos anjos
Vi duas mãos sujas sobre eles
Escorrendo um substância escarlate
Nas palmas! Nas mãos! Parecido com ouro!
Escrito em versos de Deus
Brilhantes! Resplandecentes! Rutilantes!
Um garoto de olhos verdes
Cabelos de açúcar
Recebeu no coração
Correu pra beira de um lago
Chorou! Chorou! Chorou! Até sorrir!
O belo não viu ninguém
Enamorou na minha alma
Vontade de ter de volta
Forte amor que perdi
Busquei nas nuvens
Sentimentos secos!!!
No fim de tudo
Voltei no espaço!!!
Essência real
Bebi um pouco d’água
Então percebi!!!
Era tão doce!
Oh! Vejam bem!
Dela bebo até hoje!!!



BELAS


Muito do ser poeta,
Atrás das teias de aranha
Maligno castigo humano
Anestesia na prisão
Almas asfixiadas...
Na liberdade da intimidade,
Deus está sorrindo...
Para o homem sério,
Rosto que expressa santidade
Nos quadros dos que pintam o santo
Face carrancuda da religião
Deus vivo sem vida
Nas belas artes valiosas
O sinal da vida, angustiada...
Alguém que está falando
Que nasceu criança
Que se torna criança, e alegre
Esse diferente daquele das paredes
Das peças teatrais
E cinemas de Liverpool



APARÊNCIA


As fotos expressas
Mansões, arquiteturas de Hollywood
Carros importados, versão última geração
Longas pistas da existência
Ternos elegantes
Obras incalculáveis
Ouro de joalherias
Oh! Não cobiça! Não cobiça!
Prefiro ser um Lázaro!
Toda beleza que amo
É minha beleza
Que Deus fez pra mim!
Amo de verdade
Ela é minha, ninguém tira de mim!
Mais bela de todas, é minha beleza
Não coloco apenas acima Dele
Criada pra mim
Minha própria beleza
O resto é beleza dos outros!!!
Meu rosto bonito, olhos “encantadores”
Boca perfeita, corpo atlético...
Beleza que Deus me deu!!!
Eu amo! Amo! Amo!
Deus! Deus! Deus!
Criou minha beleza!...




PEGADAS DO POETA


Pegadas no ermo
Subindo uma montanha
O que terá atrás???
Lá o sol nasce brilhante
Os pássaros voam livres
A cor é uma só
Um castelo, outra cidade...
Sangrando seus pés
Ajoelhado na floresta
Fazendo preces santas
Abriu o livro...
Quando está bem alto,
Tudo que fica escuro
Fazem os gestos, os sentidos
O grilo que canta
Devorado pelo sapo
O festeiro do bosque
Vira piquenique da serpente
Os poetas dançam sozinhos
Trocam um verso por um beijo
Conquistam corações vazios do amor
Inspirado, que morreu por amor
Nada! Nada! Que está deste lado!
Desta montanha me interessa
Um caminho leva ao cume
Muitos parecem chegar perto,
Levam pra um abismo que não tem volta
Vales escuros cheios de bestas feras!!!
Oh! Um grito forte! O sol! O sol! Justiça!
Justiça! Luz! Sol da Justiça!!!




CUPIM



Um cupim,
Perdido sobre minha mesa
Caminhava devagar
Quase parado
Espantado! Perguntei-lhe
“O que fazes aqui”???
“Donde vens”???
Resposta!!!
“Do caixão”! “Caixão”!
“De quem era”?
Exclamou assustado!
Tinha um cara dentro
Coberto com flores
Gravata! Paletó antigo!
Um tecido colorido!!!
Verde, amarelo, azul e branco!
Cheio de estrelas!
Oh! Respondi rápido!
Oh! Bandeira do Brasil!
“Ordem e Progresso”
No meu universo!



BALÃO


Fogo! Fogo! Fogo!
Bombeiro! Bombeiro!
Meu Deus!
Outra vez esse balão!?!




SOUND OF RAIN


Mestre da chuva
Amor molhado em rimas
Sabor atraente das uvas
Som fluente das águas cristalinas
Fervoroso em te amar
Desesperado irei encontrar
No piscar, no cheiro da terra molhada
Enchentes trazem tuas palavras
Som estremecedor da chuva
Cachoeiras de vozes
Glórias dos acordes
Fontes inesgotáveis que barulham
As nuvens dos céus
Conversas além do véu
Pingos eternos de avivamento
Poética de toda gente
As águas vêm estrondando
Lágrimas do mar do arrependimento
Fogo flamejante ardentemente quente
Altar aceso deste que estamos amando
Mágoas secas nos rios
Almas partidas pela espada
Vento fresco, lança brisa
Relâmpagos, trovões declaram tua vinda



CONQUISTA


Jesus de Maria
De um carpinteiro
Olá cultura!!!
Uma mulher humilde
Pela graça do Espírito Santo
O mundo recebeu
As revelações aconteceram
No âmbito espiritual
Moldando toda a cultura
Criando literaturas
Nas portas das artes
Filhos longe dos palácios aristocráticos
Na média e pobre
Os alimentos dos que escutam...
Dos que assistem...
Lêem sentados nas cadeiras superiores
Daqueles que enchem os olhos...
Pinturas esculturas músicas sermões...
Sócrates de ventre de parteira
Shakespeare de esperma do açougueiro
Voltaire de berço de procurador
Cabeças que funcionam por cima
Nunca escondidas na origem
O erro mata! Ignora gênios!
Condena ao câncer toda humanidade
Essa pornografia da desigualdade
Que faz transações com grana
Simboliza corrupção
Compra de posição
Orgulho dos poderosos



LINGUARUDO


É mesmo!!!
“Cê ficô sabendo”???
Titi-titi titi-titi titi-titi!...
Foi!?! Foi mesmo!?! Foi!?! Foi assim!?!
Verdade!?! Verdade!?! Verdade!?!
Titi-titi titi-titi titi-titi!...
Toc! Toc! Toc! Toc!!!
Oh! Menina!?! Cê num sabe!?!
De quê!?! Da maior!?!
Baixo! Baixo! Fala baixo!?!
Depois depois! Depois eu falo!
Amanhã te conto! Amanhã te conto!!!
Tchau!
Tchau!



