ORÁCULO DE POESIA & PSIU POÉTICO 2001



JOEL ALMEIDA OBRA PARCIAL

Alguns alterações ocorreram nos textos para publicação OnLine,
mas nada que descaracterize a grafia original do autor no impresso em papel.

POEMAS
LIVRO PÉROLAS NO ARMÁRIO 2000
2ª edição

Proibida a reprodução, total ou parcial, desta publicação, seja por qual for o
meio, eletrônico ou mecânico, sem a permissão expressa do autor da obra.

Revisão Regiane Milla da Silva
Capa
Pedro Henrque T. Rêgo
Projeto gráfico e Marcelo Junior
Eduardo Fernandes e Regiane Milla da Silva
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ALMEIDA, Joel. 1976-
Pérolas no Armário
/ Joel Almeida. - Montes Claros: 2000. (1ª edição -)
/ Joel Almeida. - Curitiba: 2010. ( edição Blog)
1. Poesia Contemporânea.
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Olá!? Sociedade dos poetas vivos, vamos estocar nos
Museus brasileiros os ossos dos velhos dinossauros que
Existiram por aqui, são relíquias preciosas, vamos agora
Preservar pequenos animais, estão correndo risco de extinção,
Esqueçamos a partir de agora os velhos dinos e apreciemos
Os pequenos vivos.  (Joel Almeida)

AGRADECIMENTOS


A Deus e todos aqueles que acreditaram n
a possível realização desta obra poética.


PENSE  NO SONO



Essa poeira da cidade!
Poluentes deixam-me intoxicado.
Ruas perigosas
condutoras da morte
entenebrecedoras da alma.
Já pensaste no sono?
Alimento vendido
por uns trocados de real.
Globalização torturadora.
O estresse lança o mal,
pessoas apressadas,
vaidades passageiras,
valores levianos.
Da vida não desfrutamos,
de Deus nos esquecemos.
Lutamos e não vencemos.
Guarda-roupas de decepções,
quebrador de alianças,
saqueador da paz.
Veja seus olhos
Cansados do tempo,
lágrimas secas egocêntricas.
Esqueceste do amor ao próximo.
Criaste tu!
Animal petrificado,
sobrecarregado de pecados
neste mundo globalizado.



VASO SOBRE A MESA



Sobre a mesa
vaso velho,
flores vivas.
Recebi da querida,
caiu e quebrou.
Pedaços no chão
não podem ser,
pois não os ajuntarei.
Foram embora...
Lata de lixo.
Ajunto as flores,
rego-as.
Não as esqueço,
lembram amor.
A rosa de Saron,
Amada minha.
Foi-se o vaso,
mesa envelheceu,
cupim a comeu.
Minha rosa não morreu.
Me desperta de manhã,
sinto seu cheiro.
Perfume gostoso,
amor afagoso.
Enche-me de forças.
Este vaso de Deus
cheio do bálsamo da unção
que está nós cuidados
de suas fortes mãos.



VENTO DE FOGO


O vento sopra,
refresca a alma,
vai aonde quer.
Sobre os oceanos
passeia o vento,
guia folhas secas,
lança-as no fogo.
Vento do espírito
nos quatro cantos
sacode árvores
de beira de ribeiros.
Vento do avivamento.

  

SUCUPIRA


Passeando na floresta,
férias de junho.
Macacos nas árvores,
borboletas nas margens,
lindas paisagens.
Pesquei peixes,
comi frutos selvagens
Sabor desconhecido.
Subi alto!
Sucupira altíssima
linda como o criador.
Ninhos de sabiás
em seus galhos.
Nunca vi tão bela!
Voltei para casa,
férias venceram.
Junho novamente.
Vontade de matar
saudade daquele lugar.
Tristeza foi que senti,
quando olhei e não vi.
Sucupira que amei
caiu no chão
traspassada pela serra.
Sonhei aterrorizado.
Comprei móveis novos,
então percebi
que estava morta
no centro
de minha sala.




MÁGICO


Coelho vira sapo.
Gato, rato.
Pombo sai da caixa.
Das mãos faixa.
Mágico
pouco diferente de palhaço.
Simão enganador
ganha trocados,
sorrisos de criancinhas
inocentes, bobinhas...
Cárie nos dentes,
fome na barriga
cheia de lombrigas,
olhos na t.v.
Auditório aplaude
cheio de euforia,
barriga cheia.
Enganou burguezinho,
hipnotizou pobrezinho.
Alegria mentirosa
não muda situação de pequenos.
Crescem sofrendo
sem mágica
que não pode
esconder dor
deste doente
que só pode
receber cura do Senhor.



EU ERA


Existi
no passado
deste ventre,
nos planos
de Deus.
Imaginativa
Deste onipotente
sou dependente.
Desse
eu já era
antes de ser.
Estava nele
antes da fundação
do mundo,
alimentando
dos seus sonhos,
trouxe a lume,
menino pensador.
Essência do amor.
Fingi,
quando não acreditei,
errante andei.
Nas veias
deste Ser Supremo
não percebendo
está preso,
pelo senso
de divindade
colocado em mim.
Eternidade!
Semelhança!
Imagem de Deus.
Cego pelo mal
tornei-me
inimigo do bem.
Fonte de vida
que queima.
Consciência
Da alma atormentada.


AJA-DJA Brasil (2001)

AJA-DJA Brasil (2001)
Obra apresentada no salão de poesia "Psiu Poético" (Montes Claros-MG)

Sobre o Poeta Joel Almeida

O POETA MORREU, AGORA O POETA VIVEU?