PEDRAS NEGRAS


Menino chamado esperto
Entenda o tudo desse...
Na adolescência imaginava
Coisas como pintar...
Pedras de diamante
Com tinta preta
Daquelas belas, se mamãe comprasse!
Parece besteira!
Só que não bobo!
Queria enganar!!!
Mostrar aos simples
Pedras preciosas, como outra qualquer
Talvez encantassem com uma pedra preta
Seu valor!!!
Hum-hum menino!
Só o bonitão
Estaria por dentro
Também os sábios
Daqueles que conhecem...
Que buscam o precioso das coisas!
Sabem os traços
Costas secretas,
Das pedras escritas
Nas mãos deles
Com preço de ouro...
Examinam perlustram pensam pensam!!!
Muito vale! Muito vale!!!
O que poucos vêem
Mora o brilhante
Esmeralda pra quem ama!
Coberto de tinta preta
Minhas pedras negras!!!



DANÇARAM


As estrelas dançavam
Evoluídas em tua glória
Expressavam canções
Resplandecentes chuviscando fogo
Donas das alturas celestiais
Soltas no firmamento
Livres! Dos cobiçosos humanos
Não permaneceram eternas lá!?!
O gigante comandante “Universo”
Tem suas próprias leis
Lançou no abismo
Apagando a luz, de muitas delas
Flutuam sem rutilar
Perdidas na escuridão das trevas
Caem nos mares agitados da terra
Viram pérolas falsas
Balançam corpos nos ritmos que dançavam
Sobem como fumaça
São adoradas pôr homens
Perderam o clarão do fogo
A maior caiu lá de cima!
Lançada aqui!!!
Estava bem perto de Deus
Bem alto! Reinando! Brilhando!
Próxima do coração altíssimo
Aqui pertinho de nós
O sol aquece forte
Não nasce atrás do morro
Comum dizer isto...
É a da manhã
Mantendo esperança da vida
Não nasce todo dia
Nasceu apenas uma vez
Ilumina de graça
Teus fortes raios
Clareia os olhos de quem não enxerga bem
Ou vê muito mau
Revelando discernimento das coisas
O que é, e não é...
Para os que andam na negridão noturna
No sono profundo
Pensando no raiar do novo dia



ELABORAÇÃO


Elaborei idéias poéticas
Dobrei como se faz
Com folha de papel
No bolso!
Que tragédia!
Lavadeira de roupa!
Pedaços molhados!
O maior deles que sobrou
Li o que restou escrito!
Assim ficou!!!
“Jesus te ama”



LANÇAMENTO


Filme novo na praça
Todos assistindo!
Música se renova
Lançaram livros de poemas
Epa! Epa!
Tataravó na área



PEDÁGIO POÉTICO


Nas lacunas montanhosas
Onde contempla o azul
Ao ver de longe
Os distantes Montes Claros
Que inspiram versos
Sufocados no “psiu” do silêncio
Reclamando o poético
Chorando papéis calados
Enxurradas informativas
Suspiram um poema
Agonizante falante
Nas garras guerreiras
No cerrado, que nasceu o Pereira
Vale de árvores que morrem cedo
Fugindo da morte dos homens
Amanhã o mundo nascerá cantando
Na estrada, muitos passaram!?!
Que pena!!!
Pedágio poético na esquina!!!
Poucos passam! Grana!
Muitos atropelados!
Uns na contramão
Reprovados! Arrebentados!
Cara no chão!!!
Que não me barrem!!!
Na velocidade que ando
Atropelo qualquer um...
Até um morto, se ressuscitar!!!
A terra que caminho por cima
Garante direitos inquestionáveis!
Liberdade! Desfilar exaltado!
Cantando! Falando! Sobre os mortos!
Debaixo dos meus pés!...
Que sejam...
Tudo que são...
Pra quem não é...
Nem reconhecem que sou!!!
Nenhum é eterno aqui...
Apenas com o nazareno



SAGRADA


Mentes e pulsos
Fizeram cinzas
Gotinhas de cultura
Cruz e espada
Mansões envelheceram
Templos de amor
Belas e feras construíram
E agora!?!
Pinturas estão velhas
As paredes descascando
Os discos bolachões roucos
Vasos de barro no chão
E o restante!?
Lindos olhares azuis
Lábios beijos de mel
Princesinhas de Copacabana
Introspectivas do “Bateau-Mouch”
Luzes não acendem mais...
Palcos cheios de mofo
Altares mortos
Alianças nas lojas
Cenas apagadas
Loucas idéias de poesias
Inspiração de que me inspira ser poeta
Versos são queimados nesses dias
Lixeira engole textos
Escuridão do invisível
Nas pegadas de Deus
Teus pés estavam sangrando
Os bonecos pesquisam eternidades
No resplandecer da verdade
Salvação de carpinteiro
Emprestou pregos
Preparou madeiras
Roubaram tua vida sagrada
Morte pela existência universal



SILENCIOSO


A glória do poderoso
Navegante do mar interior
Nem Shakespeare resumiu
Nas palavras silenciosas
Na escuridão da reflexão
A voz mais doce
Ternura nos lábios melosos
Ondas batendo no meu peito
Disparando meu relógio
Ativada a distância no falar
Eu declaro aos campos verdes
Barreiras são inexistentes, erupção...
No espelho do brilho do olhar
O filme de romance nasce
Bem profundo do profundo Amor,
Buscando abrir o poeta
Tudo que ele pensa deste
Almeja queimar a dois
Sozinhos, composição de ações
Nos braços quentes do Amor...
Ternura que vivifica o ser
Anseiando o prazer da fragrância
No charme profundo do corpo
Um toque nos cabelos encaracolados
Resplandecente de branca neve
Cobrem o rosto bronzeado
As mãos, narinas inspiram beleza
Solta nos altares do Amor
Ornamentada da simplicidade
Razão de conseguir humildade santa
Amor embalado de versos
Caminha no rutilar das jóias
Amor que espero pacientemente quente
Deslumbrando ao encontro do Amado
Flutuando nos sonhos da alegria infantil
Como um balão nas estrelas vermelhas
Enrolado nas flores coloridas gostosas
Deitada em uma pedra branca de Atenas
Na beira da cachoeira cristalina
De mel achocolatado caindo...
Como Deus formou os montes
Apreciados pelos nossos olhos
Planícies que nascem esperanças
Milagre nos seios do amor
Quando vejo tudo em ti, delirando penso!
Isso não corresponde tudo na alma
Oh lindo! Oh amor! Amor...
Que eu amo!?! Amarei... Amor meu...



CURVADO


Na loucura de um sanguessuga
Se entregava ao álcool
Vomitava todas as manhãs
Cuspia nos escritos sagrados
Amava uma mulher
Essa o odiava
Batia no peito
Dizia que não acreditava
Perdido no fosco noturno
No cosmos de si mesmo
Pensava no sofrer...
Inferno que julgava não...
As mãos que o céptico não vê
Controlam destino dos fugitivos
Alimentam as frases que explicam
Certezas dos simples
Que os complicados
Procuram refutar com mentiras
Eu sou homem!?!
Oh! Ah! Ah!
Nenhum poeta famoso!
Nenhum filósofo!
Nenhum artista!
Deus!!!



RAIMUNDO


Vovó tinha um tataravô!
Raimundo do mundo
Poeta da laranjeira
Meu irmãozinho
Brincava de bolinha de gude
Um grito!!!
Ah! Menino! Não! Não! Lamento!
Chame as coleguinhas!
Estão brincando de faroeste!
Raimundo rima com mundo
Mudou a poesia
Que pena que nunca foi solução
Meninos precisam mais...
Para a escola não vão
Inocentinhas sem Cristo no...
O filho da manjedoura é a salvação
Mundo-Raimundo clame o criador do mundo
Oh! Quem!
Quando caminhava descalço
Ruas cascalhentas, negros de Moc...
Pesinhos de garotinho no chão
...cruzados transformou meu ...ção
Cruz relacionada com salvação
Rimas que trazem Jesus
Pra felicidade de minha nação
...ação
...ação
...ação
Raimundo Raimundo do mundo
Se o mundo é mundo
Sem Cristo tudo é perdição



COSTAS DE DEUS



Nos imensos sonhos de Deus
Fechou teus olhos por três dias
Rasgou minha prisão como papel
Viu um menino correndo sorrindo
Um anjo marchar de general
Se o “se” explica
Se estava cego
Via os homens brincando com serpentes
De outra forma, se
Surdo
Escutava zombaria nos ouvidos
Se mudo, falava aos ouvidos da eternidade
A terra roncava de fome
Seu estômago apodrecido
Não suportou o peso
Pureza da carne santa
Ficou magoada em lágrimas
Ressuscitou as chuvas
O cowboy entrou em seu ventre
Desafiou seus moradores da escuridão
Subiu com a caroa e as chaves
O vento soprou o sereno frio
Daquela manhã de Domingo
Todos podem contemplar a luz...


BOCA QUENTE


Oh, meu bem!
11,45 da manhã
Cafezinho quente
Chique restaurante
Ornamentado com peças brilhantes
Trabalhados pelo artista
Um garotão caipira
Deixou cair
Na linda mesa
Na branca! Tão alva!
A toalha ficou negrinha
Uma xícara de café
Todos escutaram!
Tire esse “trem” da minha frente!!!
Manchou minha...
Que ódio! Oh raiva!
Logo eu! Logo eu!
Garçom! Garçom!
Tudo isso...
Puxa vida!
Por quase nada
Só faltou tirar tudo
No fim
Não paguei conta
Tudo por conta dela
Cena de novela
Na tela da malandragem



LEÃO


O estranho vem andando
Relâmpagos, trovões cintilantes
Pés de latão reluzente
Esmagando gramas verdes
Som esquisito
Terremotos na alma
Joelhos de ferro
Se dobram em pedras
Uma neblina
Escurecendo a aurora
Prosseguindo viagem
Escreveu cartas
Aviso de chegada
Preparação para recebê-lo
Cidades cinzentas
Mortes nas esperanças
Fortunas, obras que não realizam
Amargo desgosto da desgraça
Um rugido de leão
Assombra os animais da floresta
O Rei da selva
Muitos escondem nas cavernas
Outros fogem com medo
Uns gritam assustados
O Rei! O Rei está voltando!!!



REVER


Meu grande dever
Ser tudo que devo ser
Brincar de dá nome
As rainhas dos céus
De governo sobre os ombros
Que bom!
Produzir minha imagem em páginas
Porém, se o quiser
Aos que me amam
Tudo é um prazer
Descurtimar minha alma
Falam do crer
Não precisam ver
Deste tu podes Ter
Neste globo se envolver
Com ele viver
Peça-me mais uma palavra
Com “R” no final
Duas lhe mostrarei
Uma é morrer
No fim do jogo
Noutra dimensão
A palavra chave é
***REVER***



JABUTICABA


Negros brilhantes amáveis
Correntes preciosas dos rubis
Nas águas melosas do sentir
Não endureça, dureza minha
Cabelos negros encaracolados
Lábios desejosos dos meus beijos
Entrelace-me em teu calor
Deslumbre declarações de amor
Rosinha charmosa de ternura
Apaixonada pelos colares de diamantes
Escondidos dentro do meu ser
Palavras que geram o prazer
Afagoso mel das pétalas do amor
Pequenininha, moreninha fervorosa
Possuída dos lindos versos e belos prosas
Rastos que cantam na areia da praia
Voz suave que queima coração
Branda, meiga nos ataques de nervosinha
Aconchegantes braços de mulher frágil
Alma desunida que busca união
Pensando na sensibilidade desta bola de sabão
Declaro-te!
Oh! Doce amada dos meus poemas


DE SI MESMOS


Quem? Quem? Quem?
Quem-quem?
As coisas estão corridas
As pérolas são pequenas
Joaninha pintadinha
Dona Formiguinha magrinha
João de barro das casinhas
Não vêem tudo isso?
Apressados caminhos materialistas!
Lembramos, quando precisamos
Usamos aquilo de que necessitamos
Oh! Existe sim!!!
Realeza no que julgamos, não precisamos!
Insensibilidade globalizada
Venda cinco ternos
Compre três carros
Engravide conta bancária
Louco! Esta noite pedirão tua alma!?!
O que tens guardado de bom?
Dona Joaninha Pequenininha
Formiguinha negrinha
O elefantão grandão
Irão embora vazios de bagagem
Não entendo o roubo dos ratos!?!



ZEBRINHA


Fomos entregues ao clima
Estando impaciente comigo
Roubei um beijo da beija-flor
Naquela noite não fingi
Assisti meu sol se por
Navegando no mar agitado
Demorei declarar em palavras
Amor vivo das frias madrugadas
Desabroche meus poemas
Embora não seja viva
Jogue fora, entregue-se agora
Ontem tua paixão morreu
Eu bem que pensei em não
Lamento as dores do teu passado
A tristeza é mesquinha
Muitos cospem na cara dela
Onde mora alegria, ela esfria
Rogue tuas preces, peça Deus novidades
Leia alguns textos reflexivos
Indicam caminhos do amor
Nada afastará do sentido dos teus desejos
Dona do que sentes és tu meiguinha
Ame quem quer amar teu amor pobre



CASINHA DO INTERIOR


Lábios doces da alma
Clamam gota d’água
Descem das alturas
Criam rios que mata sede
Gera vida pra vida
Nos desertos mortos do interior
Lugar de casinhas antigas esquecidas
Morada de escorpiões, barbeiros, aranhas...
Paredes caindo no solo
Tornando-se pó
Desça! Oh, Deus dos céus!!!
Envie pedreiros!
Gente que trabalha
Que põe mãos na massa
Reforme as casinhas
Cheios de rachaduras, buracos...
Não tem luz dentro delas
Nem água encanada
Estão sujas por dentro
Precisam do branco da pintura
As pessoas, não as amam...
Os moradores saem para os desertos
Voltam trazendo mais amigos porcos...
A chuva do alto vem com uma razão
Plante um jardim florido
O perfume exala-se
Molha, os frutos crescem
Trazem alegrias aos corações
Dos donos das casinhas do interior
Que sofrem com a sequidão



BASTANTE


A sombra da coragem
Atrás das costas dele
Espada, sinal da cruz
Tudo é poesia
Poesia não é tudo...
Calças jeans desbotadas
Poemas nos bolsos
Nenhum dólar furado!
Quero mais
Cruzando os pensamentos
Nada vejo, onde não quero ver
O mundo descalço
Dançando músicas tristes
O diabo pede bis
Embriagado no whisky escocês
Escorpião da meia noite
Dirigindo um carro importado
Tudo é poesia...
Minha alma enferrujada
Reconhece os cravos negros
Os pedaços da coroa do calvário
Pesadelos dos descrentes
Anjo é uma garotinha
Cabelos vermelhos como fogo
Bolinhas de gude azuis
Cantando na varanda de sua casa
Fazendo Jesus Cristo chorar no céu
Nunca poesia será o bastante!!!



JUMENTO


Esses bichinhos nordestinos
Comem milho de Luiz Gonzaga
Carregam cargas pesadas
Orelhudos que só eles!
Parece que não tomam banho!!!
Gravatas no pescoço
Puxadas pelos donos
Jumento! Jumento! Jumento! Jumento!
Que raiva!
Barulhentos “gritos”
São tantas piadinhas!
Charmosinhos burrinhos...
Honrados por quem os criou!
Levou Jesus na entrada de Jerusalém
Repreendeu o profeta Balaão (Nm 22,22)
Como pode Deus gostar tanto deles!?!
Chamamos de burros! Jumentos!
Oh! Para mim!
Tudo o mesmo! Não tem diferença!
Burro! Jumento! É burro!
Jumento falou?!!



ZEZIM


Chapéu de palha
Foice enxada
Machado facão
Carroça carroção
Ruas de terra
Mata poeirão
“Ocê tá bão”!!!
Bom dia! Bom dia!
Pamp! Pamp! Pamp!
Tic-tac! Tic-tac! Tic-tac!
Fumaça! Fumaça! Fumação!
Famosa Maria do sertão
Leite, café, requeijão
Adeus vovó!
Zum-zum-zum-zum...
Toc! Toc! Toc! Toc!
Metrô elétrico!
Moto - motoca!
Carrocinha carretão
Tênis sapatão
Casa edifício mansão
Corre-corre tartaruga
Dinheiro na mão
Hambúrguer com salsicha
Coca-cola de manhã
Calendário regressivo
Dor de barriga
Câncer Ltda.
Hipocondríacos!
Hipocondríacos!



FERNANDÃO


Meia noite,
Sentado na escuridão
Fernando Pessoa
Lavando as portas
Do “palácio” assombroso
Uns acreditavam que foi,
Inventado para amedrontar
Quase caindo de costas...
“Pescando peixes”
Relâmpagos da imaginação do sono
Deus estava tomando café
Delirando de cansado, Fernandão;
Deixou derramar o sabão
Satanás escorregou
Lama na cara de lúcifer
Quebrou sua dentadura
Os chifres podres despedaçaram
Riso colgate dos anjos
Sua expressão, era de dúzias de limão
Jesus Cristo nem ligou
O telefone do inferno está cortado
Dono enrolado, não pagou a conta
Seus servos da terra, salários atrasados!
Eu creio no Deus chique
Veste seus filhos de calça jeans
Tênis Nike, monta na Kawasaki
Agora essa energia burra dos ateus!!!
E que tudo é deus
Tira do homem a imagem, semelhança
Tornando-o como rato de esgoto!!!




MEU


Amanhã partirei sozinho
Um beijo na testa da mamãe
Eu gosto muito d’quele terno preto
Nas mãos este, uma calça de lêem
Sapatos de couro de jacaré
Na melhor hipótese, gravata!
Qual será minha canção???
My world, precisa de chuva!?
No sono negro das madrugadas
Minha cama coberta de flores
Uma carta daquela amada cansada
Famosas mulheres das telas
Empresários ricos sorrindo terra!!!
Louvado seja Deus!!!
O amigo que mais amo, não estará lá!!!
Esperará seu querido de portas abertas
A passagem por conta da “death”!
Irei montado nas costas dela
To sky!!!
Heaven!!!



TAPETES SEDUTORES



Esmolando nas portas
Comendo pão seco
Na beira da rua Oxford
Um redemoinho nervoso
Deu um beijo na calçada
Seduzindo-a com lindos tapetes
Produzidos em New Dhali
Requebrados vaidosos
Lastimando enganos das águas
Descendo das montanhas da face
Sua lua de mel
Salgada nos esconderijos de Havard
Poderio de quem consegue
Loucura de ser sensual
Enrolado como linha
Os poderosos gigantes de mármore
Que flutuam longe das estrelas
Seqüestradas por Deus...
Bem distante de sua dor
Um grilo deprimido da alma cantava
Milhões, parecia curta distância
Solidão amarga dos prazeres
Ter em mãos tudo desejado...
Desmorona a boca negra
Anseia tudo, morde os lábios
Sangra sua própria ferida
Sua cama, seu navio, avião...
Levaram sobre si, as “minas” de Salomão!
Nem por isso deixou de ser
Aquele da rua Oxford



BREVES


O verruguento desprezará
Aqueles que podem mudá-lo
Direito de ser, querem tirar
Se conhecimento enlouquecesse
Quando criança burgueses o buscavam
Sete chaves para o sucesso
Uma premiada com Jesus Cristo
Tu acreditas na ressurreição?
Ondas do não, imagino impossível
Não acreditar
Eu gosto muito de oração;
Missão urgente para quem...
Este poço nunca teve fundo?
Aqueles que não gostam de mim
Criam em mim
Conceito de grande dever
Oh, perdoe-me!
Nunca obedeci minha ignorância
Sou um negro milagre de Deus
Me chamas de bom?
É difícil ser bom!
Bondade é tesouro do coração!!!
Tu sabes o que é o amor?
O que diz do inferno?
A razão descobriu o além?
Respostas breves!
Amor não se explica, sente-se!
Inferno está explicado!
A razão, às vezes, é ignorante!



ISRAEL I


Saraiva desce do céu
Água transforma-se em sangue
Piolhos no palácio real
Rãs invadem as casas
Gafanhotos de longas asas
Faraó está petrificado
Mais confiante em seu deus
Os egípcios nada entendiam
Eram tantos os acontecimentos
O rei com seus fingimentos
A última praga foi total
Primogênito maior ao menor
O lamento começou
Pranto em todo Egito
Não se ouviu nem um grito
A perseguição começa
Marcham os israelitas
Murmuradores perecem
Aleivosos destruídos
O mar vermelho dividido
Para terra que mana,
Leite e mel em todo lugar
Água saiu da rocha
Para desobedientes ao Soberano



ISRAEL II


Atravessaram o Jordão
Os inimigos desmaiados
Os israelitas desarmados
O Senhor a fortaleza
Em seus corações a certeza
Os covardes não vão a luta
Homens de guerra saem para peleja
Jericó caiu no chão
Muralhas pulverizadas
Quando Israel foi a batalha
Inimigos confusos
A espada do espírito nas mãos
O capacete da salvação
A couraça da justiça
Os pés calçados com o evangelho da paz
Com o escudo da fé foram capazes
Será festa no arraial
A vitória nós a contemplamos
Aí, será esfrangalhada.
Raabe, pela fé salva
Jericó, reduzido a nada
Tome posse da benção
Ele prometeu e concedeu
O sol brilha
Nele viveremos
e louvaremos.



“PSICOGRAFIA”


Quando tem poesia
E não sabe ser poeta
Quando ama
E finge não amar
E finge ser cego
Quando nega o autor
Poeta da obra
Correndo de si
Para buscar alguém
Que está perto
Pobre fingidor!
Nascido em sonho de poeta
Ah se não!
Só inspirado!
Poeta finge que não
Fingir na poesia
Sentir na razão a dor
Que não pode conhecer poeta que não finge!
Te custará
Sentir no peito
P’ra não fingir na poesia
Entendo! sinto!
P’ra não fingir!




TROPEÇOS


Sem ter outro
Também questionamento
Pinto eras de cores
Sensível ao belo
Não quero mais...
Crítica as coisas
Preciso entendê-las
Sempre existirão
Confusas em si mesmas
Amarradas no mesmo jogo
Pedras não amam!!!
Erraram os filósofos
Nada penetra
Dureza d’Elas
Quando caem em cima...
Esmagam! Esmagam! Consomem tudo!
Não sentem
Nem pensam
São pedras
São rochas
Estão aqui
Não mudam
Eternamente duras
Tropeços do caminho
Onde que se vá
Lá estarão elas
Pedras são pedras
Que sejam brancas, pretas,
Vermelhas, amarelas
Pedras são pedras




SUPER


Eu o vi
Pés no chão
Desejamos voar
Maquinando pensamentos
Desde muito tempo
Inveja de pássaros
Abençoados com asas
Sonho das serpentes
Inimigas da existência
Não estava lá
Ninguém percebeu
Ninguém acreditou
Vinda do super-
Homem forte
Revestido de aço
Voando pelos céus
Asas de fogo
Foi à lua
Voando entre estrelas
Aos olhos das crianças
Desenho animado
Sorriso do papai
Largo de pureza
Contemplando pequeninos
Iludidos com filminho
Super
Não mudará o mundo
Não pode amar
Seu coração
Cheio de aço
Aniquila inimigos
Pela amada
Que pena!
Na verdade não consegue
Aço! Aço! De aço!
Tem poder
Destruidor da terra
Transformador dela
Raio x nos olhos
Carrega capa
S no peito
Não suporta
A pedra
A queda de...
Fraqueza fatal
Deste voador
Super
Poucas horas
Nos confins de New York
Será!?.
Pensa ele na morte!?



ELES DE NOVO


Retóricas no verão
praia de corrupção
Peixes nadam cegos
Mar negro.
Doses de vacina
Dores do trauma
Vendem a alma fiado ao demônio
Convencem bem
Ouvintes de propostas.
Planos na mesa
O país afunda
Promessas feitas
Discurso cheio de mentiras
Máscaras escondem rostos
Assassinos, ladrões e traficantes
O jogo dos contritos
É verdade, vergonha!!!
Porcos em chiqueiros
A moral no circo
Pobre do carnaval dos poderosos
Bebida a vontade, Sociedade falida
Estudantes embriagados,
Promessa de emprego.
Onda de agito...
Lute! Lute! Ohhh!!! Brasil!?
Está errado,
Mundo de Deus,
Não dos mais espertos.
Espada assassina
Cortando trabalhadores
Onde existem muitos fracos,
Poder nas mãos de poucos.
O revolver apontado
Cabeça daqui...
Deus no controle
Um reino!
Lastime-se povão escolhido,
Salvação brilhando no céu.
Não posso mais pensar ?
Tudo mudará dessa forma?
Agora perguntei-me!
Tão certo que será assim!
De o melhor de si,
Não pergunte nada para ninguém.
Em mil pedaços,
Dividindo amor pela pátria
Fazer questão de esquecer
Mentiras que ouvi
Atento a voz
Sopra aos meus ouvidos uma solução.



VENTO ROMÂNTICO


Aclimatado no amor
Cadeado nessa verdade
Recorrível do viver
Seteado no fundo do ser
Revérbero Dom rutilante
Incontestável sublime
Contagiador acalorado
Incondicional aderedor adoçado
Dissipador do hostil ódio
Apazigua o turbulento
Introjeta gozo no vácuo
O cosmo desértico do insensato
Intróito criador do humano
Parricidas do existencialismo
Vermes exíguos incoerentes
Que não inspiram o cheiro desse vento romântico



SABOR INDESEJAVEL


Sentimento detestável é paixão
Mãe venenosa da dramaturgia
Garbosa indigna do coração
Inexplicável doença mórbida pestilenta
Guarnece de mobília o castelo
Com sexo carnal excitante
Aparentando uma rocha inconcussa
No fim pesarosa catástrofe
Enaltecerei uma vira-lata vagabunda?
Catadura enganosa do hospício
Ignomínia do escandaloso adultério
Rabugenta alegria fraudulenta
Luxuosa mentira segadora do orgasmo
Tênia que se diz rainha da razão
Acaçapada na masmorra o entibiado
Egocêntrica algema voluptuosa



AJADJA VOLTARÁ


Disseram-me de Ajadja
É um excêntrico excessivo
Indigesto a modernidade
São parteiros do meu aborto
Preeminentes arrogantes
Rostearei com bravura
Essa estatuária de mortos
Infestação putrefata dos túmulos
Sou estentor da beleza
Prefaciador na defesa da realeza
Contra todo horror misoneísta ant-poesia
Néscios retardados no paradigma
Movimento pretérito fustigador da rima
Reluzam os versos sentenciosos
Toda laudabilidade que merece!!!
Ajadja fala:
Detesto com o desprezo que se precisa...
Toda essa bugiganga empoeirada da estante
A burragem em aversão ignorante me obriga!!!


RAZÃO


Resplandecem conceitos
Só eles se criam em torno das coisas
Não existe expressão do que é e não é.
E tudo não passa dos falsos
Valores relativos sem sentido
Um vácuo humano
Excêntrico esquecido no universo
Cobertor quente de Deus
Descoberto nos mistérios da morte
Triste sorte na imaginativa preconcebida
Queria saber se eu a levo
Ou realmente ela me carrega
Quem me afirma isso?
Nem sei o que é morte!!!
Nunca vi sua cor, nem sua cara!?
Nunca vi Deus, nem sua Cara!!?
Só sei que existem!!!
Não acredito nela, é falsa!!!
É apenas um túnel que nos leva a Deus
Tudo que cria medo é falso
Se fosse verdade não causaria
Mitos trazem consigo medo
Desenhos fraudulentos das mentes
Os humanos são tolos... E não são...
Desprezíveis medíocres pobres...
Quando se rebaixam a si mesmos.
Explicando-se a partir de si mesmos...
De algo inferior a si mesmos
Detesto ser humano, eu mesmo.
Quando vim do o que é insignificante
Este título fede tudo de podre
Quando se nega o Autor da existência
O SENHOR Jesus Cristo de Nazaré.


SOBERANO


O “colorista” imutável da arte
No trono da santa justiça graciosa
Na ligeireza demonstra sua bondade afagosa
Retroage na memória o sonho
Esplendoroso Elohin taumaturgo
Preeminente perspícuo manifesto
Suplente libertador trino
O calvário foi seu arrojo
Mavioso redentor da glória
Apascenta com mão forte o oviário
Em minha cogitação tu a sondas
Deleito-me na aspiração da tranqüilidade
Plangendo nas petições por sua longanimidade



MASCÁRADA


Feral desígnio ermo
Cripta vasta indescritível
Aproxima-se carinhosamente
Amante exuberante semilunática
Inconstante tempestade de flores
Ufana-se de sua exuberância
Deixa meu velado interior sem esperança
Venustos momentos extasiantes
Amargura-me no descontentamento
Quando sou abandonado na estação
Na trabuzama solipsa solidão
Jogada mensurável mentirosa
Nos braços quentes do prazer fervente
Sofrimento por atriz dose dupla
Mutilada fica a panóplia do soldado


HERANÇA


Aracnóide frustrante do Brasil
Eclosão etimológica inglesa
Vulgar nulidade a nossa cultura
Impoderação da minha proclamação poética
Parca “rapariga” de Portugal
Roque-roque da faminta globalização
Devastadora virose estrangeira
Zinzilularei em nome dessa odisséia
Chamarão-me de leigaço clássico
Envaidecido velho fora do elenco
Prefiro isso, que tolo amnésico
Por um colosso apodrecido numa praça
Essa efervescência unificadora
Miscível é a mais alta expressão de negação
Originário seja nossa sobreeminente linguagem



O GRITO DE AJADJA


No cimo do saber
Ajadja grita quase rouco!!!
Meu mundo é mouco
A televisão é esótericamente estúpida
Formadores de opinião indecente
Os valores que a envolve são decadentes
As pessoas as pessoas a sua volta como urubus!!!
Ostraria refociladora dos conceitos
Que ferra o sinuelo da opressão
Estão penalizados no inferno
Na sensualidade penetrais hedonistas
Funesta demudança escravizadora
Ajadja fala:
Aqui não se pode crer mais em Deus?
É vexado quem se diz cristão
Depreciam erudição e fé no Senhor
Equivoco doloroso ergástulo
Na impubescência de uma nação
Ouça o mensageiro da paz
Nossa violenta maldade maligna tem raiz
É o domínio da “massa Kg” pela mídia
A fraqueza do rebanho retígrado



LIÇÃO


Mascarado logradouro libertário
Enclausura enjaulados os entibiados
Sarcófago depressor da libertinagem
Temporária satisfação que mácula
Estigmatizados ficam as feridas chaguentas
Causa da revolta suicida de quem não agüenta
Pachorrenta licenciosidade crucificante
O paradigma sensus Divino o condena
Sorrateiro pecaminoso flagelado
Esfrangalhado pela espada do venusto
Desmemoriado conforto árduo
É essa antagonista filosofia despadronizada
Ajouja com falácias novelescas
Apodrece a puerícia deixando pudica
Sadismo calceta no calabouço do ser
Frontispício sedentário torturador
Transtorno congeminado hodierno
Destes ascendentes zombadores de Jeová


PLACAS


Os cegos, tartarugas
Lêem apenas o sucesso
Daquelas placas
De bronze-alumínio
Escrituras de metal
Nas paredes velhas
“Rui Barbosa! assine aqui embaixo!”
____________________________
assinado




TENOR


Retroagindo a minha encômia infância
Idos de apreço a estilística portuguesa
Absoleta artificiosa da articulação nacional
Que se agrada da leviana picaresca
A radícula verbal já não têm ação
Iminente deletério do seu cemitério
Prepotente arrogância de arte finalista
Incentivo estabanado ao leitor preguiça
Pestífera comunicação de tuins
Coadunados nessa badélica penúria intelectual
Se não me lêem, o fajuto não será meu fácil.
Essa idiossincrasia será uma censura
Principesca liberdade do belo
Coerência caceteadora da regressão
Antídoto antipútridor dessas mentes
Conflito do Ajadja que se queixa.
Cheio de sotaque mineiro “soleto” que não deixa.


MANCHA ORIGINAL


Auferindo as aguilhoadas
Florão da iniqüidade
Imprimido em minha carnalidade
Ofego axfixioso do inferno
Parasitóide da alma
Reincidência terrificante
Verruciféria do descontente
Zagalote penetrado no peito
Párvulez Adão seduziu
Nocaute labioso da serpente
Desgostos do fidedigno redentor
Que encasacou o traidor
Encarrescado no pecado
Perdeu a comandância da cabecilha terrestre
Borrega aleijada distante do pastor
Asno céptico, depauperado fingidor!



PECHINCHEIROS


Carvalho negro
Infortunado de cão
Mal-amanhado do ver
Pesar manchado da pele negra
Censurado objeto das nações
Suspiroso grito de independência
Tenífugo tratado do troglodita
Explorado, inferiorizado, deslembrado.
Mau-olhado pelas megeras burguesas
Desleixadas vagabundas européias
Cobaias das telenovelas
Hauridos das remotas culturas
Decrépitos da camorra medieval
Esporea uma raça nobre
Que não coaduna e se avilta
Colapso redutor da suavização
Vilipendiados que não tem identificação
Escaramuça sem fim da pátria sem educação
Esconde-esconde da cara irritável
Quem é quem? Que não tem definição?
Irrespondível patuscada dos colonos
Pau-a-pique, pau-brasil, pau cetim, pau de arara...
Índio, negro, alemão, português, japonês, italiano...



REFÚGIO TRIBAL


Deprecando no desnudar da morte
Contemplamos o primor entreaberto D’ele
Co um toque expurgador revela o póstero
Libertação da catanduba dissimulada do profano
Dissolutidade sortilégica envaidecida do engano
No soar da trombeta, pneuma nortada
Lamentação e passadismo pascal
Ultrapassada pelo sacrílego carnal
Pragmatismo lastimável do Vaticano
Sofismo da deusa Aparecida transeunte
Meretriz cultual ignominiosa dejecente
Sevandija concatenadora dos descrentes
Idiotia idiossincrática pauperisma idolatra
Subterfúgio excêntrico pestilento
Voltem-se a pétala da Rosa de Sarom
Envolva-se no exalar do evangelho
Eufonia pacifica excelsa que leva ao céu
O Refúgio Tribal.


INDIFERENÇA


Dançando vai o pascácio “paspalhão”
Entranhando uma célula no núcleo
Pasmando a multidão sonolenta
Insensatez desses tiflólogos cegos
Já não há holocaustos de animais?
Não valem mais do que um embrião?
Maníacos filhotistas de assassinos
Mendaz filaucioso medíocre
Corrobora minha insatisfação.
Sacrifica milhões em proteção a um?
Dois mentecaptos agindo friamente
Terrívomo venenífero satânico
“Psicopatas” de noite de natal
Larvado almejo deplorável desgraçado
Qual a ética muda de ambos os lados?
Indiferença asneira ao assexuado?
Quanto à devastação sem pena capital?
Onde entra o direito de quem foi estocado?


VENTRE GERADOR


Contextuada contígua eterna
Preciosa tauxia adornada
Anelo perfeito de sangue
Sua piedade seja elevo enobrecida
Benevolente abrandadora da tempestade
Estou coesido bracejando no seu recanto
Discente seguidor dos seus revérberos conselhos
Tu foste meu sustentáculo estrênuo
Matriz inspiradora do deslumbrado poeta
Congruência propedêutica dos sonetos
Inigualável pérola ingênua de Elohin
Cofre secreto de secreto cheio de jóias valiosas
Não reprocha meus infortúnios
Caroávelmente concebe o consolo
Profícua reminiscência sempiterna.
Meu xerox, sósiatica que na gaveta me conservou
O Ventre que é gerador da dor







Sobre o autor

Joel Almeida é um poeta contemporâneo, natural de Capitão
Enéas/MG.
Viveu a maior parte de sua vida em Montes Claros, norte de
Minas, onde participou de diversos eventos de poesia.
Atualmente, reside na cidade de curitiba e continua se dedicando
à poesia.
É também autor das obras Pérolas no Armário , Deliberação,
Túmulo de Roecken e Lusa.

Para entrar em contanto com o autor, escreva para :
joel_almeida2000@yahoo.com.br
Para mais informações sobre o seu trabalho:

http://www.psiupoetico.blogspot.com
http://www.palavradele.com

AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?